Um Mundo Skylafobético

Muito se fala em “Estudar” Caetano Veloso e seus feitos. Não que eu ache que Caetano não mereça ser estudado. No entanto é o carioca de 62 anos, Rogério Skylab quem tem me chamado atenção com seus escritos.

Escritor, cantor, compositor, violinista, letrista, poeta, ensaísta e barra mil e uma utilidades. Skylab tem grandes trabalhos e é digno de um estudo ou até mesmo um olhar mais atencioso. Em seu livro Debaixo das Rodas de Automóvel da editora Rocco (2006), Rogério Skylab nos presenteia com 79 sonetos.

Sonetos escritos de forma inteligente e sincera, aliás tudo que Rogério faz é sincero e inteligente. Seu trabalho a maioria das vezes é motivo de risos, o autor já disse em diversas entrevistas que o riso não lhe causa incômodos, porém eu sigo sem entender porque dos risos. Vejo tanta seriedade em seus trabalhos, uma crítica tão bem construída sobre os dias atuais e sobre a doença da sociedade moderna que tentamos de toda forma esquecer que existe.

Rogério, ao meu ver representa o modernismo, a coragem e a audácia de escrever e interpretar aquilo que imaginamos que nunca alguém escreveria. O eterno “Matador de Passarinhos” representa a poesia marginalizada e excluída de Allen Ginsberg.
Talvez tudo em Skylab seja a grito e resistência, seus escritos ganha força e valor a medida que deixamos de lado os risos e pensamos que nada é por acaso.
Mensagens, sim, tudo carrega em metáforas mensagens. Pois como ele mesmo escreveu “A verdade é nua, a verdade é crua”.

Quando penso em Rogério Skylab penso em um cronista maior que Lima Barreto e atual e forte tanto quanto Nelson Rodrigues. Termino minha review com a pergunta idiota de sempre : “E você vai continuar escrevendo e fazendo músicas Skylab?”.

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