Review | A Torre Negra Vol. II – A Escolha dos Três, de Stephen King

Vamos confabular sobre Roland de Gilead, a escolha dos Três e a Torre Negra.

No volume 1 dessa incrível saga somos apresentados a Roland, último de uma linhagem de Pistoleiros em um mundo que Seguiu Adiante, conhecemos sua história e sobre sua busca pela Torre Negra. Se você ainda não leu nossa resenha sobre o volume I clique aqui antes de seguir lendo essa.

Já no volume II intitulado A Escolha dos Três, Roland tem pela frente uma missão, que foi revelada a ele durante seu último confronto com o Homem de Preto, nas cartas de tarô: Roland precisa encontra os três escolhidos para o ajudar nessa busca: o Prisioneiro, o viciado em heroína Eddie Dean; a Dama das Sombras: a ativista pelos direitos dos negros Odetta Holmes e a Morte. Para tanto, Roland precisará atravessar 3 portas, que só se abrem para ele, que estão erguidas no meio do nada em uma praia deserta no Mar Ocidental. Essas portas levam Roland a um mundo muito diferente do seu, o levam as décadas de 60 e 80 em nosso mundo. Acha isso estranho? Espera só para saber como King insere esse fato na história.

Na resenha anterior eu comentei que a história nos deixa com tempo para sentir uma enxurrada de sentimentos em relação a Roland, em A Escolha dos Três isso ainda não mudou, sim acredite, ainda estou em uma relação de amor e ódio com Roland, mas confesso que a busca dele se intensifica cada vez mais como minha, mesmo sem saber o que é a torre, o que faz e onde está, isso ainda não mudou no volume II.

Aqui King nos apresenta um Roland mais humano, 20 anos mais velho, mais cansado, afetado pelos acontecimentos em seu caminho, mas que não desistiu de sua busca, nunca negou seu ka, e continua seguindo para a Torre. Essa nova história começa exatamente do ponto em que o volume 1 terminou, com Roland saindo da clareira onde foi seu último combate com o Homem de Preto.

A história segue, inicialmente, com uma marcha mais lenta, com Roland chegando a tal praia, sem saber o que fazer em seguida ou para onde ir, nessa praia ele enfrenta monstros que ele chama “lagostrocidades”, justamente pela semelhança com lagostas, e precisará descobrir como e onde encontrar esses 3 que irão lhe acompanhar e auxiliar na busca pela Torre.

Ao longo da praia ele encontra três portas, erguidas no meio do nada e sustentadas pelo nada, cada porta leva a um escolhido diferente, a primeira é O Prisioneiro: Eddie Dean, um viciado em heroína da Nova York dos anos 80, agora a ação começa, Rolland tem que descobrir uma forma de trazer para seu mundo o primeiro escolhido, mas antes, tem que lidar com várias coisas que, para ele, são completamente estranhas, coisas do nosso mundo, aqui a história chega a ganhar um ar até cômico, com Rolland descobrindo coisas nunca vistas antes por ele como por exemplo “asminas”.

A segunda porta, a Dama das Sombras: Odetta Holmes é muito mais surpreendente do que a primeira, Odetta é uma ativista pelos direitos dos negros dos anos 60 que, após sofrer um acidente, perdeu as pernas, sim, Odetta é uma cadeirante, mais uma coisa que King preparou com maestria para se amarrar na história e nos surpreender. A terceira porta, a mais chocante de todas: A Morte, não posso falar muito dessa porta sem que seja dado spoiler, então, o que posso dizer em relação a essa porta é que, graças a ela, muita coisa até do volume 1 passa a fazer sentido.

A forma como King entrelaça a história do velho oeste, do mundo antigo e paralelo, ao nosso mundo é incrível, aqui ele nos mostra mais uma vez que não estava para brincadeiras quando disse que escreveria um sucesso, a imaginação de King para amarrar 2 mundos em anos diferentes, 60 e 80, é chocante pela riqueza de detalhes, pela forma como as coisas vão acontecendo e por não deixar nada solto, ele simplesmente enlaça tudo com maestria.

O livro se passa entre essa praia e nosso mundo e, por mais que o livro seja grande, 416 páginas, não é uma leitura chata, pelo contrário, acaba dando mais curiosidade para prosseguir com a saga e, para não dizer que o livro é todo perfeito e que Rolland se tornou o herói, não, não é isso que encontramos, encontramos um Rolland mais humano sim, mas ao mesmo tempo mais duro, mais cansado e mais perturbado.

Tudo isso fará sentido mais à frente, King criou aqui o cenário perfeito para o próximo volume, a saga só evolui a cada história e a cada novo acontecimento ficamos mais próximos de descobrir o que é a Torre e como o poder dela influencia todo o mundo de Rolland.

Ficou curioso? Ótimo, já sabe o que fazer então: Leia, volte aqui para nos contar o que achou, curta, comente e compartilhe!

E fique ligado aqui no MH porque essa saga está apenas começando.

“Há pessoas que precisam de pessoas que precisem delas. Você não compreende pela simples razão de não ser uma dessas pessoas. Você me usaria e depois me atiraria no lixo como um saco de papel se fosse preciso.”

A TORRE NEGRA VOL. 2 - A ESCOLHA DOS TRÊS - MUNDO HYPE
REVER GERAL
Nota
8
COMPARTILHAR

Uma saga viciante.

Leitora apaixonada, compradora compulsiva e viciada em livros e chocolate. Apaixonada por ficção, aventura e afins, iniciei no mundo da Leitura aos 12 anos e nunca mais parei e espero nunca parar.

Últimas Resenhas