Top 10 Curiosidades | Frankenstein

Frankenstein é um clássico da literatura gótica, que foi publicado em 1818, e, desde então, tornou-se um sucesso de vendas. A história de um cientista e sua criatura já foi adaptada diversas vezes, tanto para o teatro, TV, cinema, jogos e HQs. Que tal saber um pouco mais sobre Frankenstein no Top 10 Curiosidades?

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Imagem do Google

1- A adolescência da autora Mary Shelley foi agitada. Aos 16 anos, ela fugiu com o poeta Percy Bysshe Shelley. Nos dois anos seguintes, ela deu à luz dois filhos. Em 1816, o casal viajou para a Suíça e visitou Lord Byron na Villa Diodati. Enquanto estava lá, Mary, com 18 anos, começou Frankenstein. Foi publicado só em 1818, quando ela tinha 20 anos de idade.

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Mary Shelley

2- Mary Shelley, escritora da obra, foi muito inspirada pela poesia do poeta John Milton, Paraíso Perdido. Que aborda a criação do homem e sua queda.

3- Embora o monstro seja popularmente conhecido como Frankenstein, Mary Shelley não lhe atribui qualquer nome no romance. Não o descreve sequer como monstro. Na história, Victor Frankenstein refere-se a ele com designações tão simpáticas como demônio, ogro ou coisa, mas nunca monstro. A criatura alega, a certa altura, que devia ser Adão, aludindo ao primeiro homem de acordo com a Bíblia, mas que é antes um anjo caído.

4- A erupção do Monte Tambora na Indonésia tinha causado graves anomalias climáticas e muita chuva. Preso dentro de uma casa, o grupo leu histórias de fantasmas do livro Fantasmagoriana – uma antologia de contos alemães de terror. Foi então que Lord Byron propôs que eles tivessem uma competição para ver quem poderia criar a melhor história do tipo: Byron, Mary, Percy ou o médico John Polidori.

5-  Toda a história livro é narrada em cartas, mandadas pelo capitão Robert Walton para sua irmã. Tal narrativa permite que vejamos apenas a visão de Walton, ou aquilo que foi lhe contado, pois é ele quem está escrevendo as cartas.

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Imagem clássica do personagem

6- A criatura criada pelo doutor foi popularizada pelos filmes como sendo verde, mas não é assim que está descrita no livro. Sua cor é amarela e tal característica é descrita no capítulo 5: “(…) Sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corrido e de um negro lustoso; seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâncias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (…)”.

7- Frankenstein é considerado a primeira ficção científica. Ao escrever seu romance gótico, Shelley ainda inventou o arquétipo de “cientista louco” e ajudar a estabelecer o que se tornaria o terror no auge de seu exemplar. A influência do livro na cultura pop é tão grande que o termo “frankenstein” entrou na linguagem popular como adjetivo.

8- Outro dos mitos popularizados acerca do monstro de Frankenstein é que este é um ser irracional e incapaz de se expressar. No livro, o monstro não apenas se revela, a certo ponto, perfeitamente capaz de verbalizar as suas ideias, como se entretém a ler as obras Paraíso Perdido de John Milton, Vidas Paralelas de Plutarco e A Paixão do Jovem Werther de Goethe.

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Adaptação teatral de Frankenstein – Londres

9- Mary  Shelley disse que inventou o nome Frankenstein. No entanto, Frankenstein é um nome alemão que significa “Pedra dos Frank”. Além disso, o historiador Radu Florescu afirmou que os Shelleys visitaram o Castelo Frankenstein em uma viagem pelo rio Reno, e lá eles devem ter ouvido sobre um alquimista desequilibrado chamado Konrad Dippel, que morara no castelo. O tal alquimista estava tentando criar um elixir, chamado Óleo de Dippel, que faria as pessoas viverem por mais de cem anos. Como Victor Frankenstein, havia rumores de que Dippel cavava sepulturas e fazia experimentos com os corpos.

10-Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein ou o moderno Prometeu foi publicado em 1 de janeiro de 1818 por uma pequena editora de Londres, a Lackington, Hughes, Harding, Mavor & Jones, após ter sido rejeitada por duas outras editoras. A publicação não continha o nome da autora, somente um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas somente 500 cópias.

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