O Cemitério, de Stephen King

Um verdadeiro e indispensável livro de terror.

O Cemitério da Editora Suma de Letras é um dos livros mais famosos de Stephen King e realmente merece toda esta fama. O autor relutou em publica-lo por acha-lo muito aterrorizante, mas devemos agradecer a sua esposa por fazê-lo mudar de ideia e trazer a luz esta obra de arte.

Eu relutei muito em ler este livro também achando que seria mais uma estória de zumbis ou simplesmente algo sobrenatural.

No fim, decidi lê-lo devido ao lançamento da nova versão do filme prevista para estrear agora em maio e não imaginava que seria uma leitura tão boa e difícil ao mesmo tempo.

O tempo, e principalmente o cinema, banalizaram o gênero terror e passamos a ver este tipo de arte como algo inferior. Então como assim dizer que um livro de terror é uma obra de arte?

Leia este livro e me diga se eu não tenho razão?

É preciso  ter talento para causar as sensações que este livro nos traz.

É medo, é angustia, é tristeza.

Ai vem a pergunta:  Para que ler um livro que nos traga estas sensações?

Simplesmente porque a vida não é reta e cor de rosa, e infelizmente no meio do caminho podem aparecer obstáculos. Sair da nossa zona de conforto sempre é algo bom, então se você ainda não leu este livro achando que não vale a pena a leitura, abra sua mente e se de uma chance.

Em O Cemitério, Stephen King mexe com o nosso maior medo: O medo da morte.

Medo de morrer e o medo de perder um ente querido.

E ele tem o dom de nos colocar na pele de seus personagens, nos fazendo sentir toda a dor envolvida nesta estória. E fica aqui o aviso:

A dor é muito grande.

Temos aqui a estória da Familia Creed.

Louis arrumou um bom emprego como médico da universidade da pequena cidade de Ludlow, no bom e velho Maine de Stephen King. Ele é casado com Rachel e pai dos pequenos Eileen, de 5 anos e de Gage que tem aproximadamente uns 2 anos.

Acabam de mudar para uma nova e bela casa, e logo ao chegar conhecem Jud Crandall, o vizinho octogenário, casado com a boa Norma, e que sempre viveu naquele local.

As casas de ambos ficam uma de frente para a outra, sendo divididas somente por uma estrada, onde passam diariamente aqueles enormes caminhões de combustível que vemos em filmes americanos.

Ao fundo da casa dos Creed existe uma trilha que leva para a floresta.

Com o tempo Jud percebe a curiosidade da pequena Eileen sobre aquela trilha, e se oferece para mostrar a nova família o que existe no fim do caminho: O Simiterio dos Bichos. Ou um cemitério de animais.

Jud explica que muitos dos animais que morreram atropelados naquela estrada foram enterrados ali.

Com o tempo, a amizade de Louis e Jud vai aumentando e King segue nos envolvendo lentamente na rotina destes dois. Certo dia, Louis ajuda Jud, que passa a se sentir devedor de um favor para o novo vizinho.

A chance de pagar este favor chega quando o gato da pequena Eileen é atropelado.

E é melhor parar por aqui, pois depois disso vamos acompanhar a queda sem fim destes personagens em um dos textos mais dolorosos que já li na vida.

O começo é meio lento, enquanto King vai nos ambientando, mas o tempo todo é como se percebêssemos uma sombra crescendo sobre aquelas pessoas. Do meio para o fim somos sugados junto com Louis para aquela realidade, e queremos gritar com o personagem para não tomar aquelas atitudes. Mas quem somos nós para julgar a dor dos outros?

Como agiríamos em tal situação se tivéssemos as mesmas informações que Louis?

King cria cenas incríveis. Algumas realmente de dar medo, como o primeiro encontro com Pascal e quando este leva Louis ao cemitério e lhe dá um aviso importante, que no momento de dor será rapidamente esquecido. Ou todas as últimas 100 paginas deste livro, quando a força sobrenatural leva Louis a tomar suas drásticas decisões.

Foi a primeira vez que senti medo lendo um livro. Achava que as pessoas exageravam, mas em diversos momentos tive aquela sensação de “Que tal deixar as luzes acesas?”

Nunca gostei de gatos. Após ler este livro quero ainda mais distância de tais bichanos.

Mas no meio do medo, temos também cenas que parecem esmagar nosso coração, como a descrição do atropelamento ou a da briga no velório. De ficar com lágrimas nos olhos.

Muitos leitores reclamam que King é prolixo. Eu acho que isto é necessário em suas obras, pois para mim isto causa uma imersão.

O Cemitério de Stephen King é sim uma obra de arte que nos tira de nossa zona de conforto e nos leva a pensar muito sobre como agiríamos se achássemos que tínhamos o poder de retroceder a morte de alguém que amamos muito.

Leia e tire suas conclusões.

Mas leia.

Até hoje não assisti ao filme original feito na década de oitenta e que teve o roteiro feito pelo próprio King, mas pelo que pude ver, o filme é extremamente fiel ao livro, por mais insano que isso possa  parecer.

Já a nova versão, pelos trailers traz uma grande alteração ao estória que eu acredito que não vá ser bem recebida pelos fãs.

E você, é fã de Stephen King? Qual seu livro favorito dele? Já leu o Cemitério, ou faz parte do time dos que tem medo?

Já assistiu o filme antigo? Vai ver o filme novo?

Vamos conversar nos comentários.

E Não se esqueça que temos muitas outras indicações, clique aqui e conheça um pouco mais.

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