Review | O Sol é para Todos, de Harper Lee

To Kill a Mockingbird

O Mundo Hype, traz mais uma vez um aclamado clássico literário, To Kill a Mockingbird ou melhor traduzido para as terras tupiniquins O Sol é para Todos. Distribuídos aqui pela editora José Olympio, a edição aborda questões de preconceito, racismo e como os valores da sociedade variam de acordo com o ponto de vista.

Concebido em 1960 pela escritora Harper Lee, o livro apresenta uma história narrada pela pequena e ainda criança Louise Finch (apelidada Scout). A trama se passa na pequena vila de Maycomb (Fictícia), ao sul dos EUA em meados de 1930, onde a segregação racial era inerente a época. Scout e seu irmão Jem Finch vivem como duas crianças normais, brincam, aprontam e assistem a situações que suas idades não permitem entender questões sociais e raciais dos adultos. Filhos do advogado Atticus Finch, pai solteiro, que com ajuda de sua governanta Calpurnia (uma mulher negra), cria ambos da melhor forma possível, ensinando valores que muitos julgam que crianças não entenderiam.

Tido como um dos homens mais corretos da pequena Maycomb, Atticus é convidado a defender perante o tribunal Tom Robinson, um homem negro que é acusado de ter estuprado uma mulher branca da região. Por ser um advogado que enxerga valor naquilo faz, Atticus não recusa o convite e decide defender Robinson da acusação, diante de uma cidade totalmente racista e preconceituosa.

Ao desenrolar da trama, acompanhamos esse processo criminal pela visão da pequena Scout, que assiste ao seu pai (branco) defender com unhas e dentes um homem (negro) sem credibilidade social. Por conta dessa defesa, a família Finch é insultada muitas e muitas vezes pela população que acredita piamente que Tom Robinson é culpado (claramente por conta de sua cor). Não conseguem conceber a ideia de um advogado branco defender um homem negro, e por esse motivo a perseguição a família Finch. Vivendo tempos difíceis Scout e Jem não entendem os tantos por quês deste processo, a sociedade está chocada pelo simples fato do acontecimento ainda precisar julgamento e o evento é marcante de várias formas possíveis.

Você nunca entende alguém de verdade até considerar as coisas pelo ponto de vista dela.

Em meio a esse mar truculento de emoções a escritora Harper Lee aborda assuntos de extrema importância. Através de Atticus Finch, temos a representação da empatia e justiça em pessoa. Atticus nos dá uma aula sobre como pensar no próximo fora de nossos mais duros preceitos. Não fazer parte do padrão da sociedade, não pode ser um ponto negativo e muito menos desmerecedor. Harper Lee através de sua magistral escrita, coloca como narradora principal uma criança, talvez para nos provar o quão fácil é pensar simples ou mostrar a inocência que todos perdemos da infância. O livro é um show de situações que trazem a reflexão contemporânea. Como uma obra escrita há mais de 58 anos pode ter um tema tão atual? O preconceito social, o racismo, os valores deturbados sobre a família tradicional, as injustiças do dia a dia. Tudo apresentado de uma forma muito orgânica e gradual.

Ganhadora do Premio Pulitzer em 1961 por Melhor Ficção a obra foi adaptada para o cinema em 1962. Já no ano seguinte To Kill a Mockingbird ganhou 3 Oscar’sMelhor Ator (para Gregory Peck interpretando o advogado Atticus Finch), melhor roteiro adaptado e melhor direção de arte: Preto e Branco.

Caso esteja curioso para também assistir a esse clássico, está disponível no serviço de Streaming da Netflix. 

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