Review | If by Nina G. Jones

Eu mal tinha acabado Debt – que foi totalmente incrível e sensacional, e já estava com saudade dos personagens e da escrita linda da autora -, mas tudo o que eu sabia era que eu precisava de mais Nina G. Jones na minha vida e dela sussurrando coisas lindas na minha cabeça.


Então fui com tudo…


E não quero comparar ambos, mas foi um pouco decepcionante no começo. No entanto, esse fato só aconteceu porque ambos os livros citados são completamente diferentes um do outro. Tudo mesmo! Assuntos diferentes, personagens com uma multiplicidade e com bagagem de vida que variava, e de intensidades muito distintas. Então, não há nada de comparação nessa resenha. Amo Debt. Ponto. Amo If. Ponto.

“Arte era sempre o centro da minha fixação, mas ela era arte viva e eu temia isso, de que algum modo ela poderia ser pega em minha tormenta.”



Bird e Ash são personagens lindos. E eu consegui amá-los de uma forma intensa, torci por eles, sofri com eles e fiquei querendo mais em cada página. O livro é narrado por dois pontos de vista. Isso é uma coisa boa porque dá para ter uma boa visão de tudo o que estava rolando dentro da cabeça dos personagens. 

“Mas eu estava drogada de amor e quando alguém está assim, é difícil se preocupar com ninguém a não ser a pessoa que te deu a injeção.” (Bird)



Estou um tempo tentando entender sobre o que era esse livro, e um conjunto de palavras que me veio à mente agora foi: inferno pessoal. If é sobre isso, e sobre como cada um lida com isso. E a Nina fez os personagens e a narrativa ser de forma poética, do tipo, LITERALMENTE. Gente, isso foi um baque. Porque toda a sordidez, cru, malícia que encontrei em Debt não foi o mesmo que achei nesse; e isso é ótimo, porque mostra ao leitor a capacidade do autor se reinventar, e eu amo isso! 

“Esta garota, só pelo simples ato de caminhar e sorrir, estava me forçando a recuperar um dom que eu tinha abandonado.”



Bird é uma bailarina que tem um “defeito” corporal que não a impede de lutar em correr atrás de seus objetivos. Ash é um artista que vê o mundo de uma forma que ninguém mais vê, e eles de uma forma inusitada acabam se conhecendo de uma forma diferente. E esse encontro além de ser sutil, é também perspicaz, lírico.


E além disso tudo, esse livro é sobre ver o mundo sobre o olhar de outra pessoa que nem sempre é errado e disforme, aceitar suas qualidades e defeitos, aprender a viver e perceber que nem sempre a grama do vizinho é mais verde. 

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