Review | Eu sou o número quatro de Pittacus Lore


“Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com você. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com o quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes  — mas somos reais. O planeta Lorien foi destruído. Os habitantes foram dizimados, exceto nove crianças e seus Guardiões, que se exilaram na Terra. Mas a raça que devastou aquele planeta os seguiu. Os Nove estão sendo caçados. A guerra deles chegou à Terra, e aqui será decidida”.

A sinopse em si já chamou atenção, mas, só para variar, o livro foi bem diferente do que eu imaginava. Isso deve ser porque eu não curto muito ficção e nem coisas que envolvem vidas em outros planetas, nada muito imaginário me convence; e Deus sabe o quanto demorei para engrenar a leitura de “Feios” e “A Hospedeira”, que ainda estão inacabado na minha estante. Então peço desculpas antecipadamente para os amantes desse gênero.
Eu sou o Número Quatro tem todas as características de uma ficção científica. Um alien, uma guerra interplanetária, muita ação, mistério, suspense e romance. Para quem curte isso é ótimo né?? Mas para mim não foi lá essas coisas. O livro começa muito bem, com o próprio John, ou simplesmente Quatro, fugindo pois como está marcado sabe-se que logo seus inimigos virão atrás dele. A ideia de lidar com o perigo à frente me prendeu. O problema é que os seus legados ainda não se desenvolveram e, se isso não acontecer logo, não terá muito além da força e velocidade “alienígena” para lutar contra esses seres horríveis, chamados Mogadorianos que exterminaram praticamente a sua raça inteira.
Um dos pontos positivos é que John não diz simplesmente eu sou alien e ponto final. São retratados toda a vida desse jovem desde sua fuga de Lorien – seu planeta. São revelados segredos aos quais ele desconhecia. John depois da fuga, vai parar na Terra, e passa a viver como um jovem “normal”, indo à escola mas não se enturmando muito para o caso de precisar sair fugido repentinamente. Isso até ir para Tuscaloosa, e conhecer Sarah. Aí o livro começou a soar meio idiota para mim. O livro virou um romancezinho ridículo, e a parte de ação, da fuga, dos segredos ficou para trás.
Sarah é até interessante, qualquer cara cheio de hormônio se apaixonaria por ela. Gostei muito as mudanças que ela fez ao longo da vida para ser o que ela é (como demonstrado no livro). Até eu me apaixonaria por um gatinho como John. Ele fica meio abobado, e tem umas partes que me deram ânsia de vômito de tanto mela-mela romântico (isso pode soar estranho porque eu ADORO um romance!), mas não era isso o que eu esperava de “Eu Sou o Número Quatro”.
As partes onde lemos as cenas de ação, como por exemplo, quando a casa do Mark pega fogo é muito maneira, fiquei até sem fôlego. De resto, achei o John um completo idiota; sua beleza não me convenceu, ele é sem inteligência nenhuma. E como super herói ficou devendo. Muito inseguro, bobão, e quando eu queria que ele tomasse uma atitude ele ficava parado… uff! Alguém pode me dizer porque ele não sacou qual era do cachorro?? Até eu saquei! Acho que todo mundo sacou!! O Pittacus Lore fez o personagem dele se debater, tendo uma morte lenta e agonizante para mim. Por favor, e aquela lutazinha ridícula no final… eu demorei muito para me contentar com aquele final. Um alien-gato-másculo sendo salvo?? E ainda por quem?? Ahhh para né!! Foi o cúmulo do absurdo.
Quem salvou o livro foi Sam… 🙂
Adorei o Sam, que garotinho fofo, inteligente, simpático. Ele sim deveria ser o Número Quatro. Indicaria sim esse livro para todos verem o que eu vi em Sam. Ele não é só um carinha fofo, tem toda uma história de vida, e super saca as coisas sobre Alien; acredita piamente que eles existem e estão entre nós. Altas teorias. Ri muito… 🙂
Li muitas resenhas de blogueiras que adoraram o livro citando muitos pontos fortes, mas que para mim foi totalmente fraco.
Foi confessar que fiquei muito empolgada com esse livro por causa do trailer do filme que iria estrear, e corri nas livrarias e comprei, me decepcionei, e fiquei torcendo para que Michael Bay e D. J. Caruso salvem o filme. E AMÉM foi! Curti. E palmas para a Número Seis, salvou o filme. 
E vocês curtiram o livro ou o filme?

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

+ Lidas da Semana

11 séries de época para se apaixonar

Todo mundo tem uma preferência de narrativa quando procura uma série para ver. Existem séries para os amantes de ficção científica, séries de fantasia, policial,...

SDCC 2018 | DC apresenta detalhes de ‘Batman: Three Jokers’ de Geoff Johns

No painel da DC Comics na Comic-Con em San Diego, Geoff Johns fala mais de Batman: Three Jokers, sua próxima minissérie ilustrada por Jason Fabok. A minissérie terá três...

Relembrando Animes – US Manga

Hoje o Relembrando animes vai ser um pouquinho diferente... Ao invés de falar sobre animes os tokusatsus, vou falar sobre um programa de TV....

Crítica | Hereditário

Quando nascemos trazemos uma bagagem para o mundo, em uma mala muito pequena chamada célula, características hereditárias nos acompanham em cada traço de DNA,...

Review – Demolidor Revelado

Olá vigilantes urbanos, td blz ? Trago hoje a vocês o review de Demolidor: Revelado, uma publicação da editora Panini (Deluxe), com 352 páginas, capa...

Mais Notícias