Eu Li: Until Friday Night – por Abbi Glines

Eu estava muito triste depois que acabei Sea Breeze por ser a melhor série da Abbi Glines, e um pouco de saco cheio de Rosemary Beach com tanto mimimi e personagens um tanto vazios. Mas eu não estava preparada para o furacão que seria Until Friday Night na minha vida de leitora.
Todo mundo conhece a Abbi por seus livros com personagens masculinos fortes, bombásticos, cheios de testosterona, mandões e com muitas cenas de sexo (que chega a dar raiva!). Porém, nessa nova série a autora decidiu se embasar na sutileza e nos sentimentos da melhor forma possível, com diálogos bem escritos por sua sinceridade e trazendo à tona sentimentos fortes.

“Enquanto eu tinha escolhido não falar mais para lidar com a minha dor, ele tinha escolhido lidar com a dele machucando as pessoas”

West é um personagem que não deixa de ter algumas características que agradam às leitoras, mas também vemos nele a preocupação sincera com a família em meio à doença que levará dele seu melhor amigo e pai. E sinceramente, essa parte do livro foi a que eu mais gostei, porque West consegue ter humanidade, coisa que eu nunca tinha visto em nenhum livro dela, porque ele não é egoísta e ama de todo coração.

“Antes de você, eu nunca sorria. Eu nunca ria. Eu tinha esquecido como. Eu estava sozinha. Mas você me salvou. Você me fez sentir apreciada, necessária, querida”

E todas essas boas qualidades de West o fará ser o par ideal para Maggie que também tem seus próprios fantasmas após a morte traumática da mãe. E esse casal lindo se encontram quando Maggie vai morar com os tios e o primo em uma cidadezinha do interior do Alabama, chamada Lawton, pensando que isso a ajudará a lidar melhor na sua recuperação.
Seu primo Brady é outro personagem que merece atenção por ser popular e estrela do time de futebol americano, e sua mãe acha que andar com Maggie a ajudará a interagir com outras pessoas. Primeiro ele é um babaca, mas depois torna a vida dela muito mais fácil, e essas partes eram engraçadas.
O romance foi um aspecto do livro que me pegou pelo braço e me conduziu para um êxtase difícil de explicar. Para mim West e Maggie foram um encaixe perfeito, como se cada um tivesse a solução para o problema do outro. Ambos estavam mais interessados no bem estar do outro do que em seus próprios problemas.

“Eu não queria acordar um dia e você não precisar mais de mim. Eu não conseguiria sobreviver a esse tipo de dor. Eu queria mais. Eu me apaixonei por você e isso me assustou”

Confesso que chorei um monte, não só pela dor dos personagens como também pela minha própria dor. West trouxe à tona sentimentos tristes que eu tinha esquecido com a morte do meu pai. Fiquei dolorida e pesarosa, mas foi algo bom pois me fez dar valor para a vida.
Abbi não criou personagens chatos e clichês, e mesmo que você leia e ache clichês, consegui ver a leveza, inocência e a capacidade dela cria algo novo e tão bom como outros livros que já li.
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