Review | Meu Romeu de Leisa Rayven

Antes de começar, preciso dizer que Meu Romeu é apaixonante. Receio não ser capaz de colocar em palavras o quanto amei esse livro. Eu fui sugada para dentro de um romance louco, lindo e fugaz. Tem coisa melhor?

Cassie nunca conseguiu esquecer do único homem que amou e que também quebrou seu coração de uma forma tão profunda que ela nunca mais conseguiu ser a mesma. Então, quando a agente de Cassie liga com novidades sobre uma oportunidade na Broadway, ela deveria ter imaginado que algumas coisas não são tão simples como deveriam ser, pois Ethan será seu par numa peça. Ao revê-lo após três anos, ela percebe que os sentimentos não mudaram e que ele mexe com ela como no primeiro encontro.

“Só preciso que você saiba que no segundo em que estiver preparada para tentar de novo vou te matar de beijos. Vou te beijar inteira até que você veja estrelas e escute anjos e não possa ficar de pé por uma semana. Espero que você perceba isso.”

A história toda é contado por Cassie, que alternada entre presente e lembranças do passado quando ambos entraram no curso de teatro, e tiveram uma química imediata, que Ethan nunca conseguia com ninguém. Um jovem com questões internas que precisam ser tratadas, como em todo New Adult que se preze, e também um bad boy que vai arrasar o coração da mocinha. 

“Uma opinião não precisa ser verdade para mais ninguém no mundo além de você. Para de tentar agradar a porra de todo mundo e diga o que você pensa”

Cassie é uma heroína fantástica, engraçada, determinada e desinibida apesar de ter vindo de uma cidade pequena, e ser bem criada pelos pais. Apesar dessas características que poderiam fazer com que ela fosse uma bitolada que aceita tudo o que o homem em questão diz, não, Cassie é uma personagem implacável, que não leva desaforo para casa, e do começo ao fim do livro, não deixa que ninguém a menospreze, deixando claro o que queria tanto para a vida como de um romance. Entrou de cabeça em uma paixão que achou ser concreta e certa, mas Ethan deixou a desejar em muitos pontos. Ainda não sei se o perdoei por tudo o que fez com a Cassie, e nem se seus “medos” tinham fundamentos.

“Ele se inclina para frente. Está muito próximo. Próximo demais. Tem o cheiro que costumava ter, e eu não consigo raciocinar. Quero empurrá-lo para longe para eu poder esfriar a cabeça. Ou bater nele até que ele entenda que não sou realmente feliz há anos, e é tudo culpa dele. Quero fazer tantas coisas, mas tudo o que faço é ficar parada ali, odiando o quanto ele suga minhas forças”

A falta de experiência da protagonista não a deixa em desvantagem, porque tá aí uma garota assanhada; essa é a Cassie! Ela deixava o Ethan louco. Foi bem engraçado. A tensão sexual entre os dois é uma usina nuclear tanto no presente como no passado. 

“Não sei o que pensei que seria tocar Holt de um jeito mais íntimo, mas não tinha me dado conta de que me deixaria tão… satisfeita. Ver sua reação ao meu toque, escutar os grunhidos que ele solta por minha causa, é mesmo a coisa mais erótica que já vivenciei. E quando ele cochicha urgentemente que vai gozar, sinto como se tivesse acabado de dividir o átomo ou inventado a roda. Superpoderosa e sábia.”

Outra coisa muito bonita no livro são as referências a obra de William Shakespeare muito bem acertada da autora. Foi bonito e nada omisso ou maçante.
Meu Romeu é aquele tipo de livro que, depois de você consegue entrar na história, simplesmente é impossível não se apegar em qualquer outra coisa. Sua mente fica apenas em Cassie e Ethan, eu nem consegui estudar pois queria saber o que iria acontecer com eles. Há tantas características que tornaram esse livro incrível que é difícil saber por onde começar.

“Sim, claro, posso fazer uma peça romântica com o ex-namorado que partiu meu coração não uma, mas duas vezes. Sem problemas”

Primeiramente, a narrativa foi esplêndida! Leisa Rayven escolheu a forma mais torturante de nos mostrar essa história e isso faz com que um grande ponto de interrogação se forme em sua mente a cada palavra lida. E é uma tortura, mas uma tortura boa – se é que isso é possível.

“- Querida Cassandra, às vezes, não é questão de consertar o que está quebrado. Às vezes, é questão de recomeçar e construir algo novo. Algo melhor”

Mas o final é de querer morrer, meu coração tava apertado, e estava em lágrimas. A autora finalizou tudo muito bem e de um jeito muito bonito, apesar de o livro ter uma continuação. Como viverei até lá? Foi isso que me perguntei. 

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