Review | Ligeiramente Maliciosos

Uma leitura cativante e personagens conquistadores foram características que me fez amar esse livro. Para quem leu minha resenha do primeiro livro da série, Ligeiramente Casados (resenha aqui), sabe que não gostei muito dos personagens e nem da escrita da autora me conquistou. No entanto, Ligeiramente Maliciosos foi totalmente o contrário. Adorei! E parecia que nem era a mesma autora e fiquei extasiada pela proposta da autora nesse exemplar.

 

Judith Law é a filha de um pastor de uma cidade do interior que criou seus filhos sob regras rígidas, porém não é com isso que ela sonha em trilhar sua vida. E juro para vocês que o modo como a autora preencheu as características pessoas e da personalidade da protagonista, tornou tudo muito mais interessante. Em cada momento em que eu desvendava ou descobria uma nova faceta do passado da Judith – como ela foi criada, porque estava naquela situação, seus sonhos e anseios – eu ficava maravilhada e queria logo chegar nas próximas páginas.

“Acho que os homens gostam de assistir a mulheres fracas. E não poderia haver mulher mais fraca que Ofélia. Ela só precisaria estalar os dedos diante do rosto de Hamlet e mandá-lo enfiar a cabeça em uma tina de óleo quente”

E o enredo desse livro gira em torno da querida Judith tentando chegar a um destino que teme, porém no meio do caminho a condução a qual viajava sofre um acidente e a jovem fica presa na entrada. Entretanto, é resgatada por um atraente homem e que a ajuda a conseguir chegar à um abrigo ou estalagem mais próxima. Ralf Bedard mal conseguiria imaginar que a mulher que estava ajudando iria fingir ser uma atriz independente e confiante. E é exatamente isso que Judith faz quando vê a chance de experimentar uma aventura e mudar sua identidade. Essa parte foi tão divertida e inovadora para um romance histórico, que a autora manteve-me presa nas suas garras.

“O senhor está se vendo forçado a fazer isso. Não me casarei porque a honra o obriga a me favorecer essa união tão inadequada e imprudente. Não se sentiria honrado se eu me casasse com o senhor, se sentiria um mártir”

O que mais posso dizer dessa história sem dar spoiler? Acho que seria comentar em como é diferente, ou como o nosso protagonista masculino, além de salvador tem um crescimento pessoal durante todo o livro. E isso é uma das coisas que os livros da Mary Balogh se trata: crescimento pessoal por parte da família Bedwyn, que é do que toda a série se trata. Então, voltando e olhando para o primeiro livro com mais atenção lembro disso, em como Aidan expandi seus horizontes e mentalidade após conhecer Eve. E a mesma coisa, porém sob circunstâncias diferentes, acontece aqui entre Rannulf e Judith.

“Insegurança, dúvida e ansiedade eram emoções totalmente novas para um homem que cultivara o tédio e o cinismo por toda a vida adulta”

Um livro incrível, e agora preciso dizer que quero muito saber o que Freya Bedwyn irá aprontar no próximo exemplar da série.

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