Review | Fangirl by Rainbow Rowell

Fangirl-RaibowRowellSinopse

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou
na vida real.
Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.
Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.
Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

Crítica

Com certeza, Rainbow Rowell entrou para a lista de autoras que quero ler outras obras, e ler Fangirl foi uma experiência incrível. Não só porque eu me identifiquei muito com o lado fangirling da Cath, como também com o lado de introspectivo.

O modo como a autora escolheu contar a história é também um fator que deixa a leitura bem dinâmica e cativante. E eu absolutamente devorei esse livro, e quero ler Eleonor & Park pra ontem!

Cath e Wren são gêmeas que antes tinham muito em comum, mas antes do ensino médio acaba, Wren decide que cada uma vai seguir o seu lado, pois ele não quer dividir o mesmo dormitório e nem quer mais saber do amor antigo delas: Simon Snow. O que para Cath é um sacrilégio, porque apesar de todo o mundo ser fã da série dos livros de Simon Snow, o amor que elas tem é diferente. Elas amaram cada livro, sofreram por cada etapa dos livros e cada filme, então porque agora porque Wren não quer mais isso?

“Que sensação boa era escrever num quarto só dela, numa cama só dela! Perder-se no Mundo dos Magos e não voltar. Não ouvir voz alguma em sua mente a não ser as de Simon e Baz. Nem mesmo a dela. Era por isso que Cath escrevia as histórias. Para ter esses momentos em que o mundo deles suplantava o mundo real.”

Para Cath, ser fã é a sua vida. Está sempre antenada aos fóruns, vive lendo e relendo os livros, e até se veste igual aos personagens quando se faz necessário. E como se isso fosse pouco, ela também escreve uma fanfic de sucesso. E ela simplesmente não consegue desapegar – e nem quer -, porque esse mundo é um refúgio e a ajuda a ser quem ela é.

Ambas vão para a faculdade e seguem sua vida. Wren com sua independência e Cath tentando se adaptar. Tentar não é bem a palavra certa, porque se olharmos para o lado negativo ela não tenta, o que também é engraçado por causa do jeito dela de “me deixe em paz”. E essa é seu jeito favorito de ser com Reagan, sua companheira de quarto, que é o oposto total da Cath, e que é doida de pedra. E como visitante oficial no quarto dela, tem Levi, que é namorado de Reagan e a ajuda a dar uma chance ao seu tempo na faculdade.

“- Nas minhas histórias – disse Cath – eles se amam.
– Como assim, nas suas histórias? – Reagan estancou, puxando a camiseta cabeça abaixo. – Não, quer saber? Deixa para lá. Não quero saber. Ter que fazer contato visual com você já é demais.”

Inteligente, loiro, bem alto, com uma memória de dar inveja, e um doce de pessoa, Levy, aos poucos, consegue desperta em Cath sentimentos desconhecidos. Desde como uma garota e um garoto podem ser amigos, até o tão conhecido amor. E ver a maneira lenta, sutil e carinho que ambos vão de amizade ao amor é tão bonito. Foi o primeiro livro em que vi algo assim acontecer.

“- Ele é só um garoto – disse Reagan. – Claro que é diferente de você. Você nunca vai achar um garoto que seja exatamente como você.”

Uma das coisas que esse livro me fez refletir:
1) é que nem sempre ser a certinha é uma coisa fácil. Pois se formos olhar a Cath ela é essa garota, mas em nenhum momento ela se sente confortável com o seu mundo; o único que faz sentido é o de Simon com seus muitos personagens.
2) e quem nem sempre sair da zona de conforto é fácil, tanto para Cath como para Wren. Cath tentou com muito afinco sair, e foi difícil, e mesmo quando o fazia a única coisa que ela queria era se enfiar de volta no quarto; e também para a Wren foi meio que dar com os burros n’àgua e é algo um pouco triste de acompanhar; o relacionamento delas como irmãs gêmeas (com a ligação que todos dizem que existe) ir de mal a pior, e vê-la dar pouca importância ao contato que tem com o pai.

E esse livro tem algo mais bonito ainda, que é a parte acadêmica em que a Cath está inserida. Ela está fazendo aulas de Escrita e podemos acompanhar o dia-a-dia com as conquistas e os desastres. Porque por mais que Cath tenha um dom para dar voz ao mundo de Simon, ela não se vê fazendo outra coisa. E a professora designada na aula e um aluno em especial vão causar confrontos para a personagem.

“Não estava bom, mas era algo. Cath podia mudar depois. Essa era a beleza de amontoar palavras – ficavam mais leves quantos mais você as tinha. Seria legal voltar e cortar esse pedaço quando ela tivesse escrito algo melhor.”

E para uma autora que escreve em terceira pessoa e eu ter me apaixonado, esse é um ponto maravilhoso, porque tinha tudo para me decepcionar. E eu amei, amei, chorei, e AMEI muito. Sim, Cath tem características que me fez amar a personalidade dela, e eu me senti tão próxima à ela, consegui sentir empatia necessário para tocar meu coração.

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