Review | Depravado

Esse foi um dos primeiros livros da minha vida que fui com cuidado e pé atrás para lê-lo. Primeiro, porque tive a impressão dele ser plágio de Debt – da autora Nina G. Jones (veja a resenha aqui) E tudo me lembrava Debt por ser um livro maravilhoso que li ano passado e não queria ler repeteco. E literalmente quando comecei todos os elementos do livro citado  estavam lá: cara perseguidor, mocinha sendo perseguida, sexo quente, amigos e amor de infância, traição e todo o blá blá blá…
Porém Depravado teve uma coisa que me fisgou, que foi toda a interação entre perseguidor e vítima que apesar de ser muito ridícula era engraçada também. Devo confessar que foi muito surreal algumas coisas que eu como vítima sairia correndo pedindo proteção policial urgentemente, escolta, SWAT e o que mais fosse possível. E não ficaria impassível vendo alguém entrar na minha casa e dar risada e achar a situação legal e deixar bilhetes para o cara em questão. E por esse motivo achei a protagonista, Tyler, muito passiva e tola, ainda mais levando em consideração a profissão dela.

“Alguma vez você já ouviu falar do ditado ‘Antes de embarcar em uma ornada de vingança, cave duas covas?'”

Não sei se posso chamar o Lótus de mocinho, porque de bom moço ele não tinha nada, mas ele era uma pessoa chata que não tinha fim com todo aquele melodrama de “preciso me vingar e você destruiu minha vida”, que dava nos nervos e eu só queria revirar os olhos. Não gostei nem um pouquinho dele. E muito menos vontade de conhecê-lo e saber porque ambos estavam naquela situação. E a química entre o casal era zero, o que tornava toda a narrativa maçante por causa do monte de cenas de sexo e nenhum sentimento real havia entre eles.

“Então, eu fui embora. Meus pés começaram a se mover e eu a deixei sozinha, chorando em sua cama. Ela precisava de mim e eu fui embora. Sim, eu sei. Eu era um babaca”  

No entanto, o que mais me alegrou foi conhecer o Jeremy, porque ele sim foi um personagem que me deixou com vontade de virar as páginas e saber mais sore ele e sua difícil vida apesar da pouca idade. Amei-o com todo o meu coração por ser espirituoso, alegre, divertido para uma criança com 15 anos.
E para não deixar aqui uma impressão de “Meu Deus essa garota é uma chata e não gosta de nada!”, digo em minha defesa que curti muito as últimas 10 páginas que tem um imenso gancho para o próximo livro dessa duologia. O que a autora não trabalhou durante o livro inteiro ela deixou para o final e fez em porque estou imensamente curiosa para ler logo o próximo.
Dei 2 estrelas porque foi somente ok, espero aumentar meu conceito dos personagens e da história em breve.
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