Review | Em Busca de Zöe de Alyson Noël

Já imaginou se os seus segredos pudessem salvar outra pessoa, mais de uma maneira?
Aos 15 anos, Echo além de lidar com seus problemas ‘adolescísticos’ ainda tem que traspassar sã e salva pelo assassinato de sua irmã mais velha – Zoë. Era ela que mantinha sua família unida e mesmo que as irmãs fossem diferentes como o Sol é da Lua, conseguiam manter um vínculo que nem a morte poderia cortar.
Um ano após o incidente, Echo ainda está processo de recuperação. Quando o namorado de Zoë, Mark, aparece com o diário dela, supõe que não tem nada nele que não saiba, mas é surpreendida com segredos que ninguém sabia.
Livro recheado de dramas e sentimentalismo. Esses são meus favoritos, pois vem carregados de lições para o leitor.
Agora sem a irmã, a pequena Echo vê um mundo sem cor e sem aquela que era sua preferida. Esse amor incondicional marca o leitor, mesmo que por fora a protagonista queira se mostrar forte e esperançosa.

“Porque esse tipo de momento, quando eu me deixo perder o controle, são só quando estou totalmente sozinha, ou seja, não são da conta de ninguém.”

Outro ponto marcante pra mim foi o desejo desesperado de Echo ser como Zoë. Apesar de que em alguns momentos, achava isso um pouco sem graça e rotulá-la de infantil, depois a entendi pois essa era a forma de estar com a irmã mais uma vez: ver o que ela via, sentir-se como ela se sentia – VIVA. Era só saudade.

“E sinto muita falta de Zoë, tanto que meu coração dói, tanto que não há nada no mundo que eu não daria para tê-la de volta. Mas também há momentos que eu realmente a odeio. Por isso que ela me fez.”

As amigas foram as que mais me incomodaram. Não são amigas de verdade, e isso foi triste sabe. Ver que Jenay e Abby não estavam ligadas no mundinho uma da outra, que se distanciavam ao invés de ser um momento em que deviam estar mais próximas do que nunca da Echo.
A leitura é leve, mas de um pouco tediosa de início. O começo mostra o cotidiano de uma adolescente se esforçando pra ser normal, comum, mesmo que tudo a sua volta esteja desmoronando como ser o comentário de uma cidade, a preocupação excessiva de seus pais, suas melhores amigas lutando para não constrangê-la com palavras que a lembrem do passado.
Em muitos momentos gostei muito mais da Zoë do que da Echo. Em como era vivaz, e trazia muito de si mesma para a história quando era lido seu diário. E é realmente ele – o diário – que torna a história interessante, em como podemos conhecê-las. E é isso que mais aprecio num livro: poder entrar dentro da cabeça das pessoas e sugar seus pensamentos. Porque se formos parar pra pensar, não há outra forma de conhecer intimamente alguém.

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