Review | Debt by Nina G. Jones

Não sei o que eu estava pensando quando eu contratei alguém para me atacar. Talvez eu estivesse entediada, ou solitária, ou havia um vazio tão profundo dentro de mim que eu precisava de algo explosivo para preenchê-lo. Era para ser seguro. Uma emoção. Uma maneira de quebrar a monotonia da vida cotidiana. Era uma ilusão de perigo que eu poderia me afastar assim que estivesse tudo acabado. Exceto que não foi. Porque eu estava em perigo muito antes que eu adicionasse isso em minha vida. Minha missão está quase completa. O borbulhar de vingança que aquece o meu sangue pode finalmente ferver. Ela é a última peça do quebra-cabeça. Uma vez que eu destruí-la, todos que já me machucaram terão pago sua dívida. Era para ser rápido e fácil, mas assim que eu a conheci tornou-se complicado. Muito complicado.

Esse com certeza foi o melhor leitura do ano!
Se existe um livro que me surrou e fez meu coração e alma se retorcer até não ter nada sobrando, é Debt. Enquanto lia eu sentia pontadas no meu peito e uma sensação gelada percorrer meu corpo. E sempre bate aquela frase típica: porque não li antes!
Medo, paixão, curiosidade, ardor, felicidade, pavor, foram algumas das emoções que me traspassou durante todas as 520 páginas de uma narrativa incrível que fez com que Nina G. Jones seja a mais nova escritora no hall das que merecem um pedestal na minha lista de escritoras incríveis, que são maravilhosas e como elas mesmo gostam de escrever “assustam a merda fora de mim”.
Tax, Mia, Jude e Silvio são alguns personagens que você irá encontrar aqui. Mas decidi escrever essa resenha um pouco diferente, como um início, meio e final. Porque não teria como eu falar de outro jeito sem contar spoiler. E eu ando com umas companhias que adoram spoiler e eu tô ficando igualzinha, então para não acabar com a felicidade de vocês, vou fazer diferente dessa vez.

Início: 

Comecei esse livro já totalmente espantada com a cena inicial e o tema abordado, as conversas e a profissão da personagem. Com certeza eu sabia que essa profissão existia, mas existe uma diferença entre você saber que algo é real e aquilo ser apresentado a você de força clara. Então eu não sabia se eu arregalava os olhos, ria ou gargalhava, ou até mesmo continuava lendo. Mia é uma ótima personagem, forte e uma graça de pessoa, sem mimimi e sem complexos mesmo não tendo uma família presente, é uma sobrevivente. A única pessoa que permeia o mundo dela é Tiff, sua melhor amiga, e ela é incrível também; porque uma coisa que eu amo são melhores amigas malucas, que fazem maluquices e te colocam para fazer também. Então, nota 10 para a Tiff que conquistou meu coração mesmo aparecendo pouco, mas quando fazia era estonteante.   
Tax é um CEO que acabou de comprar Alea, a empresa em que Mia trabalha, e está atrás de seus objetivos. Tem uma personalidade forte e não me consequências para conseguir o que quer. E seu principal objetivo é colocar Mia no lugar dela. 
Cada vez que Tax aparecia para um confronto com Mia eu ficava com o coração na boca, porque posso adiantar as intenções dele não eram boas…

“Este estranho tornou-se o centro do meu mundo. Um quebra-cabeça que eu tenho que resolver. Meu maior prazer e minha dor mais profunda” – Mia

“Não se convença de que você pode jogar jogos mentais comigo, porque você vai perder. Cada. Vez. Que. Tentar. Porra” – Tax

Meio:

Nesse momento é quando o leitor começa a encaixar as peças e você quer xingar, enlouquecer, porque é tenso demais e eu não conseguia parar… e achei esse livro grande mas as páginas consumiram minha sanidade mental. E tudo vira uma merda, é injusto, é uma droga, é tudo de ruim. Eu não sabia que chorava, e se lamentava pelas vidas dos personagens, ou se amava cada um deles ao seu modo, se os odiava, ou se somente me colocava como uma mera expectadora de todos os acontecimentos, sendo permissiva, mesmo que às vezes um calafrio percorresse meu corpo devido à intensidade dos acontecimentos.

“Ele é a luz e a escuridão, o perdão e a vingança, beleza e feiura. Ele é todas essas coisas. Minha linda selvagem” – Mia

“Eu quero prejudicar você. Eu quero arruiná-lo para qualquer outra pessoa” – Tax

Final:

Foi um dos poucos livros em que eu amei o final e não quis matar a autora. Muito pelo contrário, eu não queria um ponto final. Queria mais páginas e páginas de Tax & Mia.  Eu quis escrever um longo email para a autora suplicando uma continuação (e eu odeio continuações sem nexo, mas Debt merece!).
E é isso gente! Mais do que isso é spoiler. Debt é cheio de emoções e acho que vou viver o resto da minha vida querendo que esse livro seja publicado no Brasil, ou implorando todos os meus amigos que leiam esse magnífico livro.  Porque tudo o que eu queria fazer quando finalizei a leitura foi respirar fundo e começar tudo de novo…

“Ela quer tudo de mim, como eu sou. Eu nunca tive isso com uma mulher antes. Eu só tenho usado fragmentos de minha identidade para alcançar meu objetivos […] Mas Mia anseia por esse lado escuro de mim, um lado carnal que a devora […], ela traz à tona um lado de mim que quer salvaguardar, compartilhar e expressar.” – Tax

“Eu não quero começar de novo. Eu gosto da minha vida. E eu não vou a lugar nenhum sem você, eu juro” – Mia

E tudo que que penso no final é isso:

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