Review | A Máquina do Tempo de H.G. Wells

Dentre tudo que nós, meros mortais imaginamos ser o futuro, nada se compara ao testemunho do viajante do tempo. Em sua obra A Máquina do Tempo, H.G. Wells nos traz um roteiro simples e digno de sua atenção, apresentando o sonho de qualquer ser humano, presenciar o futuro!

O nome já bastante sugestivo, nos apresenta a premissa de uma suposta viagem no tempo, onde o passado e o futuro pode ser alcançado em questão de segundos. Wells nos permite imaginar como será a humanidade daqui a alguns milhares de anos, como estamos caminhando lenta e subliminarmente para o fim e a segregação rude de classes. O Mais fascinante, é que o livro foi escrito em 1895, quando Wells ainda nem era um escritor consolidado de fato, porém por ser uma obra atemporal muitos e muitos outros pensadores usaram do tema para desenvolver maravilhosas e diferentes obras.

Claramente após ler o livro você percebe que a real intenção de toda essa aventura, nada mais é que uma das mais claras e contundentes críticas sociais no que diz respeito ao futuro de nossa humanidade. O Viajante do tempo possui o benefício de sair de uma sociedade e encarar o desafio de desbravar e descobrir milhares de anos no futuro, o que nós seres humanos nos tornamos, onde nossos preconceitos nos levaram, nossos costumes e cultura. A partir desse princípio Wells muda elementos e cria quase que metaforicamente um cenário que conseguimos reconhecer nos dias de hoje e imaginar também que há um possibilidade daquela situação no futuro.

A narrativa, por mais datada que seja, nos permite devagar na narrativa do viajante, imaginar novas criaturas, lugares, cenários da natureza. O triste e real é ver que realmente mais de 100 anos depois ainda temos essa sensação de separação de classes e culturas movidas cada vez mais pelo capitalismo que nos afogará em nossos próprios sonhos. Além da recomendação pela leitura, temos também o filme estrelado pelo ator Guy Pearce (2002), ambos são satisfatórios e permite enxergar o foco da obra da mesma forma.

Eu já havia lido outros livros que tratavam do mesmo tema, livros como (1984 – George Orwell) ou (HQ Perfuraneve – Jacques Lob). Todas as obras nos fazem refletir fortemente sobre como o capitalismo tende a dominar a classe menos favorecida, e essa característica social só se agrava com o passar dos anos, distinguindo facilmente o que é estilo de vida e o que é senso de sobrevivência. O próprio personagem compartilha de sua frustração em relação ao futuro, por mais que seja difícil de imaginar, temos sim um sentimento otimista quando imaginamos o futuro, e saber de antemão que não será melhor do que temos agora, só diminui a esperança sem a qual não conseguimos viver. Wells matou a pau, em um livro simplesmente curto, te faz pensar muito mais do que sua mente pode ver. Leia outras grandes obras do autor também, como GUERRA DOS MUNDOS, A ILHA DO DR MOREAO entre outras.

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