Review | A Culpa é das Estrelas de John Green

O propósito foi realizado com Markus Zusak disse: “Eu ri, chorei e ainda fiquei querendo mais”. Sim, muito mais!

É aquele tipo de livro inspirador que dá coragem para enfrentar qualquer coisa que venha adiante porque nada poderia ser pior do que não ter esperança para o próximo dia.
Mesmo que não haja nada de divertido em ter uma doença terminal, Hazel faz o leitor rir apesar da seriedade do seu relato. Como nossa narradora, seu discurso é fiel aos seus 16 anos vivendo uma realidade que poucos passam, nos mostrando o que faz para acordar todos os dias e como é o decorrer do mesmo.

John Green me espantou em criar algo muito real, nada modelado, perfeitinho… aliás, ele é mestre nisso (Quem é você, Alasca? traz muito disso!), porque poucos conseguem. Pais protetores que encorajam, que não vivem suas vidas esperando dar qualidade aqueles que precisam. Pensei muito no Nicholas Sparks no decorrer da leitura, e isso me deixou muito decepcionada pois seus personagens quando tem alguma doença assim são deprimentes (sei que não há nada de divertido em estar morrendo…), frágeis e cheias de #mimimi; e Hazel não é assim. É sarcástica, alegre e triste, inteligente, humana, forte e não liga nem um pouco para as ditas coisas ‘normais’, e não tem nenhum persamento soberbo sobre si mesma; não obstante à tudo aquilo que se confronta, carregando seu cilíndro de oxigênio.

Ao encontrar Augustus no Grupo de Apoio ocorre uma reviravolta na vida de ambos. Esse primeiro encontro é tão bonita e deixa muito em que pensar… melhor, o livro inteiro dá o que pensar! #fato
Gus é sexy (do jeito mais simples que já vi! rs), e é tão claro em seus pensamentos e ações, tão leal à sua amizade com Isaac e também ao que sente pela Hazel, fofo e com lindos olhos azuis.

Existe tanto mais a ser comentado mas não acho que seria justo com o leitor comentá-los. Não lembro de ter feito tantas anotações em um único livro como nesse aqui. Te faz pensar na vida, na tragédia que é amar tanto alguém, e na alegria que é entrar na vida de uma pessoa e deixar que ela faça o mesmo, e no meio disso tudo ainda ter o poder de modificá-la (para um pequeno infinito!).


“Mas mesmo assim, eu me preocupava. Gostava de ser uma pessoa. E queria continuar sendo. A preocupação também é outro efeito colateral de se estar morrendo.”

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