Review – Punho de Ferro: A Arma Viva – Volume 1

“Sou a arma viva. Sou a lâmina de dois gumes. Sou o masoquista e o narcisista. Rígido e fluído. Corrupto e puro. Sou um punho cerrado, branco e flamejante de fúria e FERRO

Olá praticantes de múltiplas artes marciais, tudo beleza?

De volta pra mais um review, e dessa vez pra analisar a arte incomum e roteiro feroz de Kaare Andrews em Punho de Ferro: Arma Viva – volume 1.

Escrito e desenhado pelo próprio Kaare Andrews, Arma Viva – volume 1 publicado pela editora Panini custa R$19,90 com 132 páginas, capa cartão e compila as edições 1 à 6 da série Living Weapon. Vamos a sinopse:

Após ser submetido a um treinamento em artes marciais durante a infância na mística cidade de Kun Lun, localizada na Cordilheira do Himalaia, o hoje milionário Daniel Rand desenvolveu uma poderosa energia espiritual, o chi, emergindo como um lutador incomparável. No entanto, apesar de todas as aparências, Rand ainda não foi capaz de superar a perda dos pais, tragédia que coincidentemente o transformou num homem dotado de punhos destrutivos. Agora, devido a acontecimentos que estão além de sua compreensão, ele será atraído de volta ao local onde se tornou Punho de Ferro, a arma viva, tendo a chance de finalmente enterrar suas lamentações e abrir caminho para um futuro brilhante… ou não! 

Tendo sua origem recontada através de flash backs e com sutis retcons a (adições na origem canônica do personagem) somos apresentados a toda cultura da cidade de imortais de Kun Lun, onde Daniel Rand foi criado após a morte dos pais. Aqui nós veremos toda a dificuldade de uma criança ao lidar com uma cultura diferente, os preconceitos dentro de uma sociedade de imortais e seu treinamento para alcançar o título de punho de ferro. Já adulto, Rand se torna amargurado e atormentado pela morte de seus pais, o foco dele é vingança e ele está sendo consumido por ela.

O treinamento de Rand não foi fácil por ser uma criança.
As sequências de flash backs tem sutis linhas que emulam dobras de papel, como se o papel tivesse sido desdobrado para nos mostrar a história.

O elenco mais “mortal” da HQ também se destaca pelo papel do par romântico de Danny na trama, Brenda, que apesar de não possuir nenhum tipo de habilidade sobre-humana, lida com coragem frente a bizarras criaturas que estão em seu encalço e da misteriosa garota de Kun Lun que ela tenta proteger. 

Quanto a arte, achei muito bem encaixada no contexto da história, nos brindando com enquadramentos diferentes e de tom bem dinâmico, o que funcionou muito bem numa história de kung fu com elementos místicos. As cenas de ação são muito bem utilizadas e apesar de por vezes caricatas, tem um forte teor violento, não poupando o leitor de ossos quebrados e derramamentos de sangue.

Punho de Ferro: Arma Viva, introduz bem o personagem a novos leitores e cumpre seu papel de ser “uma história que seria uma carta de amor aos grandes filmes de artes marciais, só que sem ter um limite de orçamento” nas palavras do próprio Kaare Andrews e terá mais um volume publicado em breve.

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