Review – Preacher Volume 1: A Caminho do Texas

Fala galera, blz ?
Lido o primeiro encadernado
de Preacher: A Caminho do Texas, pela Panini, venho aqui testemunhar sobre as
histórias de um pregador texano, sua amante pistoleira e um vampiro irlandês beberrão.

Ao preço de capa de R$58,00,
200 páginas, capa dura, Preacher: A Caminho do Texas, compila as edições 1 à 7
de Preacher, escrita por Garth Ennis e desenhada por Steve Dillon.

Nesse primeiro encadernado da
série, nós somos apresentados ao reverendo Jesse Custer, que anda meio
descrente do trabalho que vem fazendo em sua comunidade, na cidade de Annville.
Após ser possuído por uma entidade cria de uma diaba com um anjo, Jesse ganha o
dom da Palavra (tudo que ele ordenar, as pessoas terão de fazer, sem poder
resistir). Conseqüentemente, com a possessão dessa entidade (chamada Gênesis), a
igreja em que Jesse
pregava explode, matando todos os fiéis presentes. Com esse dom, Jesse decide
ir atrás de Deus (que aparentemente está ausente do céu e de suas responsabilidades
para com a humanidade), e no caminho acaba se reencontrando com sua
ex-namorada, Tulipa, em fuga com um vampiro irlandês, chamado Cassidy.
A HQ é campeã em apresentar
personagens bizarros, dentre eles o Santo dos Assassinos, um pistoleiro do velho
oeste, indestrutível, munido de duas pistolas e com uma mira infalível, que os
anjos revivem para ir atrás do reverendo Custer. Um jovem que tem o rosto
deformado após seguir o exemplo de Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana, que
se mata ao puxar o gatilho de uma calibre 12 contra o rosto. O moleque
sobrevive e ganha o bizarro apelido de Cara de Cú (devido a bizarra semelhança
rsrsrs), e decide que vai caçar Jesse Custer, após o mesmo usar o dom da
palavra para mandar seu pai se fuder (o que literalmente ocorre).

Algumas capas de Glenn Fabry
As histórias também são
repletas de blasfêmia, um senso de humor que beira o doentio, bizarrices, nojeiras,
sexo, palavrões, e níveis absurdos de violência. Mas mesmo dentro de tudo isso, Gath Ennis consegue trabalhar muito bem a amizade entre os três protagonistas
principais. Suas histórias pregressas vão sendo apresentadas no decorrer da
trama bem pontualmente, nos momentos certos e suas personalidades são bem
fortes.

Pequena dose de violência de Precher
A arte de Steve Dillon está
ótima nesta HQ, e creio que foi aqui que seu estilo se estabeleceu. Em seus
outros trabalhos após Preacher (como Hellblazer e Justiceiro Max), as expressões e
detalhes nos rostos dos personagens são cada vez mais reduzidos, o que deixa
seus desenhos meio mecânicos e sem vida. Mas aqui há mais detalhes tanto em
expressões, ranhuras nos rostos dos personagens e mais detalhes nos cenários.

Arte de Steve Dillon em Justiceiro Max: Rei do Crime
Arte de Steve Dillon e Preacher

Creio que Preacher não seja
uma HQ para qualquer tipo de pessoa, mas acho que todos deveriam ler (meio
contraditório, não? rsrs). Alguns temas abordados podem realmente incomodar
algumas pessoas, quanto pode divertir outras. Mas acho que o que faz Preacher
ser tão interessante é exatamente não conter censura de nada. Qualquer coisa
pode acontecer a qualquer momento, e isso te traz a sensação de
imprevisibilidade, coisa que hoje em dia é bem raro de ocorrer, com tantos
roteiros batendo nas mesmas teclas.

Bom, resumindo: se você é
maior de 18 anos, e busca uma HQ adulta e sem censura de NADA, vá logo ler
Preacher.

Tchau, Tchau e até a próxima.

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