Review – Planetes Parte 2


Uma
história de amor

        A segunda parte do mangá Planetes é em
muitos aspectos diferente da primeira. A começar pelo fato de que desta vez o
fio condutor da história deixa de ser uma mera justificativa do roteiro para
abordar as crônicas da tripulação da nave Toy Box no espaço e passou a ter uma importância
muito maior. Embora este aspecto diminua a carga de Odisséia (grandes aventuras
sobre atos heroicos e grandes feitos que, embora tenham uma personagem central,
tem como protagonista um grupo de pessoas ou povo) e passa a se encaixar mais
como uma história de ficção cientifica mais convencional. Nela, seguimos as
aventuras de Hachimaki tentando alcançar seu sonho de comprar uma nave para si
e poder viajar pelo espaço como ele desejar.
        Continuando algum tempo depois de onde
parou o volume anterior, vemos que a Toy Box ganhou uma nova tripulante, Ai
Tanabe. Ela está ali para aprender a função de EVA (Extra-Vehicular Activity)
desepenhada por Hachi, uma vez que ele pretende passar um tempo na Terra se
preparando para ingressar em uma missão que será enviada para Júpiter, sonho de
vários astronautas e que serviria como trampolim para q ele alcance seu
objetivo. A personagem da Tanabe demonstra uma interessante mudança de foco do
mangá. Se no primeiro o tema abordado foram os sacrifícios físico e
psicológicos daqueles que visam serem os alicerces para uma nova era de
viagens, aqui o foco é o amor.
        Amor entre um homem e seu sonho, entre
um homem e uma mulher, entre irmãos, entre pai e filho… em absolutamente
todos os capítulos deste volume este sentimento está em voga. A forma como a
história começou a ser contada aqui inclusive tem papel central em como ele é
abordado, de maneiras muitas vezes fria, como a demonstrada por Hachi para com
absolutamente todo mundo que cruza seu caminho, outras mais calorosas como os
sentimentos de amor ao próximo que a Tanabe demonstra. Esta dicotomia cria uma
certa tenção romântica entre os dois e este aspecto deve ser mais abordado nos
próximos volumes, mas o que importa aqui é que não importa a distância ou o
objeto de apreço, todos amam alguma coisa.
        E é sobre esta mensagem que o mangá
desenvolveu uma forma de manter a atenção do leitor. Se ele é inferior em
originalidade ao primeiro volume, ele compensa criando sub-tramas e ganchos
para serem desenvolvidos nas próximas duas partes. Esperamos que Makoto
Yukimura, o autor, tenha mantido a boa fase.

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