Review – Mortal Kombat X: Laços de Sangue

Eai viajantes de
multiversos, blz ?

De volta pra mais um
review de sexta, e hoje iremos entrar no mundo de Fatalities e muita violência
com Mortal Kombat X: Laços de Sangue.

Publicado pela editora
Panini, com 148 páginas, capa cartonada, ao preço de R$ 19,90. Escrita por Shawn Kitelsen e desenhado pela equipe: Dexter Soy, Geraldo Borges, Igor Vitorino e Daniel Sampere. Compila as
edições de 1 à 4 de Mortal Kombat X.

A história é a seguinte: O Deus do Trovão Raiden teve visões de um
grande mal adentrando em nosso mundo – um mal tão poderoso que poderia mudar a
própria face do universo. A única esperança para deter a sinistra força jaz em
antigas relíquias, lâminas místicas imbuídas com a Magia do Sangue do Ser Único
– as adagas Kamidogu.

Mas a Magia do Sangue nessas poderosas armas de
alguma forma se corrompeu, compelindo uma loucura sanguinária naqueles que
tentavam portá-las. E enquanto alguns buscam usar as lâminas para proteger seu
mundo, outros tencionam usar seu extraordinário poder em benefício próprio.
Pois todas as adagas Kamidogu não apenas podem refrear um deus, elas também tem
o poder para criar um…

Então pessoal, eu li essa edição, e apesar de achar alguns pontos
“legais” no geral, eu não curti. Ao comprar essa hq, eu não sabia nada sobre o
universo de MK além do que havia visto nos games, portanto eu dei um tiro no
escuro ao comprar essa edição. Achei que seria bacana ler uma história com os
aclamados personagens de minha série de jogos de luta favorito. Mas não foi bem
assim…

Se vc não conhece NADA de MK, vai ficar beeem perdido…

Primeiramente, o roteiro é muuuito raso, empolgando o leitor apenas em
algumas partes da narrativa. Como por exemplo, as origens secretas de Kotal
Kahn
(personagem novo de MK X) e Scorpion (que pra mim sempre fora um vilão no
mundo de MK, pela sua aparência). A história, assim como nos games, é dividida
em núcleos de personagens, que vão convergindo um com o outro. Funcionária
muito bem, se não houvesse a aparente intenção de querer mostrar um personagem
diferente por página (ou quase isso) e explorar melhor os já apresentados.
Também senti muito a falta de um texto introdutório para situar o leitor ao que
estava acontecendo naquele mundo, com suas intrigas políticas e guerras.

As lutas, que achei que seriam um ponto forte da hq, são resolvidas de forma muito rápida.
Quanto a arte, apesar dos desenhos terem me agradado (mas nem tanto em
certos trechos) o roteiro não justifica a presença de certas cenas violentas.
Parece que o roteirista quis apenas jogar imagens e mais imagens de violência
só por se tratar do universo de Mortal Kombat. Achei também que ao menos as
lutas seriam legais, com sequencias mais elaboradas, mas tudo parece se
resolver em 1 ou 2 quadros, pra terminar numa cena de Fatality ou X-Ray. Não que
eu não curta histórias violentas, mas que pelo menos haja algum sentido e
desenvolvimento para que tenha. Outra coisa que gostei foram as vestimentas dos
personagens, que estão fielmente reproduzidas.

O Visual dos personagens realmente impressiona.
Os desenhos são muito bem feitos, porém a violência parece jogada muitas vezes.

Enfim, eu achei MK X: Laços de Sangue, uma leitura rápida e rasa, com
cenas de luta fracas e Fatality atrás de Fatality, apenas pra dizer que a
história é só para adultos. Pode ser que a história vá melhorar nos próximos
números, mas não me cativou numa primeira leitura.

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