Review | Mob Psycho 100 – Edição 1

Quando One Punch-Man apareceu, praticamente sacudiu os alicerces do mercado de mangá no Ocidente. Desde Naruto, é provável que não tenha existido uma obra que vendesse tanto. E a Panini traz agora outra criação do mesmo mangaka de Saitama e companhia: Mob Psycho 100.

Mob Psycho 100 é um manga seinen criado por ONE. A obra foi publicada na revista  online Ura Sunday de Shogakukan em 2012 e acumula 13 volumes recompilados. O mangá ficou conhecido graças a adaptação em anime da Studios Bones, que lançou em 2016 a primeira temporada com 12 capítulos.

O mundo paranormal é uma comédia sem fim!

Shigeo Kageyama, popularmente conhecido como Mob, parece ser um jovem  aparentemente normal. Um estudante, calmo, mas com as típicas inquietude de akguém da sua idade. Entretanto, fora do horário escolar, trabalha em uma Agência paranormal dirigida por ReigenMob usa suas habilidades mentais especiais para ajudar Reigen em casos que envolvem fantasmas e espíritos. Sem dúvida, o que muitos não sabem que atitude tranquila e sossegada não é casual. Seus poderes depende de 100% de carga emocional.

A história tem todos os ingredientes de um bom shônen: um protagonista com um grande poder, batalhas emocionantes, sucessão de situações para enfrentar, a superação de desafios, e um grande elenco de personagens únicos e poderosos. ONE soube aproveitar o tema da parapsicologia para criar uma historia interessante, que combina mistério, lutas e humor, muito humor.

Ao longo da narrativa temos um monte de situações absurdas e diálogos hilários.  Parte desta surgem do mundo paranormal, que é continuamente satirizado. Um exemplo é Reigen que mostra o lado oculto do paranormal quando “exorciza” fotos com fantasmas a com o photoshop. Embora os próprios personagens e as situações em que estão envolvidos são o que faz o leitor rir praticamente em cada página.

Um personagem que não quer ser o protagonista

Um dos elementos comuns entre One Punch-Man e Mob Psycho 100 é o grande elenco de personagens, são o principal motor da narrativa tanto argumental como do humor. Enquanto se fosse pelo Mob, nem teria história.

Ao contrário que a maioria dos shônen, no qual o protagonista busca alcançar uma meta, já em Mob Psycho 100 é a meta que procura ele. Porque a máxima aspiração de Shigeo não é ser o mais poderoso ou ficar rico no mundo paranormal, só é simplesmente ficar forte para conquistar a garota mais bonita do instituto. Sem dúvida, como tudo nesta vida não é tão fácil, sem querer se envolve em diversas situações: uma seita religiosa, uma rivalidade entre institutos, épicos combates contra seres paranormais ou spers (pessoas com habilidades mentais como ele)… Tudo com o seu semblante e natureza imperturbável, cujo contraste com o que passa por si mesmo é bem engraçado, no melhor estilo pastelão.

Uma coisa é certa é praticamente não aparecer um personagem que não chame sua atenção, por seu poder ou por ser absurdo, apesar que muitos sejam arquétipos conhecidos. Todos passam em torno de Mob criando um montão de situações e gags humorísticos.

Em relação aos desenhos de ONE alguns podem dizer que são simples demais ou mesmo feios: caras que não respeitam as proporções, linhas absurdas, manchas, fundos quase inexistentes… Mas sem dúvida, apesar de sua natureza não imagino a obra com outro traço. Encaixa com o humor que se destila no mangá. A deformidade e a rigidez em quadros grandes elevam mais ainda o absurdo da situação. Os efeitos utilizados lembra os memes da internet. As lutas também não são afetadas pelo desenho, inclusive alcança niveis épicos. O uso das sombras cria cenas de ação, onde tudo se rompe e se deforma e cenas realmente impactantes.

Seguindo a linhas dos melhores shônen, vale conferir a edição que a Panini trouxe para o Brasil, seguindo a mesma forma japonesa, formato B6, 13 x 18 cm, numa boa tradução, em especial o cuidado com as onomatopeias que respeitam a tipografia original.

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