Review | Liga da Justiça da América: Os mais perigosos do mundo

Em 2013, a DC Comics lançava o seu Fourth Wave ou Quarta Onda, uma linha de revitalização de seus títulos (The 52), um novo título apareceu: Liga da Justiça da América, lançado por aqui pela Panini ComicsGeoff Johns (Liga da Justiça, Aquaman) e David Finch (Batman: Dark Knight) estavam a frente do título, que ganhou um encardenado pela Panini Comics, reunindo os cinco primeiros números. O título reunia Arqueiro Verde, Katana, Caçador Marciano, (Martian Manhunter), Baz o Lanterna Verde, Stargirl, Vibe, Gavião Negro (Hawkman)e Mulher Gato (Catwoman), todos sob a liderança de Steve Trevor. A primeira imagem do grupo, com a bandeira norte americana foi a seguinte, para apresentar a nova hq:

A série substituiria Justice League International de Dan Jurgens que perdia por interesses puramente de trama (uma vez que as vendas da série não eram tão baixas quanto outras séries canceladas). Johns e Finch, que pela primeira vez estavam trabalhando juntos em um título, desenvolvem uma nova leitura, com o desafio de atrair leitores dispostos a seguir as aventuras de uma equipe maior, mas sem qualquer um daqueles personagens bastante conhecidos da Liga da Justiça que conhecemos, os head of poster Superman, Batman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman, Lanterna Verde. Mas o que além dos membros, que diferenças haverá entre as duas equipes? Segundo o próprio Johns, a equipe dos peso pesados ​​não depende de ninguém e escolhe suas próprias missões, enquanto sua JLA responde diretamente ao governo dos EUA e segue metas com certa responsabilidade.

Bem, a iniciativa dos Novos 52 trazia um planeta Terra que a DC Comics nos mostrava bem menor e com o tempo crescia com histórias que se cruzavam, formando um universo mais coeso, onde os eventos de algumas séries têm impacto sobre os outros e acontecem ao mesmo tempo. E a série da Liga da Justiça da América segue esse ritmo, pois a presença da organização ARGUS e de sua diretora, Amanda Waller era um resultado direto das narrativas de Liga da Justiça. O governo dos Estados Unidos, se sentindo indefeso perante o pouco controle sobre uma equipe composta de seres tão poderosos decide construir o seu próprio. E Waller é a responsável em selecionar cada um dos membros deste novo grupo, escolha que terá o cuidado para neutralizar os membros da Liga da Justiça, um por um.

Somos assim apresentados, um a um, numa narrativa clássica, que segue a ideia do Esquadrão Suicída, em uma conversa entre Amanda Waller e Steve Trevor, mas bem orquestrada, pois apresenta o que cada herói representa, como por exemplo, a brutalidade do Gavião Negro, a falta de experiência do Vibe, a discrição da Mulher Gato ou a fama de Stargirl. Johns melhorou o que já ofereceu na outra Liga da Justiça, usando cada página para dar espaço para a maioria dos membros desta nova liga. Sem muito spoilers, o volume traz os cinco primeiros números e ambienta histórias curtas de cada herói com a narrativa que traz a primeiras ameaça da equipe, mais uma vez uma sociedade secreta, tão comum nos roteiros de Geoff.

Quanto aos desenhos, temos duas Ligas de Geoff Johns, mas cujo nível de arte varia excessivamente. Se temos por um lado o melhor da DC Comics (Ivan Reis) por outro temos um David Finch que não ganha nas críticas, mas que arremata o público, promovido ainda pelo trabalho feito em Batman: O Cavaleiro das Trevas. Embora o cenário em que a LJA seja diferente de Gotham City, Finch mostra um estilo bem semelhante, com especial ênfase para as sombras e silhuetas. Repetitivo e com Johns moldando a personalidade dos protagonistas em cenas de ação, Finch fraqueja nas conversas, deixando seus personagens sem expressão ou com expressões faciais que não sabemos muito bem o que quer dizer. Erros de “câmera”, com planos e posições forçadas, mostrando por exemplo em uma cena, um imponente Caçador Marciano frente a uma cena vaga.

Em suma, Johns traz um início forte, para um volume introdutório, integra bem sua equipe e prepara para a ação representando o Governo norte-americano, entretanto a simplicidade das tramas, cheio de clichês e o cunho político fazem do volume comum, sem grandes erros, mas também sem  acertos. As referências de David Linch garantem uma boa arte, mas parece meio sóbria para compor o que o roteirista almeja. Vale uma leitura, apesar do volume não concluir o arco narrativo.

 

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