Review: Lanternas Verdes #1 – De Volta à Tropa (Renascimento)

Portar a arma mais poderosa do universo. Um anel que se nutre da vontade do seu portador. Um anel do Lanterna Verde, personagem preferido de quem vos escreve. E com o Universo DC passando por um Renascimento, foi a primeira HQ que procurei ler dos novos títulos, publicados por aqui pela Panini.

O título, Lanternas Verdes#1, traz Green Lanterns: Rebirth#1, Green Lanterns#1-2 e Hal Jordan and The Green Lantern Corps #1, segue um caminho que começou quando Geoff Johns revitalizou a franquia, com êxitos dentro e fora do corpo espacial comandado pelos Guardiões. Porém, posso comentar que o trabalho desenvolvido por Robert Venditti e Van Jensen não conseguiu manter o que Johns produziu, sendo coadjuvantes e repetidores, sem encontrar sua própria voz e estilo com os Green Lantern.

E sem dúvida, com o Renascimento mudanças  realmente acontecem na franquia. A primeira é que se recupera a Hal Jordan como Green Lantern, enquanto a segunda é situação que há dois Lanternas Verdes na Terra. Se voltássemos ao tempo, podemos lembrar que não é uma novidade ter dois lanternas verdes em nosso planeta. É quase norma que haja diversos humanos na Tropa, já que Guy Gardner, John Stewart, Hal Jordan e Kyle Rayner, portaram um anel de forma simultânea. Portanto a novidade não está na dupla, mas que são esses dois novos lanternas e como deverão afrontar sua responsabilidade.

Por um lado, temos Simon Baz, islâmico, acusado de terrorismo, endividado e prepotente dada sua pouca experiência como membro da Tropa. Sua companheira, Jessica Cruz, mais novata ainda, com um profundo trauma psicológico em forma de severa agorafobia que incessantemente lhe aflige. Dois Lanternas Verdes distintos, carregados de profundos problemas pessoas, obrigados a ter que trabalhar juntos tanto pelas circunstancias como pelo próprio Hal Jordan.

Capa Variante

Portanto, temos uma nova abordagem para a série, enfrentando novas situações e com Johns passando a franquia. É hora de ver se a série é capaz de ter uma voz e trazer novos conceitos, não só os personagens principais, mas também para todo a tropa. O roteirista encarregado de desenvolver isso tudo é Sam Humphries, que assume de cheio a narrativa da parceria, como também de seus problemas internos, suas dúvidas e a falta de confiança mútua, enquanto tentam defender a Terra do ataque dos Lanternas Vermelhos.

Humphries desenvolve a história de forma aguda, centrando sua atenção mais Nos Verdes do que nos Vermelhos, devido ao novo enfoque dado. Jessica dúvida, uma, duas vezes, se ela é a pessoa certa para usar o anel, enquanto Simon abusa da confiança, não confia em seu anel e despreza sua companheira, sem compreender de que juntos podem fazer muito mais do que separados. O autor ainda joga com o problema psicológico de Jéssica e com os problemas pessoais de Simon, colocando ainda um novo componente ao que mesclou na parceria.

Enquanto vejo que a narrativa se sustenta argumentalmente, no tema gráfico não há uma boa sincronia, Ed BenesEthan Van Sciver Robson Rocha, são os encarregados de dar forma ao argumento de Humphries.  Três caras, que ainda se reunirão com mais cinco, ao longo dos outros números da série, que provocam uma preocupante inconsistência visual a todo o conjunto. Não se trata de problemas solventes, todos tem o talento suficiente para fazer a série sozinhos, mas tantos estilos diferentes em tão curto espaço de tempo não caem bem visualmente.

Em definitivo novos conceitos na franquia, novo enfoque para uma série que persegue ter personalidade própria e afastar da sombra de Johns na franquia. Um boa leitura. Recomendo.

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