Review | Arlenquina #1 – Pronto para a próxima rodada? (Renascimento)

Parece mentira, mas tanta coisa já ocorreu na vida editorial da Harleen Quinzel desde seu nascimento em 1992  pelos grandes Paul Dini e Bruce Timm naquela mítica série de animação do Batman. E após superar a que possivelmente foi a relação mais tóxica da história dos quadrinhos, com seu querido Coringa, Arlenquina entra em uma nova vida em Coney Island em seu segundo título particular, Amanda Conner e Jimmy Palmiotti, lançado pela Panini recentemente,.

A edição traz as duas primeiras edições do título norte-americano, Harley Quinn, com seu team-up cósmico, as atrações de seu circo como apresenta ao longo das páginas: Power Girl, dezenas de animais de estimação, uma gangue de subordinados conhecida como sua Gangue de Harleys ou ainda a paródia do Deadpool, Harley volta no Rebirth com a mesma equipe criativa de Os Novos 52 que deram tantos êxitos outorgados a personagem, nossa conhecida palhaça psicopata e vem com mais algumas doses de violência, surrealismo e piadas infantis.

E como a personagem após a interpretação de Margot Robbie da personagem no filme Esquadrão Suicida no ano passado, Arlenquina se tornou moda. Conner e Palmiotti precisavam conseguir manter o sucesso da personagem também nos quadrinhos, e aqui aqui brincam com o surrealismo e a mente deturpada de Harley. Nessa edição preparam uma breve introdução como está a vida de Harley, para apresentá-la a leitores que desconhecem a história do personagem, assim como os demais personagens secundários que vem acompanhando nos últimos anos em sua série. Após essa apresentação, começa rápido o rock’and roll com uma cena bem divertida que explica o tema deste primeiro arco: os zumbis.

 

Talvez as piadas infantis, a violência gratuita e as situações surreais seja para entreter e obter um sorriso dos leitores, mas se buscamos os temas abordados, zumbis e punk- rock, podemos concluir que o surrealismo desenvolvido para o drama e o desenvolvimento da personalidade da psicopata são pontos fortes do argumento. Uma evolução interessante da personagem, em um sentido ideológico, que agora tem um objetivo de fazer o bem e lutar contra a injustiça, mesmo no seu jeito peculiar de resolver as coisas. A relação particular com a Hera Venenosa vai se reforçar, em meio aos flashbacks do envolvimento com o Coringa. Assim, podemos ver que os roteiristas sabem divertir, sem abordar muito material ao mesmo tempo, como também desenvolvem psicologicamente um personagem numa complexidade com entorno de humor com uma dose ligeira de drama.

Analisando no aspecto artístico, temos Chad Hardin, também da anterior etapa, com cores de Alex Sinclair principalmente e em algumas páginas pontuais a Hi-Fi.  A série simplesmente não seria a mesma sem o visual dinâmico que Hardin faz, com o traço expressivo para os personagens e as elegantes sequências de ação, não deixando de canalizar o humor do roteiro. Hardin entrega uma de suas sequências mais memoráveis ​​em um interlúdio breve e silencioso explorando a gênese da praga zumbi. As palavras são desnecessárias com as ilustrações de Hardin e as cores vibrantes de Sinclair.

Com tudo mudando no Universo DC, Arlenquina continua a ser Arlenquina. E isso não é ruim. Além de recapturar o que aconteceu com a personagem, o título oferece uma boa aventura. A série atrai pela roupagem ideológica, psicológica e humorada que os roteiristas desenvolvem. Vamos esperar o próximo número, para ver a continuidade do roteiro/arte.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here