Review | Action Comics #1 – Ele voltou! (Renascimento)

​​Com o Renascimento, a editora DC Comics procura reinstalar os pontos da trama antiga que foram apagados de sua linha do tempo e até mesmo trazer versões antigas de personagens clássicos que foram descartados em favor de outros. Desta forma, após o final dos Novos 52, a DC percebeu que o Superman precisava de um impulso. E veio Dan Jurgens e Lee Weeks com a tarefa de fazer uma série com o Clark Kent Pré-Novos 52, sua esposa, Lois Lane, e seu filho, Jonathan, como protagonistas. Essa série, Superman: Lois e Clark provou que existia um público para um Superman mais experiente e também mostrou que os leitores estavam interessados ​​em dinâmicas familiares que se cruzavam com o lado super-heroico.

Depois seguiu a Super League, uma saga semanal de oito capítulos escrita por Peter J. Tomasi, trazendo a Liga dos anos 1990, desenhados por Doug Mahnke, Mikel Janin, Ed Benes e Paul Pelletier. A crítica e o público adorou, renovou o entusiasmo pelo Homem de Aço, apesar do filme que sairia logo depois. Mas, era, simplesmente, a história do “homem” por trás do Superman e sua preocupação com seu legado e o mundo que ele deixaria.

E Jurgens retorna para aproveita ao máximo o Renascimento revisando a Action Comics nas edições #957/#958, publicada no Brasil pela Panini como uma nova numeração. O roteirista traz o elenco de apoio, incluindo a cidade da própria Metropólis. A capitã da Unidade de Crimes Especiais Maggie Sawyer e Jimmy Olsen, fotógrafo do Daily Planet num possível affair. Lex Luthor se imaginando como um salvador para a metrópole, assumindo o manto do herói caído da cidade. A trama segue o que foi mostrado em Superman Rebirth #01, o Superman Pré-New 52 aceita que o Superman anterior está morto e acaba se deparando com Lex Luthor se colocando como o defensor de Metrópoles. Mais ação, vários mistérios e segredos que precisam ser respondidos em breve, a Zona Fantasma e o retorno de uma criação de Jurgens, o Apocalipse,

 Patrick Zircher aprimora a narrativa com os momentos criados, fazendo uso do tom negro em manchas para compor sombras, com profundidade e forma. Cada um de seus personagens compartilha espaço ao seu redor, de uma maneira distinta em qualquer ângulo. O roteiro permite a liberdade para o ilustrador manipular os ângulos da câmera, remodelar as bordas do painel, independentemente da amplitude do movimento dos personagens, apesar do uso intenso da sombra. O colorista Ulises Arreola ajuda a compensar o sombreado forte e pesado, saturando fortemente os trajes dos nossos heróis. O vermelhos e o azul, com os tons de aço de Lex e Superman realmente se destacam contra os tons de terra do resto do livro.

Action Comics #1, um dos títulos de maior duração ainda publicado, ganha uma versão frenética, num arco despreocupado, com uma arte que interage bem com a história, uma HQ de qualidade, aguardemos o desfecho deste arco que traz a Mulher Maravilha, vários supermans, o misterioso Mr. Oz e muita ação.

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