Planeta Comenta Marvel no Multiverso: 1ª Temporada da série Demolidor (Marvel/Netflix)

Quando a série do Demolidor foi lançada pela Netflix, publiquei comentários episódio por episódio sobre ela. Agora, com exclusividade para os leitores do Multiverso, veja a análise completa da série neste artigo especial.

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Episódio 1
A história começa com a “origem” do Demolidor mostrando o
momento do acidente em que Matt Murdock salva um senhor idoso de ser atropelado
por um caminhão carregando produtos tóxicos. E logo em seguida nos é
apresentado vários aspectos que fazem parte da mitologia do herói e das
subtramas, como por exemplo, o lado religioso, o lado galanteador, os desafios
de conseguir e manter um escritório de advocacia, o primeiro caso envolvendo
Karen Page e uma força poderosa (vide Rei do Crime) por trás da corrupção que
permeia a Cozinha do Inferno.
Alguns pontos que achei muito interessante:
– Pelas cenas de luta, fica evidente que o Demolidor ainda é um herói em formação, tanto é que ele tem dificuldades de vencer até mesmo inimigos “comuns”, e até mostra Matt treinando na antiga academia de boxe de seu pai.
– A série tem um tom mais sombrio e sério, mas não deixa de ter alguns momentos cômicos, como na cena em que o Matt e o Foggy estão visitando Karen Page na polícia quando eles se encontram pela primeira vez, dizendo que ela seria a primeira cliente deles.
– A cena de abertura caracterizou bem a dualidade do Demolidor mostrando os dois lados da justiça com que ele se confronta sempre que sai para combater o crime.
– Os óculos que o Matt Murdock usa são os mesmos que o desenhista Alex Maleev faz nas histórias da fase do Brian Bendis.
– As cenas de ação foram tão bem coreografadas e empolgantes, que nem senti falta do uniforme vermelho tradicional. É claro que eu quero ver o uniforme, só quis dizer que
não me incomodou o fato de ainda não estar usando. Até porque, esse uniforme
preto é uma clara referência à clássica HQ – Man Without Fear do Frank Miller e
John Romita Jr.
– Para mim foi uma grata surpresa ver a presença de Leland Owlsley, que nas HQs é o vilão Coruja. Na fase do Bendis, o Coruja se tornou uma espécie de concorrente pelo submundo do crime. Por enquanto não ficou muito claro para mim, qual é o papel que ele terá na série, mas já valeu pela aparição.
O resultado final foi excelente, principalmente por ser o primeiro episódio.
Episódio 2
O Demolidor continua na sua luta para derrubar o tráfico de crianças e o episódio começa com ele, largado numa lixeira (cena clássica da fase do Frank Miller) e socorrido pela enfermeira Claire. Sim, a Enfermeira Noturna apareceu, embora não com esse pseudônimo ainda. Sua motivação em ajudar o Demolidor é bem justificada e ele consegue, no final das contas, uma pequena vitória no final, ao salvar uma das crianças (ela foi raptada ainda no primeiro episódio).
Pontos que achei interessante:
– Foggy Nelson e Karen Page tem um bom momento, com um clima mais leve, já que esse episódio foi bem pesado. Esse bom relacionamento dos dois foi bem retratado nas HQs também, quando Foggy se apaixona por Karen, mas ela acaba escolhendo o Matt.
Além disso, esse Foggy lembra muito a dos quadrinhos na fase do Frank Miller –
sempre dando um fora, mas nunca desistir.
– O clássico bar da Josie, e até a própria, são partes fundamentais nas histórias do Demolidor, onde foi muito bem usado na fase do Frank Miller e continuou a aparecer por muito tempo. Agora só falta acontecer algumas brigas ali dentro, e a Josie
falar para não quebrarem a janela.
– O relacionamento entre Matt e seu pai foi muito bem mostrado e rendeu até um momento de pura emoção. A Marvel já disse que o Creel citado na última luta de Jack Murdock é o mesmo que apareceu no seriado da SHIELD. Particularmente achei meio fora da linha do tempo, mas isso deve ser explicado. O roupão de Jack é vermelho e
amarelo (quem conhece a mitologia do Demolidor entendeu). Além disso, o lema do
dois de que os Murdocks “sempre apanham muito, mas sempre se levantam” é um
alimento motivador mostrado nas lutas do Demolidor – ele apanha muito, mas
continua batendo.
– Há uma cena em que aparece uma caixa d’água perto do prédio onde o Demolidor está interrogando um mafioso russo.
– A movimentação da câmera na cena da luta final no corredor, eu achei muito bacana, parecia até que mostrava o ponto de vista de um dos traficantes russos.
Mais um excelente episódio. Nada de Rei do Crime e nem de Ben Urich, ainda no aguardo.
Rosário Dawson já tem experiência em filmes com efeitos especiais (vide Sin City) e poderia muito bem ser usada nas outras séries e até mesmo nos filmes. Nos últimos tempos, a Enfermeira Noturna chegou a aparecer até nas histórias do Homem-Aranha e até teve um caso com o Dr. Estranho (entenderam as referências?).
Episódio 3
Vemos a dupla Nelson/Murdock em ação defendendo, nesse caso,um criminoso capanga que trabalha para o Rei do Crime, embora eles não saibam exatamente desse fato, e com bons momentos no tribunal. Essa é a trama principal desse episódio e a atuação de Charlie Cox como advogado foi excelente. Não tenho dúvidas de que a escolha desse ator foi acertadíssima para o papel, tanto como Matt Murdock, quanto como Demolidor.
– A dinâmica dos dois é exatamente como eu vejo nas HQs – Murdock sempre mais impetuoso, “audacioso” (se é que você me entende) e Foggy sempre atrás de bons contratos, mas sem malícia, até mesmo com um conceito mais “inocente” sobre as coisas. Aliás, eu acho que Nelson e Murdock é uma das amizades mais duradouras nas HQs apesar de terem passado por tantas situações conturbadas, e eu vejo esse mesmo tom na série.
– Ben Urich se mostra o mesmo repórter que não se cansa até descobrir a verdade. Espero vê-lo no futuro trabalhando no Clarim Diário e aparecendo nos filmes do Homem-Aranha, ou até mesmo cobrindo uma “Guerra Civil” (um dos melhores tie-ins de Guerra Civil nas HQs foi justamente uma série chamada Frontline que tinha o Urich como um dos protagonistas).
– Há outras subtramas que continuam a se desenrolar desde o primeiro episódio envolvendo Karen Page e finalmente Wilson Fisk e Vanessa aparecem na cena final.
– E eu não poderia deixar de mencionar a cena inicial mostrando o Tucão (Turk Barrett) que rendeu uma cena rápida, porém, divertida no boliche. Na minha opinião, uma adaptação de HQ de heróis não pode ser somente sombrio e dramático, mas deve ter momentos mais leves e divertidos, pois essa é a essência desse tipo de histórias, e a série do Demolidor vem acertando nesse tom.
Mais um ótimo episódio com uma trama bem no estilo policial de boa qualidade!
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Episódio 4
Não houve exatamente uma trama principal, mas dessa vez, deu para se percebeu uma quatro subtramas sendo desenvolvidas – O rapto da Enfermeira Noturna (sei que ela nem foi chamada por esse nome, mas é o que ela é) pelos russos, com o Demolidor indo em seu resgate; o começo do relacionamento de Wilson e Vanessa; Ben Urich e Karen Page investigando a corrupção da Construtora Union Allied; o desenrolar da relação dos russos com o Rei do Crime.
– A primeira morte causada pelo Rei foi brutal, eu mesmo não esperava que fosse mostrado da forma como foi.
– Dois momentos um pouco mais leves – Wesley falando sobre a armadura do Homem de Ferro e do martelo do Thor, dizendo que se o “homem mascarado” usasse algum desses artefatos, até seria justificado essa série de derrotas sofridas pelos russos; e o momento em que Matt está fazendo curativos em Claire, quando ele diz que estava acostumado a fazer curativos em seu pai e ela pergunta se o pai dele
também usava uma máscara.
– Aliás, é nesse episódio que Matt revela seu verdadeiro nome para Claire. Antes, ele havia dito para ela que seu nome era Mike. O interessante é que na época do Demolidor do Stan Lee, Mike era um irmão gêmeo que o Matt inventou para que o Foggy e a Karen não descobrissem sua identidade de Demolidor. Não foi uma fase das melhores, mas achei bacana a referência.
– E por fim, o nome de Melvin Potter foi mencionado como sendo algum tipo de “alfaiate” do Fisk. Potter é o Gladiador nas HQs e tem uma relação muito importante nas histórias.
Assistindo esse quarto episódio, me passou a mesma impressão de estar lendo um arco em treze partes escrita por Frank Miller e Brian Bendis, como se fosse um encadernado capa dura, papel de qualidade, uma trama bem pensada, com bons desenhos (no caso, não somente os cenários, mas as atuações também) – uma experiência única e prazerosa.
Episódio 5
Enquanto Foggy e Karen estão cuidando de um novo caso, a máfia russa declara guerra à Wilson Fisk e ao Demolidor e Hell’s Kitchen vai literalmente pelos ares. No final, o demolidor parece se colocar num beco sem saída. Neste ínterim, Matt descobre que a polícia (pelo menos alguns) também trabalha para Fisk.
– Vanessa e Fisk se encontram novamente e aqui gostaria de deixar dois comentários: (1) parece que na série teremos uma Vanessa com uma personalidade bem mais forte e determinada, lembrando mais a fase do Bendis do que do Miller e (2) a atuação do D’Onofrio é demais. Esse personagem interpretado por ele não pode se limitar só nas séries, ele tem que ser usado nos filmes também, caso contrário, seria um grande desperdício.
– A movimentação da câmera numa cena no começo do episódio ficou muito bacana, como se houvesse um espectador vendo tudo o que acontece de dentro do carro dos russos, quando o Demolidor aparece e começa a lutar, tudo em tempo real. Foi uma filmagem parecida com a do corredor quando o Herói Sem Medo vai resgatar o menino raptado.
– Claire, a Enfermeira Noturna cita “bilionário playboy” e não precisamos dizer sobre quem ela estava fazendo referência, não é mesmo?
Mais um episódio “explosivo” (de verdade…kkk) e consegui entender um pouco melhor o papel do Leland, da Madame Gao e do japonês (que esqueci o nome, e que deve ter alguma ligação com o Tentáculo) como parceiros de Wilson Fisk.
Episódio 6
Esse episódio lida com as consequências das explosões a mando de Fisk para derrubar de vez o cartel russo, explodindo seus esconderijos. O Demolidor passa a fugir junto com Vladimir dos policiais corruptos e basicamente a história se foca nesse acontecimento.
– Ben Urich aparece usando cartas de baralho nas suas investigações. Seria isso, apenas um easter egg mostrando que futuramente teremos o Mercenário?
– Karen e Foggy continuam sendo o lado humorístico da série, contrapondo um pouco a carga pesada e dramática, mas sem ser forçado.
– Fisk e Matt se falam pela primeira vez, mesmo que por walk-talk. Deu para perceber que os dois parecem ter o mesmo objetivo, mas com ideologias e métodos diferentes. Acredito que essa discussão deva ser mais desenvolvida nos próximos episódios.
Confesso que este episódio me lembrou um pouco a perseguição da polícia sobre o Batman no arco Ano Um (também do Miller), o que não é ruim de forma alguma. Aliás, eu nem acho apropriado ficar fazendo comparações, apenas estou comentando que eu fiquei com essa impressão, e que ela não me incomodou.
Parece que terminei de ler o primeiro arco lançado num primeiro volume de um
encadernado, só que em live action! E o Vladimir é duro na queda!
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Episódio 7
A trama é focada no relacionamento entre Matt e Stick (sim, ele apareceu e parece que continuará a ter muita importância no futuro também). Stick vai à NY para “pedir ajuda” para resolver um caso envolvendo o Céu Negro, que ainda não entendi o que significa e nem que é. Mas, na verdade, Stick poderia ter resolvido o caso sozinho, mas seu outro propósito era o de avaliar como Matt Murdock estava. Isso fica mais em evidência na cena final. Enquanto isso, Karen e Ben continuam suas investigações e recebem um reforço de peso – Foggy Nelson.
– Foi muito bom ver esse episódio tratar do relacionamento entre Matt e Stick, tanto agora, quanto no passado (em forma de flashbacks). Isso é 100% retirado da série Homem Sem Medo de Frank Miller!!
A série mantém a excelente qualidade e divide tempo suficiente para trabalhar com vários personagens, tanto é que o Rei do Crime, Vanessa e a Enfermeira Noturna nem precisaram aparecer nesse episódio.
Um episódio homenageando de forma bela e empolgante um dos clássicos do Demolidor por Frank Miller e John Romita Jr. Obrigado Marvel/Netflix!
Episódio 8
Esse episódio é totalmente centralizado em Wilson Fisk lidando com os recentes problemas que o Demolidor tem causado nos seus negócios, incluindo a insatisfação de seus sócios orientais.  O passado de Fisk, sofrendo com os constantes abusos verbais e físicos de seu pai atormentam-no até hoje e foram decisivos para moldar seu caráter e sua motivação.
O Demolidor faz uma aliança com Ben Urich para expor o Rei do Crime, mas o plano não dá certo, como dá para se ver na cena final.
– Melvin Potter, o futuro Gladiador, aparece bem rapidamente.
– O pai de Wilson Fisk trabalha para uma pessoa chamada Rigoletto. Nos quadrinhos, Rigoletto é o mafioso que recruta Wilson Fisk ainda jovem para seus trabalhos inescrupulosos.
Nesse episódio, nada do Demolidor lutar contra ninguém, e nem foi preciso. O enfoque em Wilson Fisk foi mais do que o necessário. Inclusive achei interessante o paralelo entre o passado de Murdock e o passado de Fisk – os dois, no presente, são reflexos perfeitos de tudo que vivenciaram em suas infâncias. Méritos de um roteiro
cuidadosamente pensado.
Episódio 9
Matt, Foggy e Karen estão tentando incriminar Fisk tentando descobrir algo ilícito no seu plano de reconstrução de Hell’s Kitchen. Wilson Fisk agora é uma personalidade pública como um benfeitor.
O que faltou de lutas no episódio anterior, sobrou nesse. Primeiro, o Demolidor encara Nobu (que me pareceu ser um representante do Tentáculo, inclusive ele até reconheceu que o Demolidor foi treinado por Stick) num confronto mortal. E, logo em seguida, o Homem Sem Medo enfrenta o Rei do Crime e logicamente apanha muito.
A cena final entre Foggy e o Demolidor deixa um grande suspense para o próximo.
– Durante a busca do Demolidor pelo rei do Crime, tive a impressão de ver cartas com o símbolo que lembra os guerreiros de K’un Lun (referência ao Punho de Ferro?).
– Há um bom tempo dedicado para Matt e o padre Lanthom sobre os conflitos morais que o jovem advogado cego está passando. Inclusive, o nome do padre não me era estranho, e quando dei uma pesquisada, me certifiquei que é o mesmo nome do padre que ajuda a dupla Manto e Adaga – um belo easter egg!
Um episódio que alternou momentos de reflexão moral e um final de tirar o fôlego.
A temporada se aproxima do fim e o clímax de toda essa trama já começa a tomar forma. Estou cada vez mais convencido que os heróis urbanos da Marvel podem ser dar muito bem em seriados com esse tom (vide Justiceiro, Cavaleiro da Lua, Shang-Chi…).
Episódio 10
Depois de descobrir a identidade secreta do Demolidor, o episódio foca na relação entre Nelson e Murdock, com vários flashbacks mostrando o passado deles, desde o primeiro dia em que se conheceram na faculdade. Enquanto isso, Ben precisa decidir se continua com suas investigações sobre o Rei do Crime e, juntamente com Karen, conhece a mãe de Fisk. Por fim, numa festa beneficente promovida por Fisk, seus convidados são envenenados, incluindo Vanessa.
– Elektra é mencionada como a “garota que fala grego” na época em que Matt e Foggy estavam na faculdade, o que nos remete diretamente as histórias de Frank Miller e deixa o caminho aberto para uma possível participação da mercenária escarlate.
Um episódio bastante emotivo, onde os dois protagonistas trabalham muito bem, mostrando uma grande interação e entrosamento entre eles. Durante uma conversa sincera e aberta, a motivação do Demolidor foi posta em xeque quando Foggy diz que o vigilante mascarado não faz o que faz porque precisa, mas porque gosta. Muitas perguntas ficam acabam surgindo – a parceria entre os jovens advogados acabou, o que vai acontecer com Vanessa, quem foi o responsável pelo envenenamento, Ben e Karen conseguirão descobrir o que Fisk fez no passado com seu pai?
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Episódio 11
Desapontado com seu melhor amigo, Foggy resolve se afastar do escritório de advocacia. A Enfermeira Noturna aparece novamente, e dessa vez, fica claro o papel que ela pode desempenhar daqui pra frente – ajudar quando necessário, mas sem se envolver emocionalmente – o que é parecido com as HQs da fase do Bendis.
O Demolidor volta à ativa enquanto ainda se recupera de seus ferimentos, e acaba enfrentando Melvin Potter. Depois do confronto, Matt descobre o motivo de Melvin estar ajudando Fisk, e que envolve a Betsy (talvez a mesma que ajuda Potter nas HQs) criando coletes impermeáveis para ele. Vanessa está em coma no hospital e Wesley descobre que Karen e Urich foram visitar a mãe de Fisk na casa de repouso. Sem o Rei do Crime saber, Wesley rapta Karen para persuadi-la a desistir das investigações.
– Tivemos o primeiro confronto entre o Demolidor e o Gladiador, e Melvin já mostra ser uma pessoa instável e esquizofrênica, mas que pode se tornar um aliado, principalmente em preparar um uniforme para o Demolidor.
– Durante uma conversa com o padre Lanthom, ele usa a expressão “fall from grace”, citando as consequências de certos atos. Fall From Grace também é um dos poucos bons arcos de histórias do Demolidor na década de 90.
– Enquanto Vanessa está deitada em coma na cama do hospital, Fisk começa a “falar”com ela. Essa cena lembra a mesma que aparece na Graphic Novel – Demolidor: Amor e Guerra (também escrito por Frank Miller, diga-se de passagem).
A essa altura, ficam faltando apenas dois episódios, e o mistério de quem tentou matar Fisk durante a festa beneficente ainda permanece. No final, um importante personagem morre, e Karen dá a entender que esconde algo de ruim em seu passado.
Episódio 12
Matt, Foggy e Karen partem para suas investidas finais em suas investigações sobre o Rei do Crime, mas trabalhando de forma separada e independente, sem que nenhum saiba o que o outro está fazendo. O Demolidor descobre o esconderijo do tráfico de drogas da Madame Gao a efetua um ataque definitivo. Ficamos sabendo quem tramou o envenenamento durante a festa beneficente do Fisk, vitimando Vanessa, que inclusive, nesse episódio, recobra a consciência. No final do episódio, mais uma morte de um personagem importantíssimo.
– Nesse episódio, ao perseguir um carro, Matt vai pulando de prédio em prédio. Isso remete aos tempos da fase do Frank Miller, onde ele, frequentemente desenhava o Demolidor se locomovendo por Hell’s Kitchen fazendo suas acrobacias nos topos dos
prédios.
– O símbolo do pacote da heroína que Madame Gao trafica é muito parecido com o símbolo de um inimigo mortal do Punho de Ferro. Inclusive, a Madame Gao acerta o Demolidor com um golpe muito parecido com a patada do Punho de Ferro. E quando ela diz ao Owsley que está deixando a cidade para voltar ao seu lar, ela menciona um lugar muito além da China – certamente deve se tratar de Kun’ Lun, e a possibilidade da madame aparecer na série do Punho de Ferro é muito grande.
A série vai chegando em seus momentos decisivos e infelizmente, o personagem morto pelo Fisk foi totalmente inesperado e, para mim, precipitado, pois se trata de um personagem importante para a mitologia do Demolidor e até mesmo para o universo Marvel em si, tendo participações nas histórias do Homem-Aranha e até em Guerra Civil nas HQs.
Episódio 13
Finalmente o clímax de uma trama que foi bem amarrada desde o começo. No fim das contas, Wilson Fisk consegue ser indiciado e preso por ter sido denunciado por um dos policiais corruptos que estava escondido. No caminho para a prisão, o Rei do Crime consegue escapar, mas é detido pelo Demolidor, já trajando seu uniforme confeccionado por Melvin Potter, numa luta violenta e decisiva. Não somente Fisk, mas vários de seus “empregados” também foram presos, incluindo policiais, o senador Cherryl e até mesmo a jornalista que denunciou Urich.
– A cena final com o desenho do Alex Maleev estampado no jornal, foi uma bela homenagem.
Considerações finais
E assim, termina uma série que deve ser vista mais de uma vez. Como eu disse antes, tive a impressão de estar lendo um arco de treze capítulos, pois se parecia com uma HQ escrita pelo Bendis, com influências do Miller.
Vi algumas comparações da série com o filme de 2003, com Ben Afleck, simplesmente acabando com o filme. Particularmente, não acho justo fazer uma comparação dessas por vários motivos – O tempo de duração para desenvolver a trama e os personagens de uma série é bem maior do que num filme. Não estou dizendo que não dá para fazer um bom filme só por causa do tempo mais limitado, mas comparar com uma série é simplesmente irrealista; Além disso, de 2003 pra cá muita coisa mudou e evoluiu. Não estou dizendo também que o filme foi a melhor coisa do mundo, apenas acho que não dá para fazer uma comparação com a série.
Disto isso, parabéns para a Marvel/Netflix por terem criado uma boa história do Demolidor, com muitas referências que os fãs das HQs irão se relacionar e com certeza irão gostar.
A evolução do personagem Matt Murdock também foi um ponto alto da série, mostrando que, em determinado momento, ele começa a se desesperar porque vê que
somente a lei não é suficiente para fazer justiça, e, ao mesmo tempo, começa a viver um dilema moral entre matar ou não. Esse desgaste psicológico foi introduzido e bem trabalhado por Frank Miller nos quadrinhos.
Com relação ao uniforme, quando vi as fotos, achei um pouco estranho. Mas, no decorrer do episódio, dentro de um contexto e no ritmo em que a cena estava sendo apresentada, até que não me incomodou. Mas, acredito que irão fazer algumas mudanças e melhorias para a segunda temporada. Na verdade, a morte prematura do Ben Urich me incomodou muito mais, pois achei um desperdício de um personagem que poderia ser mais utilizado.
No geral, fiquei muito satisfeito com o resultado e mais otimista com a próxima – Jessica Jones.
Espero que também tenham gostado!
Por Roger

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