Planeta Comenta DC no Multiverso: Injustiça – Deuses Entre Nós (Editora Panini)

Li Injustiça: Deuses Entre Nós, encadernado capa cartão, lombada quadrada, papel LWC, 196 páginas, R$ 22,90, que reúne as edições #1-6 da revista Injustice: Gods Among Us.

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Sinopse: 

Superman sempre foi, sem dúvida alguma, o maior herói da Terra. No entanto, quando se vê incapaz de salvar aquilo que considera mais precioso em sua vida, ele decide parar de tentar salvar o mundo… e começar a governá-lo! Impondo a paz no planeta por qualquer meio necessário, o Último Filho de Krypton agora só pode ser detido por um homem: o Batman! Tão cheio de ação quanto ogame que o inspirou, esse encadernado escrito pelo roteirista Tom Taylor (Terra 2) conta a história de um mundo à beira da insanidade e de seus campeões superpoderosos, lutando uma batalha por vez para tentar repará-lo!

Opinião: 

Edição #1: O mundo parece estar sob o domínio ditatorial e Batman reflete sobre os acontecimentos que antecederam essa situação, que teve início há cinco anos. Superman acorda num belo dia e descobre que sua esposa Lois está grávida. Ela recebe um telefonema para testemunhar um caso de corrupção nas docas de Metrópolis e descobre que se trata de uma armadilha do Coringa. Enquanto isso, Superman se encontra com o Batman para contar a novidade, mas o morcego já diz saber sobre a gravidez pelos sinais corporais que ele observou do homem de aço – pupilas dilatadas, sorriso idiota, etc. Quando Clark convida Bruce para ser padrinho, fica bem claro que existe uma profunda e respeitosa relação de amizade entre os dois. Jimmy é assassinado pelo Coringa que está acompanhado da Arlequina e surpreende Lois.

Ao saber da morte de Jimmy e do sumiço de Lois, Superman pede ajuda à Batman, que por sua vez, convoca a Liga da Justiça – Mulher-Maravilha, Flash, Arqueiro Verde e Cyborg respondem ao chamado. Diana consegue a informação muito fácil, mas é o suficiente para levar Superman a descobrir que o Coringa, Arlequina e Lois estão dentro de um submarino. É claro que tudo não passa de uma armadilha. Coringa atinge Superman com o gás do medo do Espantalho fazendo-o pensar estar vendo novamente a ameaça de Apocalipse.

Quando tentam fugir, Coringa e Arlequina são surpreendidos pelo Lanterna Verde e pela Mulher-Maravilha. Batman e Flash chegam logo em seguida. Quando descobre o verdadeiro plano do Coringa, Batman tenta alertar o Superman, mas é tarde demais. Clark carrega Lois para o espaço, pensando se tratar do Apocalipse. Assim que o coração dela para, aciona uma ogiva nuclear que explode em Metrópolis.

Muitas mortes numa única edição mostrando um Coringa no ápice de sua perversidade, além de mostrar a vulnerabilidade dos heróis quando se trata de seus familiares. Outro ponto que me chamou a atenção foi quando Batman diz à Diana que usar o laço da verdade no Coringa não iria adiantar numa mente tão doentia, mostrando a verdadeira essência do vilão psicótico. Começo arrasador e promissor.

Edição #2: Depois da chacina, Batman prende o Coringa em uma prisão de Gotham onde passa a interrogá-lo. Nessa conversa, Batman tenta descobrir o motivo do Coringa ter atacado o Superman, já que seu maior inimigo sempre foi o homem morcego. Superman parte em busca do Coringa. O Lanterna Verde tenta acalmar o Homem de Aço, mas em vão. Quando Superman finalmente encontra o Coringa, ele o mata a sangue frio. O Coringa indaga Batman sobre como o Superman – um deus se passando por homens – reagiria ao perder tudo que ama, assim como aconteceu com Bruce. A resposta foi bem clara.

Ao saber da execução de seu amado, Arlequina procura fugir e se dirige até a prisão onde o Coringa estava. Antes disso, o Arqueiro Verde a prende e leva para seu esconderijo, onde ela poderia estar a salvo da vingança do Superman. Em seu esconderijo, há um momento inusitado entre o Arqueiro e Arlequina numa conversa pra lá de anormal. Após matar o Coringa, Superman está na Fortaleza da Solidão ouvindo os noticiários sobre a destruição de Metrópolis, e está inconformado. Ao ouvir notícias de que o presidente de Bialya estava oprimindo o povo, Superman decide que é hora de acabar com todas as formas de injustiça. Ele voa até Bialya, captura o presidente e leva-o até a ONU. Numa transmissão mundial, Superman pede desculpas por falhar para com o povo, revela sua identidade de Clark Kent e dá um ultimato para que as hostilidades de qualquer forma contra qualquer inocente cessem imediatamente.

Estamos diante de um dilema interessante. Como reagiria um ser super poderoso, alienígena, quase um deus, quando perde tudo que ama? Vejamos como a trama vai se desenrolar.

Edição #3: Superman continua sua cruzada para acabar com toda forma de armamentos, e o exército dos EUA não estão nada satisfeitos com isso.

Por isso, eles “contratam” o Mestre dos Espelhos, que, junto com um esquadrão de ataque, invade a fazenda dos Kent e rapta Jonathan e Martha, e logo em seguida incendeia a casa para atrair a atenção do Homem de Aço.

Assim que o Superman percebe o que está acontecendo em Smallville e se dirige até a casa de seus pais, ele recebe a mensagem para parar o que está fazendo, caso contrário seus pais serão torturados e mortos.

Ao saber do sequestro dos Kent, a Mulher-Maravilha convoca a Liga da Justiça e pede ajuda para encontrá-los, tendo como principal suspeito o Mestre dos Espelhos. Por conta disso, Flash e outros heróis partem em busca do vilão, atacando a Galeria de Vilões de Central City. Finalmente o Mestre dos Espelhos é capturado, diz onde estão os sequestrados e Superman parte para o resgate. Na Sala Branca, Batman confronta com o presidente dos EUA ao descobrir que ele estava por trás desse ato condenável.

O Qurac ignora o cessar fogo imposto pelo Superman, então ele e a Mulher-Maravilha invadem o país para acabar com o bombardeio. Com Lois morta, Ares teme uma união entre Superman e Mulher-Maravilha, afinal ele conhece muito bem a natureza quase que descontrolada e impensada da amazona, uma guerreira nata.

Essa edição continua a mostrar as consequências da destruição de Metrópolis e como isso pode estar aos poucos, revelando o verdadeiro âmago de alguns heróis, como o próprio Superman e a Mulher-Maravilha.

Edição #4: Superman vai até a batcaverna indagar porque Batman não o ajudou no resgate de seus pais Jonathan e Martha. Batman diz que está preocupado com o que está acontecendo, e Superman justifica o assassinato do Coringa para que milhares fossem salvos. Nessa hora Bruce diz o que pensar – ele diz que sempre começa com uma morte, e depois as pessoas começam a justificar as outras, e isso se torna um ciclo interminável de matança. Nessa hora, vemos Aquaman atacar um barco de pesca japonês que tinha acabado de matar uma baleia. Mulher-Maravilha, Mulher-Gavião, Hal e Shazam vão até o local para tentar impedir que algo de pior aconteça. Um dos guerreiros atlantes ataca Diana e a confusão começa. A batalha entre a Liga da Justiça e Aquaman está instalada e a situação pode piorar quando Aquaman convoca uma criatura gigante que todos pensavam ser apenas uma lenda – o kraken. Na batcaverna, Clark e Bruce tem uma conversa franca, sem rodeios sobre as motivações de cada um, mas, no final das contas embora o respeito continue existindo, Bruce não acha certo apoiar o Superman em sua cruzada de paz.

Superman se dirige ao local para ajudar a Liga, mas Aquaman não desiste tão fácil. Ele convoca seu vasto exército para tomar todas as cidades que fazem fronteira com o mar, e ordena que a Liga se afaste de seus domínios marítimos. Inconformado, Superman declara guerra à Atlântida. Ele, Shazam, Hal e Diana removem a cidade de Arthur e a leva até deserto, e lá permanecerá até que Aquaman ordene a retirada de suas tropas. Sem saída, é isso que o Rei de Atlântida faz. No final da edição, há um forte indício de que a Mulher-Maravilha não está somente ao lado do Superman para apoiá-lo, mas parece pretender algo mais.

Uma edição focada nas diferenças de filosofia e pontos de vista entre seus principais heróis, com debates acalorados. Aquaman diz algo à Superman que merece atenção: “Se você deseja governar o mundo da superfície”, na qual Clark responde: “Eu não quero governar, apenas proteger”. Esse diálogo me fez ver que uma pessoa de fora, no caso o Aquaman, consegue ver o que o Superman não vê – suas motivações de proteger o planeta estão incoerentes com suas palavras e principalmente com suas ações.

Edição #5: Superman, Mulher-Maravilha e Flash estão na Austrália para dispersar uma multidão que protestava contra suas ações autoritárias. Clark e Diana enfrentam um jovem herói local chamado Galaxor e derrotam-no deixando o jovem aleijado. Batman pede ao Atônito Flash que se dirija a um laboratório de pesquisas genéticas e lá, ele descobre que o herói australiano espelhou-se no velocista escarlate para se voluntariar ao programa de pesquisas e se tornar um herói local. Abatido, Flash apenas foge do local e corre sem parar.

Superman vai á Gotham para dar um ultimato aos vilões que estão no Arkham. Ele deixa isso bem claro em rede nacional após deter o Duas-Caras. Batman percebe os planos de Clark e junto com Dick vão até o Arkham para deter a Liga. Lá, ele tem uma desagradável surpresa – seu filho Damian está do lado do Supeman. O plano do Superman é levar os insanos prisioneiros a uma instalação secreta onde não serão mais um perigo às pessoas. Enquanto uma discussão acirrada acontece entre os heróis, Oliver e Arlequina chegam ao asilo. Harley consegue tomar a sala de controles do Arkham e liberta os detentos (pacientes), e isso inclui Solomon Grundy que captura Damian e desaparece em sua cela.

Flash foi muito afetado no acontecimento na Austrália, mas mesmo assim, parece não ter forças suficientes para deixar de apoiar a cruzada do Superman. Não foi surpresa ver Damian contra seu pai nessa questão de acabar de vez com as ameaças que assombram a humanidade, a meu ver, já faz parte do condicionamento que ele teve desde que nasceu. Achei interessante também a citação de Szazz sobre suas cicatrizes que significam cada vida que ele tirou, mencionando que agora, Superman também tem a sua, embora ele não mencione quem. Estaria ele se referindo ao Coringa? Lois Lane e seu filho que iria nascer? As várias vidas perdidas em Metrópolis? Ou a sua própria vida e seus valores quando ele teve um colapso nervoso? Algo para se pensar.

Edição #6: Superman e Batman conseguem libertar Damian das mãos de Grundy, e os outros heróis tentam conter a fuga dos detentos loucos do Arkham. Durante a batalha, Dick e Damian discutem sobre suas diferenças no modo de encarar como os vilões devem ser tratados. Infelizmente, durante essa discussão, acidentalmente Damian acaba matando Dick. Uma das melhores partes dessa trama até agora foi com a participação da Mulher-Gato. Ela consegue sentir os efeitos que as ações do Superman estão provocando no cotidiano das pessoas. Ao tentar assaltar o cofre de um magnata corporativo sem escrúpulos, ela confronta com o Superman, mas na verdade o que Clark queria era que ela ajudasse Bruce a lidar com a morte de Dick. Segue-se um dos mais significativos diálogos que li até agora nessa série quando Selyna mostra para o Superman que, o que ele está tentando fazer não é ruim, mas ele precisa prestar atenção nas raízes do mal quando diz: “Se você está punindo os maus, não se esqueçam de quem fez isso com eles”. Depois, ela vai à mansão Wayne para confortar Alfred e Bruce, num dos momentos mais sublimes das HQs. Confesso que fiquei surpreso. Ao ler as cenas dela com Alfred e depois com Bruce, é difícil de não se emocionar.

O presidente dos EUA não vê alternativa e pede ajuda ao Batman para parar Superman e a Liga da Justiça de continuar com sua “ditadura” disfarçada em heroísmo altruísta. Batman e Mulher-Gato concordam, mas conseguem fazer o presidente entender que ele também precisa se esforçar em prover melhorias à sociedade. No final, o homem morcego reúne um time composto por Caçador de Marte, Caçadora, Canário Negro, Capitão Átomo, Aquaman, Batwoman. Arqueiro Verde também está presente, mas como não poderia ser diferente, ele diz que ainda não sabe se irá apoiar o Batman, primeiro ele quer ouvir para depois tomar uma decisão – esse é o Oliver que eu conheço.

Foi a melhor edição que li até agora, sem dúvida. Não somente pela história focada na Mulher-Gato, mas também pela conversa do presidente dos EUA com Batman e Mulher-Gato. Ele mostra várias ações do Superman e seus aliados na busca pela paz, e numa delas, mostra Superman dando um prazo de três dias para que a Palestina e Israel cessem seus conflitos e façam as pazes. Ao ler esse quadro, pude pessoalmente perceber o absurdo que o Homem de Aço está fazendo, pois não se pode fazer esse tipo de exigência em tão pouco tempo, com tantas questões mais profundas e complicadas a serem resolvidas. Incrível que, logo em seguida, Batman dá a mesma justificativa! Excelente edição para reler várias vezes. Acredito que aqui, estabeleceu-se um ponto de definição nessa série.

Por Roger

 

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