Koe no Katachi (Mangá) – Review

Aproveitando o embalo de um dos novos lançamentos da Editora New Pop para esse mês de abril, eu resolvi fazer a Review de Koe no Katachi. Eu li esse mangá ano passado e posso afirmar que valeu cada página.

Mangaká: Yoshitoki Ōima
Volumes: 7
Genero: Shonen, Drama
Tipo: Mangá
Ano: 2013
Editora: Kodansha
Serializado em: Weekly Shōnen Magazine

Koe no Katachi é uma obra que começou como um one-shot extremamente elogiado em 2011, na Bessatsu Shounen Magazine. Em agosto de 2013, o departamento editorial acabou convertendo a história em uma série regular na revista semanal e que conseguiu excelentes números. A série foi finalizada com 7 volumes completos divididos em 62 capítulos. Koe no Katachi ainda ganhou uma adaptação em filme pelas mãos do estúdio Kyoto Animation lançado no Japão em 17 de setembro de 2016.

Sinopse: Koe no Katachi tem como protagonista Shoya Ishida, um garoto comum, e Shoko Ishida, uma nova estudante de seu colégio que é surda, algo totalmente inédito para todos na sala de aula. Shoya é um daqueles garotos que gosta de atrair a atenção para si e quer apenas se divertir, com isso acaba se aproveitando da surdez de Shoko para começar a praticar bullying com a garota. Porém, um dia o “feitiço vira contra o feiticeiro” e Shoya acaba se tornando o alvo do bullying de seus amigos por causa das suas brincadeiras que fugiram do limite com a garota. Ela se muda de escola e Shoya convive até sua adolescência com o peso de ter feito algo tão infeliz em sua infância. Porém ao chegar no colegial, os dois se reencontram. Será a chance da redenção?

Eu não escondo de ninguém que sou uma grande chorona. Choro lendo mangá, vendo filme, qualquer coisa. Mas até você que não é de chorar, não vai conseguir segurar pelo menos uma lágrima lendo esse Mangá.

Como já deu para perceber pela sinopse, o mangá fala sobre o Bullying e ele te passa claramente o porquê dele acontecer.  Em um primeiro momento ele foca no que acontece com a Shouko, o fato de ela sofrer essa situação por ser deficiente, mas é impressionante como em poucas páginas ele conseguiu abranger o bullying de forma tão ampla ou seja pessoas sem deficiência também sofrem. O mangá te faz perceber que nem sempre você precisa ser “diferente” pra não ser aceito.

Depois de Sentir na pele o que Shouko sofreu, Shoya começa a refletir sobre seus atos. Então cada vez mais vemos um amadurecimento do personagem que arrependido, busca sua redenção. Ele tenta fazer com que Shouko o perdoe pelos seus atos e logo depois os dois se aproximam cada vez mais e se tornam grandes amigos. É lindo como o mangá trata o fato da compreensão e aceitação do próximo e suas diferenças.  Os personagens secundários também são muito importantes para a trama do mangá cada um com sua personalidade e sentimento, que ajuda a obra a caminhar ainda melhor. Pra mim o único erro do mangá foi o final. Achei que ele deveria ter sido um pouco melhor desenvolvido, o que não interfere em nada na conclusão sobre a obra.

REVER GERAL
Nota
9,7

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