Review | The Unwritten Rule by Elizabeth Scott

Sarah e Brianna sempre foram amigas, e ela sempre foi assim: caras falam com Sarah, a fim de se aproximar de Brianna. Assim, mesmo quando Sarah conheceu Ryan primeiro, ela não está surpresa que ele acaba com Brianna (mesmo que Sarah tenha uma paixão enorme por ele). Os três saem, e a amizade de Sarah com Ryan cresce até que uma noite uma troca inocente os leva a um momento que faz Sarah percebeu que Ryan pode estar interessado nela, afinal. Mas se há uma regra não escrita, é esta: você não mexer com o namorado de uma amiga. Então, Sarah tenta resistir à tentação. Mas com os três estando juntos mais e mais, a tensão aumenta entre Sarah e Ryan, e quando se encontram sozinhos em um ponto, eles percebem que apenas não pode mais lutar com o  que sentem…

Será que você conhece a “Regra Não Escrita”?? Aquela que vem acima de qualquer coisa entre amigas?? VOCÊ NÃO PODE GOSTAR DO NAMORADO DA SUA MELHOR AMIGA. Pois Sarah sabia, afinal tem uma queda por Ryan há anos, é aquele tipo de carinha que é esperto, compreensivo, fácil de falar, e é o que toda garota espera de um garoto, e se viu conquistada.
E quando ela começa a perceber que ele está prestando uma atenção extra nela, é que tudo fica pior, pois esperava essa atenção quando ele não namorava Brianna, sua melhor amiga. E agora?
E mais uma vez Elizabeth mostra pra que veio, e me surpreendeu completamente. Comecei a leitura bem devagar como sempre faço com os livros dela, apenas conhecendo os personagens, mas chegou um momento que ir lentamente não deu. Fui consumida por toda a tensão e as dúvidas de Sarah.
Ela é mesmo uma boa menina, educada e uma boa amiga. Ao se ver enroscada numa teia ao notar que Ryan está dando a atenção que sempre quis, e não é porque ela é só legal, tem algo a mais ali… Passamos a notar as inseguranças em perder sua amiga se ela descobri o que está rolando. E o leitor consegue perceber que se esforça em esquivar-se e converse-se de que não é o que está vendo e que não gosta tanto assim dele como Brianna. Seu remorso é palpável e triste por não querer magoar quem sempre esteve ao seu lado.

“Eu não quero jogar ‘e se’ como eu já estou jogando na maior parte do tempo. Eu quero ser feliz por Brianna e nada mais.”

A amiga linda, que faz os garotos babar e estar atrás dela sempre. Essa é a Brianna; o oposto da Sarah, com suas roupas normais e seu All Star customizado. Quero apenas saber se uma amiga pode ser tão má e cruel como Brianna, porque definitivamente ela me irritou. Ela tem o que, a síndrome de Asperger? Ahhh pará! Mas aí você é levada a pensar em como as coisas são na sua casa, será que é justificável?
A relação linda que Sarah tem com seus pais é uma coisa linda de ser ver. Totalmente amorzinho, pais que se amam muito e que se completam e são cúmplices diante de dificuldades ou não. E vemos o oposto disso no relacionamento conturbado que Brianna tem como seu pai que não quer vê-la e na mãe que não lhe dá atenção, e todo o sofrimento dela por isso.
O que dizer do Ryan? Não sei bem. Fofo mas pouco falante. Acho que foi isso que me incomodou mais, até porque acho que a comunicação é essencial em tudo.
Só teve algo que não gostei. Aos meus olhos sempre parecia que a autora deixava escapar ou deixava de lado a complementação de um diálogo que poderia ser essencial, ou até torná-lo mais bonito se desse mais atenção a ele. Mas ela apenas dava um fim a ele, deixando o leitor decidir ou imaginar o que quisesse, o que foi ruim para mim. A leitura não foi cansativa ou chata, mas achei que poderia ter sido melhor trabalhada dando ao leitor uma visão melhor da coisa toda
O livro também deixou uma super lição para mim: escolher melhor minhas amizades. Porque a insistência de algo que não dá certo só nos machuca. Como a Sra Kathy diz: “Algumas vezes temos que deixar que a pessoa se vá”, afinal na amizade, no amor, e em tudo que exige uma segunda pessoa, é uma via de mão dupla. É necessário condescendência, respeito, perdão, cumplicidade, afeto, e tudo que for contrário a isso fica de fora.  

“Vou para casa, pensando sobre o que aconteceu, sobre como eu estou triste, e como eu não queria ter visto a infelicidade de Brianna. Nossa amizade foi real, mas foi construída na minha necessidade por ela, na minha crença de que ela que me fazia ser alguém, e eu não posso mais ser essa garota. Eu não quero mais ser essa garota.”

“Todas as coisas que eu pensava sobre o amor são reais. Ele é belo e terrível, e não torna as coisas perfeitas. Ele termina coisas e trás novos começos.”

Super recomendo, e que venha mais Elizabeth Scott!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here