Review | Coffeehouse Angel de Suzanne Selfors

Título: Coffeehouse Angel Autora: Suzanne SelforsEditora: Walker ChildrensAno: 2009 Número de Páginas: 276 Classificação: 5/5

“Quando Katrina vê um cara desabrigado dormindo no beco atrás da cafeteria de sua avó, ela decide dar-lhe uma xícara de café, um saco de chocolate com grãos de café e alguns doces para vencer suas dificuldades. Mal sabe ela que esse ato de bondade aleatória está prestes a virar sua vida de cabeça para baixo. Porque este vagabundo adorável, Malcolm, é realmente um anjo da guarda em busca entre as missões. E ele não vai ir embora até que ele pode recompensar a abnegação do Katrina, cumprindo o seu desejo mais profundo. Agora, só ela pode decidir o que vai ser…”

Não sei bem há quanto tempo tenho esse ebook guardado, e quando o peguei demorei cerca de um mês para concluí-lo, e sem contar que faz anos que o tenho… A única coisa que sinto hoje é não ter lido antes.
A mensagem que esse livro contém é muito especial e não deve ser desperdiçado. Apesar dessa coisa toda de anjo já está dando nos nervos e não me agradar mais nem um pouco, Malcolm vai fazer você querer ter um anjo da guarda assim… super do bem!
Katrina vive em Nordby com sua avó que é dona de uma cafeteria chamada “Mundo Escandinavo da Anna”. Ao estar numa manhã normal de trabalho, fora a chuva copiosa que caia lá fora, Katrina vê um homem sem-teto dormindo no beco atrás da cafeteria, então decide lhe deixar uma xícara de café, um saco de chocolate com grãos de café e alguns bolos ao seu lado.
De acordo com pessoas normais, esse ato tem por nome “Boa Ação”, coisa que poucas pessoas fazem hoje… Este adorável vagabundo, Malcolm, é realmente um anjo da guarda, em um descanso entre missões. E ele não pode seguir “viagem” sem recompensar Katrina por seu interesse, lhe concedendo seu desejo mais profundo.

“- Oh. Você quer dizer que quer me recompensar? Você não precisa me pagar.
– Pagar você? Eu temo que não tenha nenhuma moeda. – ele sorri. – Estou aqui para lhe dar o que você mais deseja”.

Okay. Alerta: estranho.

Com 16 anos, realmente concordo que Katrina deveria ser recompensada. Ela é muito boazinha. Vive obedientemente com a vó, que cuida e preza. Ajuda num lar para idosos. Tem uma vida calma, sem muita agitação. Tem amigos muito saudável (tá exagerei, tem a louca da Elizabeth). No geral, é sim, mas só se formos excluir o ódio mortal que ela sente por Heidi Harling, a patricinha que está por todos os cantos da escola. E o Java Heaven, que é o café que o pai da Heidi é dono.
Seus amigos, Vicent e Elizabeth, tem um papel importantíssimo na sua vida. Vicent é o amigo para todas as horas, parte da equipe de natação – o que me deixou horas imaginando o cabelo dele molhado após os treinos, pq a Katrina fala muito nisso e eu sou louca por cabelos lisos que caem no rosto, especialmente se forem cabelos masculinos rs. Não tem como não gostar dele… #interesseira
Já Elizabeth é aquela amiga crazy, que te faz dar altas gargalhadas com seus pensamentos mais loucos. Não deixa passar uma sequer, fala mesmo… e vê-la apaixonada é muito cômico.

“- Face está sentado ali.Elizabeth me informa. Ela sempre sabia exatamente onde Face estava sentado. Você pensaria que ela tem um GPS no traseiro dele ou coisa assim.– Face é tãoooooo fofo”.

Ela diz isso pelo menos quatro vezes ao dia. Face era o codinome que ela dava para David Cord. Ela não quer que ninguém saiba que ela tem uma paixão  assassina por ele.”
Uma coisa interessante na Katrina é a lealdade que ela sente pelo amigos, e como gosta de ver a mesma coisa da parte deles. Mesmo que às vezes ela faça umas regras muito doidas guiada apenas pelo ciúme, mas vale a pena conferir o que digo.
Outro aspecto da vida de Katrina que não gostei é que ela inveja os amigos. Não aquela inveja louca, mas por às vezes não saber o que quer e ver seus amigos indo por caminhos certos, compadece de si mesma, nunca vendo nada de bom nela. Não gostei disso! Eu me sinto assim às vezes, mas é muito estranho ver outro se lastimando, reclamando, se sentindo uma fracassada. O fato dela ser muito dependente de outros e nem um pouco autosuficiente me deixou muito desanimada, mas aí fiquei pensando em como ela é adolescente, e tentei desculpá-la por essa “falha” de personalidade. Quem sabe quando amadurecer e tiver mais confiança!

“Eu tinha uma vida. Estava caindo aos pedaços, mas era minha.”

Malcolm não é o anjo que vemos nos livros por aí, e nem aquela figura loira de cabelos enrolados. Ele tem cabelos longos (eca!) e usa um Kilt (saia escocesa) com botas. Gostou? Não há nada de extraordinário nele, além de ter um perfume bom e passar tranquilidade para aqueles que estão ao seu redor. Ele é ele mesmo. Sem floreios e ponto final.

“Felicidade é mais doce quando é compartilhada. Vincent tinha sido sempre uma parte de minhas memórias mais felizes. Quanto de nós precisávamos ser lembrados que a vida não tem nada a ver com tentar ser tão bom quanto alguém, ou tentar se encaixar em alguma categoria, ou preencher os espaços em branco em alguma lista estúpida. Isso não tem nada a ver com se punir por erros passados.  Você pode se acostumar com qualquer coisa, se você colocar sua mente nisso!”

“Ela se mantivesse uma mulher de poucas palavras, as palavras que ela escolhia eram dignas de um lugar neste mundo.”

“Coffeehouse Angel” me ensinou que não sou uma fracassada, a não ser que eu queira ser; não se perder nada se você não luta por seus objetivos. Que sempre vou precisar de amigos na minha vida, e que a quantidade de amigos não é o segredo mas sim a qualidade. Perdão é para os fortes, e para aqueles que não vê a extensão de uma estrada mas sim como percorrê-la sem machucar ninguém.
Uma vez conversando com uma amiga falávamos sobre como os livros chegam até nós. Explicava a ela que meu relacionamento com os livros era muito estranho. Porque quando vejo um livro e gosto, vou no encalço dele. É como se fosse uma atração, e eu simplesmente os persigo tendo a única certeza de que vou gostar.
Lembro do trecho que me fez amar “Coffeehouse Angel” e perceber que ele tinha ido parar nas minhas mãos no momento certo. E foi mesmo, e no final deu tudo certo! E espero que você leitor e amigo, consiga ver a linda mensagem que Suzanne Selfors deixou nessas páginas!

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