Review | Sete Minutos Depois da Meia Noite, de Patrick Ness

Sete Minutos Depois da Meia Noite já tinha sido lançado no Brasil com a tradução literal do nome americano, O Chamado do Monstro. Em 2016, devido ao lançamento do filme, o livro foi relançado pela Editora Novo Conceito assumindo o mesmo titulo escolhido para o filme no Brasil.

É um livro curto, quase como uma fábula, mas muito bonito.

“Você não escreve sua vida com palavras, você escreve com ações. Não importa o que você pensa. Só importa o que você faz.”

Certa noite Conor ouve um barulho e ao olhar pela janela vê que uma grande árvore que sempre esteve por ali virou um monstro e está em sua janela. Sua vida está difícil. Bullying na escola, seu pai montou uma nova família do outro lado do oceano, sua avó pega no seu pé e é louca por organização e o pior de tudo: Sua mãe está morrendo.

Qualquer criança sentiria medo daquele monstro, mas Conor já viu coisas piores naquele pesadelo que o acorda toda noite.

“— O que você quer de mim? — perguntou Conor.
O monstro colocou o rosto contra a janela.
— Não se trata do que quero de você, Conor O’Malley — disse. — É o que você quer de mim.”

O monstro insiste que eles precisam conversar e informa que vai lhe contar 3 historias, e que depois será a vez de Conor contar a 4ª estória, que nada mais é do que a verdade ou o segredo que Conor esconde.

“Sua mente vai acreditar em mentiras agradáveis e ao mesmo tempo vai reconhecer as verdades dolorosas que tornam essas mentiras necessárias. E sua mente vai puni-lo por acreditar nas duas coisas.”

Porém Conor não consegue entender as estórias contadas pelo monstro, pois normalmente elas vão contra as suas crenças, pois os vilões sempre se dão bem.

E é ai que o livro nos traz uma bela mensagem. Em tempos de internet, onde o ser humano passou a saber sobre tudo e ser um ótimo juiz da vida alheia, o Monstro mostra a Conor que o maniqueísmo de nossa sociedade binaria não se adapta ao ser humano. Não existe ninguém 100% bom nem 100% ruim. Todos temos acertos e falhas.

“— Nem sempre há um mocinho. Nem sempre há um bandido. A maioria das pessoas fica no meio-termo.”

Às vezes nos envolvemos em situações tão exasperantes, que soluções pouco ortodoxas passam por nossas cabeças, e isso não é vergonha nenhuma. Faz parte do ser humano. Porém temos que tomar cuidado com aquilo que fazemos. Em tempos de “politicamente correto” este livro vem nos mostrar que não precisamos agradar a todos para resolver nossos problemas e que às vezes, querer que alguém se vá para terminar com um sofrimento e muito menos egoísta do que parece.

Um livro para refletir

” — Queria ter cem anos — disse ela, bem baixinho. — Cem anos para poder lhe dar.”

E você, já leu este livro?? Já perdeu um ente querido? Já precisou vencer algum monstro interior, ou deixar ir alguém que lhe era muito especial?

Vamos conversar nos comentários.

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