Review | Leonardo Da Vinci e os Sete Crimes de Roma, de Guillaume Prévost

Um Thriller que instiga a conhecer ainda mais Da Vinci.

Como de costume, o Mundo Hype traz sempre ótimas indicações. Muitas delas são enviadas por nossos parceiros como a magnifica Editora Gutemberg. O livro da vez é o Thriller intenso Leonardo Da Vinci e os Sete Crimes de Roma, escrito pelo malgache Guillaume Prévost.

Na trama que se passa no final de 1514, um crime perverso e diabólico é cometido em um dos locais mais populares de Roma. Um corpo é encontrado decapitado e com um punhal cravado nas costas. Além do crime perturbar a ordem natural da cidade, a indícios de que não seja um simples assassinato, mas sim uma mensagem enigmática… “Deus Castigat” (Deus Castiga), que pode deixar a cidade sitiada e ameaçar a administração do papa Leão X a cristandade.

Dado a perplexidade do assassinato, a policia pontifícia consulta um dos mais renomados homens de seu tempo, Leonardo Da Vinci. Em meio a muitas teorias, possibilidade e planos, o jovem médico Guido Sinibaldi também é incumbido a pensar sobre os casos e junto a Da Vinci irão em busca de respostas não só em relação a este assassinato mas também aos outros 6 que acontecem ao longo da trama.

Leonardo Da Vinci e os Sete Crimes de Roma, de Guillaume Prévost - Mundo Hype
Leonardo Da Vinci

O livro foi publicado originalmente em 2013 e agora a Editora Gutemberg traz uma nova edição. O autor Guillaume claramente fez uma pesquisa densa e rica em detalhes. O Papado da época comandado pelo Papa Leão X, Leonardo Da Vinci, suas invenções, teorias, obras e sua relação com os Medici. Referencias aos artistas Rafael, Michelangelo, Bosch e muitos detalhes regionais que trouxeram um peso a obra que muitos autores jamais conseguiriam.

Leonardo Da Vinci e os Sete Crimes de Roma, de Guillaume Prévost - Mundo Hype
Papa Leão X

A trama não se desenvolve em uma velocidade linear. De inicio o autor carrega um pouco nos detalhes, deixando os acontecimentos um pouco mais lentos e só do meio pro fim, temos uma narrativa um pouco mais direta e emocionante. Falando de outro ponto que incomoda um pouco a leitura, é o fato do personagem de Leonardo Da Vinci, ficar ausente da narrativa por longo tempo, deixando claro o que o protagonismo prometido pelo autor na sinopse foi transferido para o jovem Guido Sinibaldi. E isso transfere ao leitor certa frustração. Não que a trama fique menos rica ou interessante por conta do personagem principal, mas há uma quebra de expectativa por conta disso.

Difícil ler tal obra e não comparar as obras ricas e eletrizantes de Dan Brown. O uso de referencias, os marcos históricos, os personagens romanos, assim como seus papas e políticos. Talvez os fãs de thrillers admirarão muito mais essa obra se não conhecerem o que foi escrito por Dan Brown. Pode ser que essa seja uma obra introdutória para o estilo de escrita.

Difícil também não salvar comparação a Sherlock Holmes e seu fiel amigo Dr. John Watson, o gênio e o médico. A união da sabedoria e a medicina. Um mix muito interessante e gostoso de acompanhar.

Em suma, o livro é uma obra muito rica, tem suas falhas assim como todo livro, mas tem muito mais pontos positivos do que negativos. Leonardo Da Vinci por si só já desperta a curiosidade do leitor, e a forma como foi incluso nessa trama nos prende pela expectativa e o espetáculo que acontece toda vez que o personagem aparece. Leia, tire suas conclusões e aproveite um pouco mais do conhecimento proposto.


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