Review | Fire Force Vol. 1, de Atsushi Ohkubo

Novo mangá do mesmo criador de Soul Eater, Fire Force nos traz a história do aspirante a bombeiro Shinra Kusakabe, mas não um bombeiro comum, na trama, temos brigadas especiais que são designadas a cuidar de misteriosos casos de combustão espontânea nos habitantes da cidade, e os acontecimentos começam a se tornar cada vez mais frequentes e violentos.

Primeiro encontro com um “flamejante”

Porém, nos casos, as pessoas não apenas pegam fogo e morrem, mas são “possuídos” pelo poder do fogo, e quando as brigadas chegam para evitar um desastre maior, na verdade acontece uma espécie de um exorcismo, pois a equipe destacada possui uma freira e pirocinéticos de gerações distintas, cada um deles capazes de controlar o fogo de uma maneira.

O caminhão de bombeiros carinhosamente chamado de Matchbox (caixa de fósforos)

Os pirocinéticos são capazes de manipular o fogo do modo que desejar e alguns das gerações mais altas também podem gerar fogo e utilizar como quiserem, como o caso de Shinra, que após sua família ter morrido em um grande incêndio quando era criança, utiliza o fogo em seus pés quando precisa. Isso lhe gerou o apelido de demônio e a acusação dele ter gerado o incêndio de sua casa, o apelido também devido ele esboçar um sinistro sorriso quando está nervoso, que lhe traz vários momentos embaraçosos.

Por ser um mangá shonen, temos várias cenas de luta frenética, explosões e o típico protagonista/herói/traumatizado. Mas é inegável o carisma imediato que ele possui, e o traço de Ohkubo nos deixa imerso nos ambientes que os bombeiros entram, e devido aos acontecimentos que eles enfrentam muitos são realmente assustadores, seres flamejantes que precisam ser destruídos, mas que poucos momentos atrás eram pessoas queridas por alguém, isso gera um conflito moral se o que eles fazem seria heroísmo ou assassinato, mesmo eles sendo aplaudidos e agraciados no fim de cada ação.

Shinra Kusakabe

O mangá segue um bom caminho ao mostrar esse conflito interno dos membros da brigada que Shinra faz parte, porém, caminha para o tradicional torneio de habilidades que já vimos em praticamente todos os mangás do estilo, e também um enigmático vilão que aparece nas páginas finais, o mistério do incêndio continua perseguindo Shinra, teria sido criminoso ou ele mesmo inconscientemente causou a morte de sua mãe e irmão?

Um título realmente interessante para o novo catálogo da Panini de mangás, no Japão, o mangá teve início em 2015 e conta com 14 volumes até o momento, ainda em publicação, no Brasil terá publicação bimestral no valor de R$ 21,90, 192 páginas e papel offwhite 66, o mesmo de todos os lançamentos recentes da Panini.

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