Review | Revivente, de Ken Grimwood

Como seria ter a chance de viver novamente?

O escritor Ken Grimwood desenvolveu uma história muito reflexiva sobre segundas chances. Revivente foi escrito em 2014 e apresenta uma temática utópica que sempre foi tema de rodas de conversa. E se tivéssemos mais uma chance de viver tudo novamente?

Na ficção que se passa em 1988, acompanhamos a vida monótona e simples do jornalista de rádio Jeff Winston, um homem de 43 anos que vive em um casamento sem graça e sem boas perspectivas. Em um dia simples como qualquer outro, Jeff sofre uma forte dor no peito e morre. Ao despertar novamente Jeff se vê em seu quarto, ao se dar conta de onde está e o que aconteceu, identifica que tem novamente 17 anos e está no ano de 1963 e com toda memória de sua vida pregressa. A grande dúvida que surge é… E agora, faço as mesmas escolhas? Vivo tudo novamente ou mudo completamente o rumo da minha vida?

Nessa emblemática história Jeff não sabe ao certo o que aconteceu, como esse fenômeno ocorreu ou o que vida espera dele… tudo é muito nebuloso e difícil de acreditar. Ao rolar das águas, Jeff resolve testar se o destino alterou-se em algo e resolve fazer uma simples aposta em corrida de cavalo, aposta essa que lhe garantiu uma boa grana, pois ele já sabia o resultado baseado em sua vivencia anterior. Suas amizades agora não seriam as mesmas, suas pretendentes também não, assim como sua esposa de outra vida agora não lhe teria conhecido, mudando assim completamente o rumo de sua vida. Ele poderia dessa vez fazer tudo diferente, seria um arauto de outro tempo, poderia não apenas mudar sua história, mas também mudar o mundo com suas informações.

REVIEW - REVIVENTE - MUNDO HYPE

Acredito que nas entrelinhas, esse tenha sido um dos livros mais interessantes que já li, no quesito propósito de vida. Spoilers a parte, (assim como mostra na própria sinopse do livro) Jeff morre aos 43 e volta aos 17 novamente por várias vezes. O próprio personagem não entende o que acontece e mesmo assim decide cada vez viver uma vida melhor que a última, com outros propósitos.

Será que se soubéssemos com plena certeza de que viveríamos mais uma vez, viveríamos menos preocupados com coisas banais e nos esforçaríamos mais para ter uma vida melhor?

Geralmente pessoas que recebem segundas chances na vida real, pouco se interessam em enriquecer ou satisfazer seus desejos materiais, porque de fato viver é muito mais do que ter. Aqui nessa dramática estória, Jeff por ter vivido uma primeira vida um pouco mais dura, acha que a felicidade mora no dinheiro, e sua segunda vida o prova que pouco importa o que o dinheiro pode fazer, o importante é viver, amar e ser amado.

Dentre tantas passagens pela terra, tantas aventuras, só alguém que teve todo possível, sabe o valor de cada conquista, a dor de sempre perder tudo, o torpor de sempre aos 43 deixar que tudo se acabe para começar mais uma vez. Um constante apocalipse esperado.

O autor ken Grimwood, utiliza de uma narrativa rica de sentimento, com muitos plot-twists a história nos amarra e nos coloca lado a lado com protagonista em busca de resposta. Uma escrita coesa e rica de reflexão. Sem contar as muitas referencias e influencias a acontecimentos reais como o assassinato do presidente Kennedy, as guerras, os conflitos mundiais, as empresas emergentes de sua época como Kodac e Apple. Até mesmo referências cinematográficas como a apoteose de Stephen Spielberg e George Lucas. Uma história envolta em mistérios, drama, romance e claro, a boa e velha ficção. Leia, absorva, reflita e faça uma analise do que realmente lhe importa ter e ser. Lembre-se, o tempo não para aproveite bem o seu!


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2 COMENTÁRIOS

  1. Imediatamente ao ler suas palavras, me veio o primeiro filme “O Efeito Borboleta”……eu mesmo já me peguei pensando em segundas chances…..”O que aconteceria se….”pode render uma ótima história em quadrinhos, mas na vida real as decisões deixariam marcas profundas de pequenas coisas que perdemos com nossas novas escolhas…uma ótima indicação de leitura!!!

    • Efeito Borboleta realmente é um ótimo exemplo disso… Como diz o filosofo, se pudêssemos voltar ao passado sempre que nos arrependemos de algo, não haveria mais futuro. srsrs Obrigado por comentar e apreciar a indicação!

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