Review | Boruto: Naruto Next Generations Volume 1

A Panini Comics (Planet Mangá) publicou o primeiro volume de Boruto, a continuação de Naruto, um dos Shonen mais importantes dos últimos tempos. E aqui, apresentaremos nossas impressões sobre esse primeiro volume.

Não temos nenhuma dúvida que Naruto, mangá criado por Masashi Kishimoto, em 1999, foi um sucesso com seus 72 volumes, duas séries de anime com 700 capítulos (2002-2017), além de filmes, videogames e merchandising de todos os tipos. Quando terminou, seu êxito foi tamanho, que era inevitável uma continuidade do mundo Ninja, com dois filmes após a história principal do mangá e assim veio a ideia de um novo título, contando a história do filho de Naruto, Boruto Uzumaki, que também ganhou uma adaptação em anime.

Escrito por Ukyo Kodachi e ilustrado por Mikio Ikemoto e publicado mensalmente na Shukan Shonen Jump,  conta no Japão, Boruto: Naruto Next Generations, que apesar de não ter o mesmo sucesso de seu anteessor, tem um bom número de vendas em seu currículo. Já foram publicado 25 capítulos, já compilados em 5 volumes, e aguardando o sexto volume no Japão.

A Panini traz o primeiro volume, que compila os capítulos 1 a 3 e inclui um capítulo extra Naruto Gaiden: O caminho iluminado pela lua.  Esse especial traz o passado de Mitsuki, um dos membros do trio de protagonistas da série, Boruto, filho de Naruto e Hinata, Mitsuki, e Sarada Uchiha, filha de Sasuke e Sakura.

O mangá traz a história que já foi apresentada no filme Boruto: Naruto the Movie (2015). Quem assistiu pode notar inúmeras variações no desenvolvimento da narrativa, não apenas se estendendo mais e apresentando mais personagens, mais também uma premissa que marcará todo a história do mangá, levando ao segundo volume.

Estamos há muitos anos desde o final da Quarta Guerra Mundial Ninja, que foi a culminação do mangá anterior. Naruto, agora Hokage da Vila da Folha dedica todo o seu tempo e energia para o bem-estar da aldeia, que apesar de viver uma longa paz e prosperidade, requer muita burocracia para cobrir. O que leva a não ficar muito em casa, situação que Boruto não gosta, que odeia a posição de Hokage e pensa que tudo que seu pai faz é se preocupar mais com a aldeia do que com sua própria família.

Boruto faz parte da equipe ninja formada por ele mesmo, Sarada e Mitsuki, e comandada por Konohamaru. Prontos para o exame Chunin, menos Boruto, que não está seguro de suas habilidades e acaba recebendo uma “maldição” que lhe permitirá realizar poderosos ninjutsus sem necessidade de conhecer os selos ou utilizar nenhum chakra, algo que o colocará num dilema moral. Não iremos adentrar mais na narrativa, mas apesar de alguns clichês é interessante viver mais aventuras neste mundo, assim como saber o que aconteceu com os personagens e conhecer seus filhos.

Já em relação às ilustrações, reconhecemos que é um tema meio que polêmico, pois embora tente captar a essência do traço de Kishimoto, se distancia bastante, mas cria sua própria identidade, principalmente nos rostos dos personagens que ficam com menos aparência mangá. Mikio foi assistente de Kishimoto durante a serialização do mangá original, para que possamos entender essa mistura, que quis fazer seu estilo sobressair ante seu mestre.

A edição da Planet Mangá, traz um mangá “usual”, fiel à edição japonesa, tanto pela qualidade quanto pelo design. Um volume de capa mole, com 208 páginas em P&B com páginas extras para a descrição das personagens bem como um par de pequenos textos dos criadores com suas sensações com esse primeiro número.

Sem dúvida Boruto: Naruto Next Generations é um volume que os fãs de Naruto esperavam, mesmo com uma outra equipe criativa, é um novo “começo” da história, e os personagens e o enredo provavelmente irão gostar. Para os novos leitores, talvez nem tudo seja bem contextualizado para entender todos os eventos anteriores, pois como trata de um “Volume 1” de uma continuidade, poderia ter alguns históricos. Mesmo que não saibam os eventos mais importantes, eles podem seguir as aventuras de Boruto sem grandes problemas, mas achamos meio vago a apresentação dos personagens, o breve histórico ajuda, na narrativa em si, não temos isso, o que poderá ser feito a medida que progridem os capítulos, por isso, aguardemos  o volume 2.

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