Review | Os Vingadores #1 – A Expedição Final, de Jason Aaron e Ed McGuinness

Thor Odinson. Steve Rogers. Tony Stark. Capitão América, Homem de Ferro e Thor precisam reacender a chama dos Vingadores bem na hora em que uma ameaça cósmica se volta para o nosso planeta. Eles terão que salvar o mundo da aniquilação total pelas mãos de seus inimigos mais poderosos, os deuses espaciais conhecidos como Celestiais. Começa a Expedição Final. Quem responderá ao chamado para se reunir aos heróis mais poderosos da Terra? E que conexão estranha existe entre a Expedição Final e o antigo grupo que Odin reuniu, que ficou conhecido como Vingadores Pré-históricos?

A edição 1 de Vingadores – A Expedição Final – abre o Marvel Fresh Start, uma proposta da Marvel Comics de criar novos começos para novos leitores. É compor edições que consigam comportar os fãs que acompanham os títulos regularmente, aqueles que nunca leram e para quem abandonou o hobby. Sob o roteiro de Jason Aaron e arte de Ed McGuinness e acompanhados de Mark Morales (arte-final) e David Curiel (cores) o título principal do universo Marvel. Após uma etapa transitória a Marvel Legacy que acabou com a saga No Surrender, a equipe criativa promete que cada arco terá a escala de um grande evento. Após a leitura, será que o primeiro número conseguiu essa importância? Vamos a análise:

Vingadores #1 (Panini, 2019) em primeiro lugar é uma boa HQ. Conta sem dúvida com um cast top de escritor e artistas, que tenta com todas as suas forças ser épico, icônico e marcar uma época, mas se nota que a tentativa fica artificial e não funciona como deveria. Iremos explicar o porquê.

Começando pelo roteiro, Aaron está mais interessado em contar a historia dos Vingadores pré-históricos, de 1.000.000 a.C. em vez daqueles que estão no presente. Não é algo tão ruim, mas a atenção se desvia tanto ao passado que a narrativa chega ao presente, se nota a diferença. É justo dizer que o roteirista terá uma tarefa difícil, teno que fundar uma nova equipe com a Trindade Vingadora, Capitão América, Homem de Ferro e Thor, três personagens que tiveram mudanças importantes nos últimos anos. De maneira inteligente, Aaron converte esta característica em um dos pontos positivos da narrativa: seguem sendo especiais? São capazes de fundar algo que valha a pena? Esse discurso metatextual pode ser um dos fatores para um êxito desta série examinando o que torna esses três personagens tão interessantes em seus conceitos mais clássicos.

Ed McGuinness se encontra longe de oferecer seu melhor, apesar de trazer grandes detalhes em algumas páginas. Todavia, ao tentar fazer algo icônico, o resultado não funciona. Temos uma ambientação estranha perante o aspecto visual desta HQ, e dificulta identificar se é culpa da cor, do desenho ou da arte final. Podemos até colocar que os três elementos foram desenvolvidos de maneira desiguais. Há quadros que não se encaixam no ritmo da cena.  Parece que não houve comunicação entre o roteiro e o desenho.

Mas seria injusto não destacar os aspectos positivos, principalmente concentrados no grupo primal de Vingadores liderados por Odín. As breves interações apresentadas no prólogo da edição são bem interessantes, dando aos leitores vontade de mais ação por parte do grupo. Do mesmo modo, os Celestiais se apresentam como um mistério que essa etapa, a  Marvel Fresh Start, oferecerá um desenvolvimento de entrada fácil para novos leitores e traz uma trama cósmica que seguiremos.

Vingadores #1- A Expedição Final abre uma grande série, mas deve deixar de lado essa busca forçada de ser icônica e centrar na boa história. O talento da equipe criativa está mais que provado, o enfoque da trama segue uma linha narrativa, com bons elementos para criar interesse a partir de uma primeira edição e como já colocamos, não deixa de ser uma boa HQ.  Quem sabe que ao avançar a série e uma vez melhor estabelecida as relações entre os personagens do presente, teremos um produto que representaria a maior equipe de heróis do planeta.

Sobre a edição da Panini, em capa cartonada, papel couchê e 52 páginas, é uma boa este recomeço na estrutura, em especial pelo preço, R$ 9,90, que não fica tão pesado no bolso para um título mensal. No mais iremos aguardar o próximo número para ver a continuidade da série.

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