Review | Um reino de sonhos, de Judith McNaught

Review | Um reino de sonhos, de Judith McNaught

Um reino de sonhos é o primeiro livro da Dinastia Westmoreland da autora Judith McNaught lançado no Brasil pela Editora Bertrand Brasil em 2018. A história desse livro se passa anos antes dos eventos dos livros Whitney Meu amor e Até você chegar, em 1497, entre as Highlands escocesas e o território inglês.

Royce Westmoreland, o “Lobo Negro”, é enviado pelo rei da Inglaterra para invadir a Escócia. Quando seu irmão, Stefan, sequestra Jennifer e Brenna Merrick, filhas de um lorde escocês, do convento onde vivem, as vidas de Royce e Jennifer se entrelaçam. Ele, um poderoso guerreiro que já ganhou muitas batalhas, não vê a hora de encontrar uma mulher que o amará pelo homem que é, não pelo medo inspirado por sua lenda. Ela, uma jovem rebelde em busca do amor e da aceitação de seu clã, mesmo na condição de prisioneira, não se deixa abalar pela fama de seu arrogante captor.

Conforme os conflitos entre os dois se tornam mais frequentes, a urgência de se entregarem um ao outro só aumenta. Certa noite, quando ele a toma apaixonadamente nos braços, desperta nela um desejo irresistível. Mas, se Jennifer seguir seu coração, perderá tudo aquilo pelo que vem lutando e jurou honrar.

Esse foi o primeiro livro que li da autora e confesso que me apaixonei pela escrita e pela história.

Jennifer é uma protagonista forte, independente, que, apesar de ser praticamente excluída pela seu povo devido às mentiras de seu meio irmão, faz de tudo para honrar o nome do clã e dar orgulho ao pai. Ele enfrenta as adversidades com bravura e astúcia e, mesmo quando está com medo, não se deixa paralisar. Essa mocinha sofrida mas que ainda sonha com um lugar melhor ganhou meu coração logo nas primeiras páginas, com seu jeito divertido de pensar e agir.

_ Jenny –  sussurrou, com seus enormes olhos amendoados tristes enquanto examinava o sorriso valente e decidido da irmã. – Por que você acha que tem tanta coragem e eu, tão pouca?

_Porque – respondeu Jenny, com uma risadinha – nosso Senhor é um Deus justo e, já que você ficou com toda a beleza, ele quis me dar algo para equilibrar.

Royce é um personagem quase estereotipado dos romances de época. Quase mesmo. Porque, além do básico do forte guerreiro e cavalheiro capaz de fazer de tudo por sua amada em romances medievais, há mais camadas. Royce precisa lidar com suas obrigações com o rei da Inglaterra, seu irmão, seus guerreiros, lutas em seu novo lar e até mesmo gozações por ter sido enganado por Jenny. Nem tudo é simples depois que Jennifer entra em sua vida, e Royce precisa aprender a lidar com tudo isso sem perder o juízo. As cenas de interações entre o casal são maravilhosas, dos combates no inicio do livro aos dramas e carinhos ao longo da história.

Royce Westmoreland lançou um olhar exatamente igual ao de quando estava prestes a atacar um castelo particularmente hostil que desejava reivindicar para si. Isso significava que nem as probabilidades de toma-lo nem a oposição iriam detê-lo. Significava que ele já se estava se deleitando diante da iminente vitória.

Os personagens secundários são muito bem construídos e genuinamente humanos. São figuras importantes no desenrolar da história, como Stefan, irmão de Royce, e Brenna, irmã de Jenny. Eu gostei muito da história dos dois e, mesmo como secundários, tiveram seus finais nesse livro. Agora um par que interagiu e que até deixou a história menos dramática foram Arik e tia Elinor. Quando esses dois apareceram eu já estava torcendo para ter mais páginas só para eles. Os próprios antagonistas, se assim puderem ser chamados, foram muito bem construídos e condizentes com a história e o período em que se passa.

Por fim, só tenho elogios ao livro. Uma história encantadora, envolvente, que faz com que fiquemos curiosos a cada virar de páginas, pois os rumos tomados por Judith são imprevisíveis. Recomendo a leitura desse livro, que se tornou um dos meus preferidos, e do restante dos livros da Dinastia Westmoreland.

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