Review | Um Perfeito Cavalheiro, de Julia Quinn

Um Perfeito Cavalheiro, de Julia Quinn, publicado no Brasil pela Editora Arqueiro é o meu primeiro contato com a série Os Bridgertons (sim, eu não li na ordem e só li dois livros da série).

O livro é um reconto do conto de fadas Cinderela, onde temos a nossa protagonista Sophie, que era a filha bastarda de um conde que sempre fora tratada como uma pupila até o conde resolver se casar, e Sophie ‘ganhar’ uma madrasta e duas irmãs (também filhas de outro casamento da nova condessa). Com a morte do conde, Sophie acaba tendo que viver na casa da madrasta pois não tinha outro lugar para ir e passa a servir de faxineira, camareira e arrumadeira da terrível mulher e de suas filhas.

Em uma noite, Sophie consegue com a ajuda dos empregados da casa ir a um baile de máscaras disfarçada e desfruta de uma noite de sonhos. Nesse local, ela encontra pela primeiro vez Benedict Bridgerton, e uma química rapidamente surge entre eles. Por um acaso (e uma madrasta odiosa), Sophie acaba se encontrando com Benedict três anos depois, agora como uma simples camareira, e seu príncipe atua como seu salvador ao livrá-la de ser violentada por homens bêbados na casa onde ela trabalhava. Sophie rapidamente o reconhece, mas o mesmo não acontece com Benedict. O homem acaba nutrindo um amor platônico pela bela do baile de máscaras, sem nem desconfiar que aquela mulher seja a camareira que ele decide ajudar.

Entre idas e vindas, o casal precisa lidar com a diferença entre as classes sociais, com os segredos de Sophie e de seu passado e com Benedict tendo que lidar com seus sentimentos divididos entre duas mulheres, uma de seu passado e uma de seu futuro.

Um Perfeito Cavalheiro foi um livro que me surpreendeu. Não gosto da história da Cinderela, mas essa releitura me segurou do inicio ao fim do livro, fazendo com que eu o devorasse em dois dias. Sophie é uma personagem sensacional, que tem bem definido seus sonhos e suas necessidades, e sabe muito bem o que quer para si e para o seu futuro, que, no caso, é não ter um filho ilegítimo, considerando a classe social de Benedict. Já Benedict muda ao longo da história, pois vê seus ideais de nobreza sendo postos de lado a medida que se apaixona por Sophie. Por mais que ele tentasse seduzi-la, ela resistia à tentação.

_  Eu posso viver com você me odiando – disse ele em direção à porta fechada. _ Só não posso viver sem você.

Julia Quinn é uma ótima escritora e isso se provou novamente nesse livro. Além de uma linda história de amor, elas nos brindou com as observações de Lady Whistledown e a sagacidade de Violet, a matriarca dos Bridgertons, que conseguiu perceber tudo desde o começo.

Recomendo a leitura desse livro para quem procura uma bela história de amor com uma pitada de mágica, uma do destino e duas de uma família bem intrometida.

 

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