Review | Tengu 2, de Lucas Ribeiro Pereira

Para conhecer quadrinhos independentes temos vários canais, e pra nós, leitores e amante da Nona Arte, é bom encontrar um local com bons materiais e dicas de trabalhos interessantes. Ultimamente, o Mundo Hype, tem procurado abrir espaço com autores como o Bruno Büll ou o Luciano Cunha que foram entrevistados ou tratar de campanhas nos sites de financiamento coletivo como essa HQ que apresentamos.

Após uma campanha no Catarse, Lucas Pereira, traz o segundo capítulo de sua HQ independente, Tengu. Tengu – Hangeki (反撃) é a continuação de Tengu – Kishū (奇襲)já resenhado aqui no Mundo Hype, de uma trilogia que o paulista projetou. Inclusive, já começou a campanha de Tengu – Hyakki Yakou (百鬼夜行), o terceiro e último volume dessa trilogia do quadrinista guarulhense, mas vamos focar no segundo volume.

A história é ambientada um ano após os acontecimentos da primeira revista, após o confronto direto contra Oni no primeiro capítulo, os monges Tengu e Yuki-Onna se preparam para contra-atacar o demônio que pretende dominar o Japão, treinando com seu antigo mestre, Tanuki. Também conhecemos Karasu Tengu, um antigo aliado de Tengu e uma misteriosa Kitsune, unidos para deter o avanço de Oni, que deseja destruir o Japão.

Em um Japão medieval bem próximo do real, mas com as criaturas mitológicas como foco, o quadrinista Lucas Pereira (roteiro e ilustrações) traz esta segunda edição com cores de Magenta King, uma HQ de lombada quadrada com 56 páginas, sendo 36 de história e 20 de extras, contando com galeria de artistas convidados e uma breve explicação sobre mitologia e conceito dos personagens.

Influenciado por Vagabond e Nurarihyon no Mago, Lucas usa a mitologia japonesa e os samurais para narrar uma história tolkineana. Agora com mais diálogos, mas que segue ainda o estilo mudo de Shaolin Cowboy do norte-americano Geof Darrow, temos cenas de ação, numa narrativa simples, mas que se apresenta mais densa do que a primeira.  A Hq se divide em duas ambientações, uma, que narra um pouco do passado de Tengu e Yuki-Onna e outro a ação no presente. Como uma história rápida e bem mais violenta, Tengu – Hangeki (反撃) vale a leitura e não poderemos tratar mais sobre o enredo sem contar spoilers, mas garantimos que a HQ tem muito do épico e fantástico Japão feudal.

Em relação a parte artística é uma HQ bonita, há cores vibrantes para o presente e um variação artística das pinturas japonesas (xilogravuras Ukiyo-e) para o passado. Há qualidade na produção e condução da narrativa sem diálogos, fora do convencional e que merece atenção. As cenas de luta são incríveis, bem sequenciadas e cinematográficas e nesse segundo volume ganham mais violência. Por fim, uma HQ que merece está em sua coleção e para quem gosta de aventura e ação num Japão fantástico é um achado.

Abaixo os personagens de Tengu:

 

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