Review | Superman e a Legião dos Super-heróis

O legado do Superman, o Homem de Aço foi distorcido e usado para iniciar um período de terror em todo o cosmo, um período em que a Legião dos Super-heróis é considerada uma organização criminosa, e além de tudo isso, uma guerra entre os Planetas Unidos vs. Terra é iminente e as ações de “manutenção da paz” da xenofóbica Liga da Justiça da Terra pioram as coisas cada vez mais…

A premissa dessa história é muito boa, e dizemos isso não só por se tratar de uma história do Superman, o Homem de Aço aliado a Legião dos Super-heróis, algo que por si só quando unidos e principalmente estando nas mãos de bons roteiristas sempre rendem histórias divertidas e marcantes, ou seja, receita do sucesso, mas sim por se tratar de toda uma trama envolvente e muito bem “costurada” ao longo da história pelo excepcional roteirista Geoff Johns (responsável pelo sucesso do personagem Lanterna Verde e também pela ascensão grandiosa do Aquaman na fase Novos 52! da DC Comics).

Essa história contém na dose certa momentos de desespero por socorro e a aflição de uma equipe de heróis que já não possuem mais o status quo de heróis, bem como também traz a intensidade da felicidade por reencontros entre amigos de longa data que já não se viam a tanto tempo, ou até mesmo fazer com que o leitor sinta empatia pelo vilão por mais que suas atitudes não sejam nada nobres e honestas. Bem, essa mistura de emoções dá a essa história um peso emocional ótimo.

Está edição encadernada publicada pela editora Panini Comics compila as edições de 858 a 863 de Action Comics, com roteiros de Geoff Johns (Lanterna Verde, Aquaman, Liga da Justiça) e desenhos de Gary Frank (Superman: Origem Secreta).

“Respondendo a um urgente pedido de socorro, Superman viaja ao século 31 para salvar seus maiores amigos: a Legião dos Super-Heróis. Para resolver a caótica situação existente, Superman terá de resgatar a Legião e, com ajuda de seus integrantes mais valorosos, restabelecer sua interminável batalha pela justiça, pela verdade…”

Tudo começa quando o Superman ou melhor, Clark Kent, estando ele na sua rotina diária de trabalho no Planeta Diário, em meio a tantas futilidades de seus colegas e os “carões” de seu chefe por seu jeito esquisitão, recebe o chamado de que está acontecendo uma invasão alienígena de um robô controlado por seu temível vilão Brainiac. Ao confrontá-lo ele descobre que aquela ameaça se tratava apenas de um mergulhador temporal trazendo uma mensagem de socorro de Brainiac 5 informando que seus amigos do futuro da Legião dos Super-heróis estavam em perigo e necessitavam de sua ajuda, e tudo isso devido a uma misteriosa descoberta científica no ártico. Porém antes que Brainiac 5 possa dar mais detalhes, Superman é teletransportado pela esfera do tempo para o ano de 3008.

Superman e a Legião dos Super-heróis

Nesse futuro, o legado do Homem de Aço foi distorcido através de uma grandiosa descoberta realizada no ártico que foi utilizada malignamente para iniciar um período de terror em todo o universo, destruindo todos os valores e princípios do Superman, tudo o que ele cultivou e em tudo que acreditava. Além disso, o Superman se depara em um tempo onde a Legião dos Super-heróis agora é considerada uma organização criminosa, onde todos os seus membros são incansavelmente caçados um a um e aqueles que foram presos são mantidos encarcerados sob restrito segredo. A atual formação da xenofóbica Liga da Justiça da Terra vem pregando cada vez mais o ódio contra alienígenas e suas ações para a manutenção da falsa paz existente tem colaborado para piorar a situação. Para piorar ainda mais, alguém vem “armando por debaixo dos panos” para que aconteça uma guerra entre os Planetas Unidos e a Terra, e isso é iminente.

Superman usa o “anel de vôo” dos Legionários

Sabemos que quando se trata de poderes o Homem de Aço é indiscutivelmente forte, porém nessa história o roteirista usou a opção de “retirar” os poderes do Superman como forma de igualar e equilibrar a força dos personagens, deixando vulnerável e dependente de um “anel de vôo” (utilizado pelos Legionários) que lhe concede poderes limitados, basicamente só o suficiente para se defender e fugir quando necessário. Isso faz com que nós leitores fiquemos apreensivos a cada momento de batalha da história, fazendo o leitor até mesmo pensar: “foge daí maluco!”. Com isso, o Superman passa a ter que depender do auxílio de seus amigos Legionários para avançar na busca pelos outros que estão desaparecidos. Cada encontro e reencontro é algo significativo não só por ser mais “uma adição a equipe” mas sim porque dá pra se notar que cada um tem o seu valor dentro da equipe.

Liga da Justiça da Terra, liderada por Terráqueo

E o que posso falar da equipe de vilões da história, neste caso é a Liga da Justiça da Terra, putz, que bando de filhos da mãe, serese liderados por Terráqueo que pregam o ódio contra todos que se opõem as suas regras e que possuem DNA alienígena, uma verdadeira xenofobia alien, utilizando de forças militares para apreender e escravizar seres diferentes só por causa de uma tal “descoberta arqueológica no ártico”, que para evitar spoilers não irei comentar.

No mais, essa história vale muito a pena de ser lida, mesmo se você não tiver lido anteriormente nenhuma história da Legião dos Super-herói, visto que os personagens principais são devidamente apresentados no decorrer da história. Os desenhos são um primor de qualidade sob a responsabilidade de Gary Frank, então pode ficar tranquilo quanto a isso. Sem dúvidas, recomendo fortemente essa leitura!

 

 

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