Review | Rosas de Maio, de Dot Hutchison

Rosas de Maio é o segundo livro da série The Collector, da autora Dot Hutchison, publicado no Brasil pela Editora Planeta. Em uma edição bem trabalhada pela editora, vemos os investigadores do livro O Jardim das Borboletas envolvidos em um novo de de serial killer.

Sinopse: A eletrizante sequência do sucesso O jardim das borboletas. Quatro meses se passaram após a descoberta do Jardim e de suas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. O inverno está chegando ao fim, e as Borboletas esperam ansiosamente por dias mais quentes e tranquilos. Para os agentes Brandon Eddison, Victor Hanoverian e Mercedes Ramirez, no entanto, a calma não parece valer: em outra parte dos Estados Unidos, mais uma jovem surge brutalmente assassinada. Os indícios apontam para a ação de mais um serial-killer psicopata, capaz não apenas de matar a sangue frio, mas também de elaborar a cena a ser descoberta: a jovem é descoberta no altar de uma velha igreja, com a garganta cortada e o corpo rodeado de flores.

Li O Jardim das borboletas de surpresa e fui surpreendida com a densidade da história e pela narrativa da autora, que nos apresenta uma personagem que não é completamente confiável para narrar uma experiência tão traumática quanto ser sequestrada e abusada por um louco.  Foi uma leitura que começou desinteressada e nas primeiras páginas já fiquei presa ao livro. E esperava que Rosas de Maio tivesse o mesmo efeito em mim, mas não foi isso que aconteceu.

Aqui temos Prya, a irmã de uma vítima de um serial killer que os investigadores do livro anterior tentam capturar. Ela é uma adolescente que vive uma vida atribulada, tendo que mudar de tempos em tempos e lidar com o luto pela morte da irmã. Eu consegui me conectar com facilidade à personagem, percebi que seus sentimentos eram confusos, mas normais, e que Dot conseguiu transmitir com maestria esses sentimentos para a trama.

Os outros personagens Brandon Eddison, Victor e Ramirez, por mais que já sejam conhecidos do livro anterior, não me cativaram tanto. Pareciam meros coadjuvantes na história. O envolvimento emocional e suas vidas pessoais foram mais trabalhados nesse livro, mas ainda assim não consegui me conectar por completo aos personagens.

O assassino caçado tinha algumas passagens do livro narrados em primeira pessoa. Aqui conhecemos como a mente doentia dele funcionava e como isso pode ser assustador. Uma pessoa que você pensa conhecer pode guardar muita coisa dentro de si, e muitas delas extremamente perigosas. Dessa vez, por mais louco que o assassino também se mostrasse, não vi tanta graça no mesmo. Por mais que tenha ‘compreendido’ sua motivação, acho que esperava algo a mais.

A leitura valeu muito por aparecer um pouco da vida das borboletas depois de serem libertadas e de como elas estavam aprendendo a lidar com o novo mundo, assim como Prya aprendendo a lidar com uma nova vida sem a irmã. Mesmo assim, a leitura foi lenta, arrastada, e não consegui ficar muito atenta ao livro.

Espero que o terceiro livro da série The Collector seja tão bom quanto o primeiro. Mas recomendo a leitura de Rosas de Maio para entender como alguns personagens do primeiro livro passaram a lidar com a vida, e ver como a escrita de Dot Hutchison poe mudar um pouco de um livro para outro, mas a sua essência continua a mesma.

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