Review | Pachinko de Min Ji Lee

Review | Pachinko de Min Ji Lee

Pachinko de Min Ji Lee foi lançado primeiramente no Clube Intrinseco e ainda em 2020 a Editora Intrinseca o lançou para todo o público leitor

MIn Jin Lee, autora de Pachinko
MIn Jin Lee, autora de Pachinko

O livro que desde seu lançamento vem ganhando diversos elogios, é o primeiro livro de  Min Ji Lee, uma escritora nascida na Coreia, mas que vive nos EUA ha diversos anos, e levou 30 anos para ser escrito e lançado. Devido ao sucesso, já foi vendido para diversos paises e também já está sendo adapatado para uma série pela Apple TV.

Pachinko conta a história de uma família coreana por 4 gerações.

Começando na Coreia na década de 20, que ainda era um país unico e chegando até o Japão e EUA no fim da década de 80.

Capa internacional de Pachinko
Capa internacional de Pachinko

Na Coreia de 1920 conhecemos Hoonie, um rapaz que nasce com um defeito na perna e lábios leporinos, mas mesmo assim consegue se casar com a jovem Yangjin. Após diversos abortos, eles conseguem ter uma filha, Sunja,  que cresce ajudando sua família em uma pequena pousada que sustenta a família, até que conhece dois homens que mudam sua vida.

Um deles é Hansu, um bonito coreano que vive no Japão, mas vem a Coreia negociar peixes para o Japão. Mais velho que Sunja, ele a conquista, mas logo ela percebe que aquele homem esconde segredos.

O outro é o doce Isak, um belo rapaz que trabalha como pastor de uma igreja evangélica, e passa pela pousada a caminho do Japão, onde irá encontrar seu irmão que migrou para lá devido a guerra entre Japão e a Coreia.

O livro mostra que o Japão trouxe muita pobreza ao invadir a Coreia, pois cobrava impostos exorbitantes dos locais, fazendo com que muito comercio falisse e até que familias antigas perdessem suas posses.

Sunja e Isak vão para o Japão onde conhecem uma dura realidade que para mim é o melhor do livro.

Muita pobreza e muito preconceito.

Capa Internacional de Pachinko
Capa Internacional de Pachinko

Aqui no Brasil temos uma forte colônia japonesa e uma ideia bem peculiar sobre o país e seu povo. É como se o povo japonês fosse sempre um povo tranquilo e cordial, mas Pachinko nos mostra que a história não foi bem assim.

O livro segue a família de Sunja e Isak desde a década de 20 onde o Japão tinha conquistado a Coreia e estava em Guerra com a China , passando pela 2ª Guerra Mundial e seguindo por mais duas gerações, chegando até a década de 80 onde podemos ver que os coreanos ainda eram tratados como um povo inferior pelos japoneses, mesmo que as ultimas gerações já tivessem nascido há anos no Japão.

A linguagem simples da autora cativa o leitor e deixa a leitura muito fluida com seus capítulos curtos, porém algumas coisas me incomodaram neste livro.

Na década de 80 tínhamos autores que contavam maravilhosas histórias de saga familiar. Eram os chamados autores de best sellers, mau vistos por alguns, considerado subliteratura, mas que vendiam como água e na minha opinião traziam livros emocionantes.

Histórias de homens e mulheres que ou não tinham nada, ou perdiam tudo e se reerguiam, no meio de traições e grandes conquistas que a princípio pareciam impossíveis.

Sendo assim, ao ler Pachinko , tive saudades destes livros, pois a historia tinha tudo para me emocionar, porem quando tudo se encaminhava para isso, parecia que a autora novata tinha medo de ser considerada piegas e então um personagem morria e ao invés de ela esperar pata que pudessemos sentir aquele evento, ela simplesmente mudava de assunto e vida que segue.

Assim como os grandes saltos no tempo da terceira parte do livro, pois ao invés de participarmos da ação, acabamos sabendo simplesmente que certos fatos aconteceram, e isso me distanciou um pouco como leitor.

Será uma frieza oriental?

Melhor eu ler livros latinos?

Não sei a resposta, mas infelizmente foi a sensação que o livro me trouxe em diversos pontos.

Nas mãos de um Sidney Sheldon, uma Danielle Steel e até mesmo uma Isabel Allende, este livro teria me destruído. Aqui, foi só um bom livro.

Com certeza Min Jin Lee tinha uma otima estória para contar, mas na minha opinião ela ainda precisa lapidar sua narrativa

Outro ponto que me incomodou é que aqui não temos vilões. O antagonismo é meio “a vida como ela é”, então os problemas são resolvidos muito rapidamente, não deixando com que os personagens ou o leitor tenha tempo de sofrer muito.

Até o Pachinko, que dá titulo ao livro e refere-se a cassinos que os coreanos coordenavam no Japão, é pouco explorado no livro, mesmo sendo muito importante para a trama.

Um Pachinko .

Serio mesmo que existiam donos de cassinos honestos e que pagavam seus impostos corretamente?  Só eu que achei um pouco de bondade demais?

Mas mesmo com estes defeitos, eu gostei bastante da leitura deste livro.

Para mim, o mais interessante da leitura foi conhecer os costumes coreanos (Terminei o livro precisando ir a um restaurante coreano, pois li o livro todo pesquisando os pratos citados no Google e extremamente curioso) e a tratativa preconceituosa que eles aparentemente recebem no Japão até hoje.

Em tempos de pandemia sem poder sair de casa, Pachinko nos proporciona uma deliciosa viagem, nos levando a conhecer um mundo bem distante do nosso,  e só isso já faz a leitura valer a pena.

Por fim, só por curiosidade, a serie Pachinko ja está sendo filmada desde outubro do ano passado e será composta por 8 episódios.  Segue abaixo uma foto com alguns atores do elenco, e lembrando que a Sunja já idosa será representada por Youn Yuh Jung, atriz coreana vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2021 por Minari

E você, já leu este livro? O que achou? Está esperando a série?

Gosta de literatura coreana? Tem outros titulos para nos indicar?

Converse com a gente nos comentários.

Se você ainda não leu, e ficou interessado, segue aqui um link para compra do livro:

No Submarino: Pachinko 

Na Amazon. Pachinko

Lembrando que ao comprar com estes links, você ajuda na manutenção do nosso site.

E se você curtiu esta resenha, temos muitas outras clicando aqui.

Leia mais Reviews