Review | O duque mais perigoso de Londres, de Madeline Hunter

Review | O duque mais perigoso de Londres, de Madeline Hunter

Adam Penrose, o Duque de Stratton, é o escandaloso, sombrio, manipulador e vingativo membro da Sociedade dos Duques Decadentes da elite de Londres, composta por três homens perigosamente belos, intensos, irresistíveis e que não desejam se apaixonar. Com uma reputação manchada e seu retorno à cidade, o Duque precisa encontrar uma esposa com qualidades ímpares e que não se importe em viver em negligente abandono. O que o Duque não espera é que o seu interesse e libido sejam despertados pela única mulher que não pode ter, e que não seria capaz de ignorar. Clara Cheswick fascina o Duque, mas tudo que ela não precisa neste momento é se casar. Está bem mais interessada em publicar seu jornal feminino — certamente muito melhor do que ser esposa de um homem com sede de vingança. No entanto, curiosa por uma história, Clara pensa se o desejo do Duque por justiça é sincero — junto com sua intenção incrivelmente irritante de ser seu marido. Se sua fraca reação ao beijo dele é alguma indicação, apaixonar-se por Adam claramente tem um preço. Mas quem diria que cortejar o perigo poderia ser tão divertido?

O Duque Mais Perigoso de Londres é um romance de época da Madeline Hunter (autora que adoro) lançado pela Editora Charme em 2017. Recebi o livro pouco depois do lançamento, em uma caixa do Livros e Citações. Como já estava curiosa com a história, corri logo para ler, mas acho que estava com a expectativa muito alta e acabei me decepcionando um pouco.

Clara é uma mulher à frente do seu tempo, criada com muito amor e liberdade por seu pai, que permitia que ela pensasse em discordância com as regras da época, principalmente em relação ao casamento. Pelo fato de Clara estar envolvida em um jornal feminino que não envolve apenas fofocas, eu esperava muito mais ação da parte dela para buscar sobre o passado de sua família e de Adam.

‘Não sou uma mulher que treme quando encontra a estupidez masculina.’

Porém, fiquei triste como ela simplesmente fluía pelos lugares e situações, sem muito proativismo, deixando as coisas acontecerem. Os momentos que ela toma uma ação por si só são para dar continuidade à história, e não pela personagem em si.

Adam, o duque, é basicamente aquilo o que a gente espera de um romance de época (o que me deixou muito feliz). Ele se apaixona quase instantaneamente pela mocinha, e acaba sofrendo um pouco para conseguir conquista-la.

‘_Quer que eu a beije?

_Claro que não. O senhor é o ultimo homem que quero que me beije, asseguro-lhe.’

Os seus amigos, Langford e Brentworth, formam a Sociedade dos duques decadentes, e são de grande importância para a história. Já sabemos que os dois terão livros, e o segundo da série é do Langford. Sinceramente, estou mais curiosa para o livro de Brentworth. Achei o personagem muito perspicaz e misterioso, e acho que o livro dele vai ser muito bom. Outro personagem secundário que é muito interessante é Althea, que se mostra uma grande amiga e compreende bem Clara quando essa começa a mudar sua maneira de pensar.

A história é boa, mas acho que faltou um pouco mais de iniciativa da Clara em muitos momentos. Isso acabou estragando um pouco a leitura, pois o livro foi vendido como se Clara tivesse mais proatividade, mas não foi bem isso que li.

O segundo livro foi publicado no exterior em 2018 e o terceiro em 2019. Aguardando ansiosa a querida Editora Charme lançar os próximos.

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