Review – O Cerco

Falae galera, blz?

A última edição da coleção de Graphic Novels Marvel nos traz
a saga O Cerco, que veio para “reparar” os mau entendidos plantados no universo
Marvel desde Guerra Civil. Então vamos ao Review:

O Cerco foi publicado pela Salvat na Coleção de Graphic
Novels Marvel de número 60 (coleção de capa preta) reunindo as edições A Cabala
nº 1 e a saga O Cerco nº 1 a
4, a hq
tem 238 páginas ao preço de R$36,90. Escrita por Brian Michael Bendis e
desenhada por Olivier Coipel.

Antes do review, alguns pontos são necessários para entender
essa saga:
Após a Invasão SkrullNorman Osborn, o outrora
ensandecido rosto por trás da máscara do Duende Verde, assumiu o posto de
secretário de segurança do governo e chefe da Organização conhecida
como SHIELD, vaga anteriormente ocupada por Tony Stark, o Homem de
Ferro. Osborn organizou sua própria equipe de Vingadores, formada quase
que completamente por vilões reformados, além do deus da
guerra Ares e do atormentado herói Sentinela. As equipes
da Iniciativa criadas após os eventos da Guerra Civil para
que jovens com super poderes fossem treinados, foram tomadas, e novas regras
começaram a ser estipuladas seguindo a visão deturpada de Osborn.
A edição nº 1 nos mostra uma reunião com A Cabala, uma
versão oposta dos Illuminati, que compõe vilões e pessoas que simpatizam e
apoiaram a ascensão política de Norman Osborn, pós-Invasão Secreta com Dr. Destino, Namor, Emma Frost,
Capuz, Treinador e Loki. Após
um desentendimento com Dr. Destino, Osborn decide cortar sua aliança com o
ditador da Latvéria, desferindo um poderoso ataque contra Destino.

A loucura de Osborn toma forma quando, influenciado pelo
Deus da trapaça Loki, orquestra um plano para derrubar Asgard, que se encontra
pairando no alto de Oklhoma. Como não teve a aprovação da Casa Branca para
realizar o ataque, Osborn decide forjar um incidente baseado no que levou a Lei
de Registro Super-humano e a Guerra Civil, envolvendo Volstagg e destruindo um
estádio de futebol inteiro.

Os desenhos de Olivier Coipel dispensam apresentações para quem já leu Thor Renascer dos Deuses e Em Nome do Pai. As cenas de luta são todas espetaculares, com a sensação de movimentos rápidos a todo instante. A grandiosidade com que ele consegue desenhar Asgard é de tirar o chapéu, sem falar na profundidade que o cara consegue imprimir nas cenas de batalha aérea. A cena em que o Sentinela atravessa Asgard, destruindo suas fundações e derrubando a cidade dourada é de encher os olhos. Em primeiro lugar vemos o quão poderoso é o homem que detém o poder de um milhão de sóis explodindo, e em segundo o quão é grandioso o efeito de ver uma cidade inteira se despedaçando ante seu poder.

Apesar de bem construída achei a saga bem mediana e parecida
com tantas outras do universo Marvel. Temos o desenvolvimento, com uma
catástrofe, a morte de algum personagem “quase” importante, a grande reunião de
heróis e o combate mortal final. Todos esses elementos estão lá. Talvez o que
diferencie essa saga de outras seja o foco nos vilões. Aqui nos temos 3
personagens chave para a trama: Norman Osborn, sendo o catalisador do evento
principal; Loki, que como sempre quer o trono de Asgard para si; e o Sentinela,
que possui uma personalidade destrutiva e demoníaca chamada Vácuo.

A presença de Vácuo se torna uma ameaça incontrolável em certo ponto da história.
Outro ponto interessante é a volta da figura do Capitão
América
. Com os Vingadores dispersos devido a Guerra Civil e com a derrota do
poderoso Thor pelas mãos de Norman, Steve não vê hora melhor para unir sua
equipe e partir para Asgard e rechaçar o cerco. A volta do Capitão marca o término de uma era sombria e o retorno da Era Heroica na Marvel.

E vc leitor, curtiu essa saga? Discorda de algum ponto do review? Comentem em nossa área de comentários e em nossas redes sociais. Fui abraço.