Review | Lady Killers, de Tori Telfer

Review | Lady Killers, de Tori Telfer

Com uma edição primorosa em capa rosa e que faz parte da galeria Crime Scene da editora, a darkside apresenta um desfile de mulheres que podem ser as assassinas mais letais e psicopatas da história. A autora, Tori Telfer, disseca a mente e a maldade que vive em cada uma dessas damas através dos séculos.

A primeira a ser mencionada logo no início e a que mais me chamou a atenção é a húngara Elizabeth Bathory, que ficou conhecida como ?Condessa sanguenta? por seus supostos crimes, vinculados à vaidade e a beleza. A condessa não poupava suas criadas. Pobres camponesas que a qualquer deslize experimentavam da ira e crueldade típicas de Elizabeth. Elas eram duramente castigadas, torturadas e mortas pela condessa e seu pequeno clã de amigas que também adoravam infligir dor aos serviçais.

Reza a lenda, que Elizabeth matou centenas de meninas, a maioria virgens, pois acreditava que o sangue da inocência delas lhe traria beleza e preservaria sua juventude. Ela então, se banhava com o sangue das mais jovens camponesas a fim de não envelhecer jamais.

A condessa sangrenta juntamente com outro importante ícone da história, Vlad ? O empalador?, inspirou não só bandas de rock e Músicas de Heavy Metal , mas também um dos personagens mais temidos da literatura: O drácula ? de Bram Stoker. Isso mesmo!

No livro, Toni traz outras diversas estórias de mulheres assassinas. Algumas do século passado e outras dos anos 30, em tempos mais ?atuais?. Além de detalhes sobre seus crimes, a autora revela como eram os julgamentos naquele período, quais punições eram impostas a quem cometia tais crimes e que punições recebiam. E tem de tudo: Queda curta , enforcamento, decapitação com espada, prisão perpétua, inanição e por aí vai.

Em Lady Killers encontramos mulheres de todo tipo e quase todas, acima de qualquer suspeita: Vovozinhas sorridentes, mães carinhosas cuidando dos filhos, jovenzinhas atraentes e com rostos angelicais, mulheres poderosas e intocadas pela lei (até certo ponto) como a Condessa descrita aqui. Mas não se iludam. Em cada uma delas vive uma crueldade que não conhece limites nem piedade.

Minhas impressões:

Achei uma leitura fantástica. O livro é muito bem escrito. Nota-se que a autora teve todo um cuidado de elaborar cada estória dessas mulheres ligando à fatos e fontes. Achei enriquecedor nesse sentido. É um livro rico em detalhes, onde a gente percebe a mudança dos tempos, os julgamentos, as punições, as leis e investigações que se estabeleceram e mudaram através dos tempos. E deixa um gancho importante para refletir. Que tudo muda! Menos a maldade humana existente na mente de cada ser. Isso permanece intacto, na nossa forma mais primitiva.Sobrevivendo ao tempo e à tecnologia. Hoje, fala-se muito em como a tecnologia pode afetar nosso comportamento e nossas mentes. Estamos sempre com nossos celulares conectados às redes sociais, aos amigos virtuais, abrindo portas para coisas positivas e negativas sem nos darmos conta, mas antigamente não havia nada disso, e a maldade sempre esteve lá à espreita em cada uma dessas pessoas. reinando absoluta em sua instrínseca existência. Enfim, algo para pensar!

Além de apresentar essas damas tão letais a autora ainda separou vários filmes com essa temática de mulheres perigosas. Achei maravilhoso esse ?link? que ela fez . Eu, como uma leitora curiosa, ia lendo e pesquisando no google sobre todas essas mulheres. E foi estranhamente interessante e positivo conhecer cada uma delas. Existiram mesmo. Uma delas foi a primeira mulher a ser executada na cadeira elétrica. Então tem muita história e curiosidade acerca dessas mulheres.

A psicopatia humana não conhece fronteiras nem limites. Uma velhinha tranquila, uma moça angelical, uma mãe amorosa. Cuidado! Você pode estar frente a frente com uma LADY KILLER.

Sobre o autor

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