Review | Daqui não se chega Lá, de Jason

Review | Daqui não se chega Lá, de Jason

Depois de Sshhhh., Eu Matei Adolf Hitler, A Gangue da Margem Esquerda e Ei, Espera., todas pela Mino, mais uma obra de Jason é publicada no Brasil, Daqui, Não Se Chega Lá. Uma comédia muito divertida e pungente, apresentando o trio romântico clássico do cientista louco, o monstro e a noiva do monstro.

O cartunista norueguês John Arne Sæterøy (1965), mais conhecido pelo pseudônimo Jason, narra um dos mais antigos triângulos amorosos do mundo: cientista louco cria monstro, cientista louco cria mulher para monstro, cientista louco… criado para o monstro! O autor trabalha com esses ícones clássicos da cultura pop, contando uma história espirituosa e única sobre amor, obsessão e traição, alternando suas sequências de pantomimas com páginas de diálogo (como no caso do assistente corcunda do cientista louco, durante alguns almoços, descreve e comenta os eventos em andamento, enquanto anseia por uma boa aposentadoria tranquila ou talvez apenas um emprego melhor).

Tudo apresentado em um processo de duas cores em papel colorido que a editora traz com as mesmas característica do original: Brochura, offset, preto e branco e pantone.

A narrativa é como uma criança tivesse brincando com seus brinquedos, de seus personagens favoritos. Aqui, como já foi mostrado, o elenco dos filmes clássicos de Frankenstein da Universal e inventa um novo conto de amor.

Daqui, Não Se Chega Lá é um bom exemplo do tipo de trabalho que Jason produz: personagens com cabeças de animais baseados na cultura pop em uma história repleta de  emoção, apesar da limitada gama de expressões que dá a seus personagens. Há um pouco de humor no começo, um romance, alguma coisa mais sombria (drogas, estupros), e alguma banalidade cotidiana com Igor e outro assistente se encontrando em um café para fofocar. Temos até aquela cena de uma multidão enfurecida com forcados e tochas como nos filmes!

Por baixo de tudo, há uma sensação de tristeza fraca, mas tangível, que é a marca registrada do trabalho de Jason. Embora haja uma sensação de tragédia no conto, não é a mais poderosa das histórias de Jason, uma mistura de comédia sombria e acontecimentos pesados, temos uma experiência de quadrinhos agradável. Vale a conferida.

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