Review | Crônicas de Excalibur, de Jean-Luc Istin e Alain Brion

Crônicas de Excalibur é o novo título do selo Gold Edition da Mythos, é bem provável que todos já tenham tido contato com os mitos Arturianos em algum momento, seja em filmes, como Excalibur (1981), As Brumas de Avalon (2001), Rei Artur (2004), no recente Rei Artur – A Lenda da Espada (2017), na animação A Espada era Lei (1963), nos livros de Bernard Cornwell e nos clássicos livros sobre a Távola Redonda que contam também a lenda de Artur.

Desta vez, teremos dois volumes de luxo, no padrão europeu, com alta qualidade para aumentar ainda mais o nível de detalhe dos desenhos fenomenais de Alain Brion, que junto de Jean-Luc Istin (responsável também por Elfos, publicado pelo mesmo selo por aqui) recontam a lenda de Artur. Na França, essa coleção começou em 2015, sendo publicada anualmente pela editora Soleil.

A mítica Avalon

Uma entidade da Grande Deusa com a Excalibur

Neste primeiro volume, reúne dois capítulos, e que leva o nome, Canto 1: Pendragon, temos a aparição da espada mágica Excalibur, entregue ao mago Merlin por uma entidade da Grande Deusa da Terra, Merlin por sua vez, escolhe Uther Pendragon para ser o portador da espada, e assim, unificar a Bretanha, nesse ínterim, temos a igreja católica, influenciando outros reis para atacar as antigas tradições e desafiando as Damas de Avalon.

Após a morte de Uther, Merlin prende Excalibur a uma rocha para aguardar o retorno do verdadeiro rei.

A escolha de Merlin se mostra acertada, Uther que era um valoroso guerreiro mas com uma incontrolável sede de sangue, se torna um grande rei após escutar os sábios conselhos de Merlin, em um encontro com o Rei Gorlois, Uther conhece Igraine, mãe de ninguém menos que Morgana, mantida prisioneira pelo marido, por orar às antigas tradições. O rei está sob grande influência das palavras de Patricius, Bispo de Roma na Bretanha, e é desse primeiro encontro que teremos todo o desenrolar dos acontecimentos, Pendragon não aceita o modo que Gorlois trata a esposa, apenas devido sua religião e irá desafiá-lo, porém, pode iniciar uma guerra de proporções gigantescas.

O Bispo Patricius, acredita que para prevalecer o catolicismo na Bretanha ele precisa exterminar as antigas tradições, isso quer dizer, ataques diretos à Avalon, nos momentos em que está sozinho, Patricius aparece em diálogos em que temos o próprio Cristo aparecendo para ele, ficamos em dúvida da sua real vontade para com a sua religião ou de apenas loucura que passa pelos desejos do Bispo.

Com um roteiro ágil, violência gráfica explícita e uma trama muito bem apresentada, as 128 páginas passam rapidamente, ficamos mais tempo em cada uma das imagens devido a beleza da arte de Alain Brion. Com um alto grau de fantasia e seres místicos sendo apresentados ao longo das páginas, Crônicas de Excalibur é facilmente uma das melhores Hqs do ano até o momento.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here