Review | Cesto de Cabeças de Joe Hill e Leomacs

Review | Cesto de Cabeças de Joe Hill e Leomacs

Com uma chamativa capa que nos remete rapidamente aos bons tempos do selo Vertigo e suas histórias fechadas, o universo Hill House é inaugurado pela Panini em seu atual selo adulto DC Black Label. Com uma parceria com ninguém menos que Joe Hill, autor que além de possuir obras de destaque como, NOS4A2 (traduzido por aqui como Nosferatu), A Estrada da Noite, O Pacto (obra que teve adaptação para os cinemas com Daniel Radcliffe no papel principal do garoto de chifres) a parceria com Gabriel Rodriguez para a série em quadrinhos, Locke & Key que ganhou uma série pela Netflix, também é filho do mestre Stephen King.

E comprovando que o sangue amaldiçoado realmente está na família, Cesto de Cabeças é um típico conto de terror de cidade pequena, e como não podia deixar de ser, a história se passa no condado fictício do Maine, na pequena Ilha de Brody, e como nos acostumamos a ver nos contos de seu pai, a total falta de empatia e decadência de valores dos seres humanos que fazem parte desse mundo.

Na trama, seguimos os passos de June Branch, que está ilhada após uma tempestade acabar com a energia elétrica e as comunicações da ilha, e ainda precisa se preocupar com quatro presidiários que estão soltos pela ilha causando terror em seus supostos cidadãos de bem, seu namorado, Liam, fica incumbido de cuidar da casa do delegado local enquanto ele percorre a ilha no encalço dos ladrões, porém, tudo vai por água abaixo ao invadirem a casa e seu namorado desaparecer.

E é aí que a história começa a acelerar sem parar, na tentativa de fuga June é encurralada em uma sala de itens históricos vikings, e como vemos na capa da HQ, graças a um machado ela consegue um respiro e uma fuga, de um jeito nada convencional, ao cortar a cabeça do prisioneiro que tenta ataca-la o corpo morre, mas a cabeça permanece viva. E isso irá gerar as cenas mais absurdas e com certo humor negro em vários momentos, que melhoram ainda mais pela arte de Leomacs, crua e suja mas que casa muito bem com a proposta da obra.

Essa crescente de violência começa a mostrar a verdadeira índole de cada personagem, e June segue sua tentativa de fuga descobrindo as verdades e mentiras que estão afundadas em todo canto pantanoso da ilha, uma história direta e que passa muito rápido, na mesma velocidade do machado viking que mantém o sangue escorrendo pelas páginas.

O único defeito da HQ é ter apenas 184 páginas (já contando a galeria de extras), pois o valor de R$ 69,90 pode afastar alguns leitores que não queiram arriscar, mas se você é fã de um terror honesto e rápido, pode comprar sem medo.

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