Review | Bodas de Fogo, de Deborah Simmons

Review | Bodas de Fogo, de Deborah Simmons

Bodas de Fogo é um dos romances de época mais engraçados que li esse ano! Publicado pela Editora Leque Rosa, um selo da Editora Bezz, Bodas de fogo foi escrito pela autora Deborah Simmons e conta a história de Aisley e Piers, mais conhecido como o temível Cavaleiro Vermelho.

Sinopse: Tentando evitar um casamento não desejado após receber um decreto do rei Edward de escolher um de seus cavaleiros, Aisley de Laci escolhe o Barão Montmorency, conhecido como o Cavaleiro Vermelho, cuja fama é de que se isolou para ter liberdade de praticar as Artes das Trevas. Na certa o rei não endossaria um enlace desse e Aisley poderia voltar para sua vida em Belvry.

Reconhecido como um dos melhores em batalha, o Cavaleiro Vermelho isolou-se em Dunmurrow por motivos pessoais. E ele não quer uma esposa, não importa o quão rica ou bela ela seja. Mas mesmo sendo quem era, ele não poderia desafiar a ordem do rei, e uma vez que ela venha a ele, ele toma – e preserva.

Embora Aisley se recuse a acreditar nas histórias que fazem de Montmorency mais mito do que mortal, ela começa a se perguntar se ele possui poderes misteriosos. Senão, como explicar seus próprios sentimentos crescentes para com seu marido, um homem envolto pelas sombras e do qual ela nunca viu o rosto?
Estaria ela sob um feitiço ou tinha verdadeiramente contraído Bodas de Fogo?

O inicio desse livro já te deixa preso nas páginas, já que, para tentar fugir de um estratagema do rei Edward, Aisley acaba escolhendo o Cavaleiro do rei mais distante da corte, pensando que Edward voltaria atrás no seu plano de vê-la casada. Porém, o rei, entendendo o jogo de Aisley, dá a benção ao casamento e Aisley se vê em pouco tempo a caminho de uma fortaleza escura e pouco habitada, onde uma verdadeira lenda que assombra os moradores vive: o Cavaleiro Vermelho e seu futuro esposo.

Sem ter como recusar um pedido direto do rei, os dois acabam se casando em meio ao breu, e Aisley precisa aprender a viver ali com sua dama de companhia. Como uma boa castelã, Aisley até que consegue melhorar a sua nova moradia, mas pouco consegue descobrir sobre os segredos que mantem seu marido afastado de si e nas sombras.

_Sempre posso contar com você, meu senhor, para arruinar minhas refeições e me lembrar do quanto fui louca ao escolhê-lo.

O inicio do relacionamento dos dois é conturbado, já que ambos se casaram obrigados, e Piers tenta fazer de tudo para que Aisley não descubra seu maior segredo, e, consequentemente, ele não se torne fraco nas mãos dela. E esse segredo rendeu parte do livro. Eu até que consegui imaginar o que seria porque a autora deixa algumas pistas nos diálogos construídos.

Mesmo não gostando muito do lugar e dos segredos que seu marido esconde de si, Aisley passa a confiar no homem, entregando mais do que imaginava possuir para Piers. Não vou dizer que o relacionamento deles não é cheio de altos e baixos, mas a autora não perde o tempo dela e do leitor com triângulos amorosos desnecessários nem nada do tipo. Eu amei isso. Dos personagens secundários, todos são incríveis e rendem ótimos momentos, que tornaram o livro ainda mais divertido.

_E, claro, em alguns casos a cura é pior do que a doença – disse a viúva com uma risada suave. – É sempre assim em casos do coração.

Por mais que os dois consigam se entender, tanta coisa se desenrola na história e entre eles que não dá para largar o livro um minuto sequer. Minha única crítica é a resolução tão simples e rápida do problema de Piers que achei um pouco forçado demais. Mas o final, além de emocionante por ver Piers defendendo a mulher que ama de uma maluco e da frieza dos familiares dela, mostra que os dois personagens cresceram e aprenderam ao longo de Bodas de Fogo.

Eu amei essa história e espero que a Editora Leque Rosa consiga logo os direitos do segundo livro, A esposa virgem.

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