Review | As Três Partes de Grace, de Robin Benway

As Três Partes de Grace de Robin Benway foi o grande lançamento da Editora Record neste mês de outubro e é uma das grandes apostas da editora para este fim de ano.

SINOPSE: Grace acabou de ter uma filha. E a entregou para adoção. Não foi uma decisão fácil, já que a própria Grace é adotada. Como escolher uma família para sua bebê? Como ter certeza de que ela terá bons pais? Era de esperar que tudo isso fosse emoção suficiente na vida de uma adolescente, mas ela também acabou de descobrir que tem dois irmãos.
Maya é a única integrante de cabelos escuros naquela família de ruivos. As fotos pela casa mostram como ela é diferente de seus pais e de sua irmã Lauren, filha biológica do casal. Quando a família começa a passar por problemas e tudo parece prestes a desmoronar, Maya não consegue parar de se perguntar se aquele é o seu lugar. Quem é sua família biológica? Onde está seu lar?
Joaquin é o irmão mais velho. Ele nunca foi adotado. Chegou muito perto por muitas vezes, mas algo sempre acabava dando errado. Agora ele vive com uma boa família acolhedora, cheia de amor e vontade de adotá-lo, mas o garoto, prestes a completar dezoito anos, não sabe se deve mesmo acreditar que o destino está lhe dando chances de ser filho de alguém. Criar laços afetivos não é fácil quando se passou a vida inteira sendo abandonado. Mas talvez suas irmãs possam lhe ajudar a vencer essa barreira.
Em vista por amor familiar, companheirismo e, no fim das contas, por não se sentir sozinho no mundo, Grace, Maya e Joaquin vão contar uns com os outros na procura pela mãe biológica. E por si próprios.

Na primeira vez que vi o título As Três Partes de Grace ele não me chamou atenção de imediato e sequer fui olhar a sinopse para saber do que se tratava, porém, em um dia desses investigando melhor o livro, fui ler algumas resenhas e logo ele entrou para aquela lista de “preciso ler agora mesmo”, pois parecia ser uma obra dramática e emocionante, bem ao estilo que eu mais gosto. Então, quando ele foi lançado não perdi tempo e logo iniciei a leitura, que foi muito positiva, marcante e me trouxe muitas reflexões, além de trazer um tema razoavelmente original, pois apesar de vermos falar de adoção o tempo todo por aí, ainda assim eu nunca tinha lido um livro tão completo a respeito do tema.

Nesse enredo, acompanhamos três personagens que são irmãos, porém seguiram caminhos completamente diferentes quando foram dados para a adoção, assim, encontramos na narrativa o ponto de vista dos três, tanto falando sobre suas vidas individuais que foram bem diferentes umas das outras, e também sobre o momento em que se conheceram e acompanhamos como eles vão construindo uma ligação entre si.

Obviamente, nesse tipo de história é difícil não se ter os personagens queridinhos e os que nos causam menos afeto, e para mim a queridinha foi Grace, menina adotada por um casal amoroso, filha única e que aos dezesseis anos engravidou e teve de dar seu bebê para a adoção, o que lhe fez pensar a respeito de sua mãe biológica e sobre suas origens.

Grace me causou uma empatia imensa, talvez pela separação de sua bebê, que foi descrita com tanta emoção que me deixou com aquela dor pela personagem, ou talvez pelos julgamentos que recebeu por ter engravidado, enquanto o pai da criança não sofreu qualquer julgamento, algo que acontece muito no dia a dia e é impossível não nos colocarmos no lugar dela.

Também desenvolvi igual afeto por Joaquim, o mais sofrido dos irmãos, pois ele jamais foi adotado e passou por uma série de lares adotivos, uns melhores e outros terríveis, e quando o encontramos no início da história ele está com um casal maravilhoso que pensa inclusive em adotá-lo, mas isso é algo do qual ele tem medo, pois tantas vezes as coisas já deram errado que ele teme que aconteçam novamente.

Joaquim é um menino mexicano e a cor da sua pele causa certo preconceito nas pessoas, além de ser menino e não ter sido dado para a adoção quando recém-nascido, o que diminui as chances de os casais o escolherem para uma adoção tardia.

Por fim, temos Maya, a que menos me causou afeto, embora tenha gostado muito dela também. Maya é filha de pais ricos mas que tem inúmeros problemas, como alcoolismo e brigas constantes, e ela é lésbica, apesar de receber o apoio da família.

Um dos melhores pontos de As Três Partes de Grace é a presença dos inúmeros temas abordados, pois aqui se fala sobre adoção, sobre cor de pele, homossexualismo, julgamentos da sociedade e sobre a importância dos laços sanguíneos e também dos laços de afeto com aqueles que nos proporcionam as coisas mais importantes da vida, e tudo isso é abordado de uma forma incrível.

Além disso, esse livro me cativou muito porque apesar de trazer adolescentes como protagonistas não encontramos partes fúteis, e sim encontramos uma dose imensa de maturidade e uma evolução importante relacionada a cada personagem.

Apesar de ter todas essas temáticas, não considerei esse um livro extremamente dramático e sim emocionante, mas não foi o estilo de história que me deixa querendo ficar em posição fetal até derramar todas as lágrimas, e sim foi um enredo que me indignou, me tocou, me fez refletir e ao final me deixou de coração quentinho.

Recomendo muito.

E você, já leu As Três Partes de Grace ? Gosta de livros que falem sobre famílias? Tem algum para indicar para nós?

Vamos conversar nos comentários.

E não se esqueça que temos muitas outras indicações, clique aqui e conheça um pouco mais.

E curta o Site Mundo Hype nas redes sociais, compartilhe com amigos e continue por aqui.

#pracegover,  a capa é rosa bem claro, com o titulo no meio em azul  e nela existem uma ramos de uma planta com flores rosadas.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here